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	<title>New Single</title>
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		<title>[Worth Listening to] Gordi &#8211; Forget About Dying (Live)</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 08:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[New Single]]></category>
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					<description><![CDATA[Existem canções que tentam explicar a morte. “Forget About Dying”, de Gordi (que o EM já tinha destacado em 2020) faz algo muito mais difícil: tenta recordar-nos da vida. A australiana Sophie Payten ocupa um lugar raro na música contemporânea. Enquanto construía uma carreira como compositora e intérprete, trabalhava simultaneamente como médica. Durante a pandemia]]></description>
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<p>Existem canções que tentam explicar a morte. “Forget About Dying”, de <a href="https://www.instagram.com/gordimusic/">Gordi</a> (que o EM j<a href="https://www.ecletismomusical.pt/worth-listening-to-gordi-volcanic/?swcfpc=1">á tinha destacado</a> em 2020) faz algo muito mais difícil: tenta recordar-nos da vida. A australiana Sophie Payten ocupa um lugar raro na música contemporânea. Enquanto construía uma carreira como compositora e intérprete, trabalhava simultaneamente como médica. Durante a pandemia regressou aos hospitais, confrontando-se diariamente com a doença e a perda. </p>



<p>Em “Forget About Dying”, não encontramos uma reflexão sobre o fim. Encontramos uma reflexão sobre o tempo. Ao longo da vida, somos educados para viver como se tudo estivesse à nossa espera, adiamos conversas importantes, adiamos viagens, adiamos mudanças, adiamos sonhos. </p>



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<p>Convencemo-nos de que haverá sempre uma ocasião mais adequada, um momento mais conveniente, uma versão futura de nós próprios capaz de fazer aquilo que a versão presente continua a evitar.</p>



<p>Mas a vida possui uma característica profundamente desconfortável. Não nos informa sobre quanto tempo resta. Talvez seja essa a verdade silenciosa que atravessa toda a canção. Não a inevitabilidade da morte, mas a imprevisibilidade da vida.</p>



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</div>



<p>Existe ainda uma outra armadilha.</p>



<p>Passamos anos a acreditar que estamos apenas a ser prudentes. Que estamos a proteger aqueles que amamos. Que estamos a esperar pelo momento certo, pela certeza necessária, pela circunstância ideal. Convencemo-nos de que adiar uma decisão é diferente de a tomar.</p>



<p>E, por vezes, só depois percebemos que aquilo que chamávamos cautela continha também uma parte de medo. Que aquilo que julgávamos ser responsabilidade escondia a dificuldade de aceitar as consequências daquilo que já sabíamos. Que algumas das oportunidades mais importantes das nossas vidas não são colocadas em risco pela ausência de amor, mas pela dificuldade de decidir o que fazer com ele.</p>



<p>E, por vezes, só depois compreendemos que a clareza que procurávamos numa decisão não surgiu depois de comunicar que a tomámos. Pelo contrário, é essa própria decisão que nos obriga a questionar aquilo que julgávamos saber.</p>



<p>Talvez algumas das decisões mais importantes das nossas vidas não sejam aquelas que nos trazem respostas, mas aquelas que nos obrigam a revisitar perguntas que acreditávamos já ter resolvido.</p>



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</div>



<p>Existe uma diferença subtil entre consciência e medo. Grande parte da nossa ansiedade nasce precisamente dessa tentativa impossível de controlar aquilo que não pode ser controlado. Queremos garantias, queremos saber que aqueles que amamos estarão presentes amanhã. Queremos acreditar que ainda teremos tempo para dizer aquilo que ficou por dizer.</p>



<p>Mas nenhuma dessas promessas nos é dada e talvez essa verdade seja simples. Passamos demasiado tempo a preparar-nos para viver, a organizar o futuro e à espera da circunstância perfeita. Entretanto, os dias continuam a acontecer.</p>



<p>Esta parece ser uma canção sobre presença. Sobre a coragem de abandonar, ainda que por momentos, a necessidade de controlar o futuro. Sobre a capacidade de regressar ao presente e reconhecer a extraordinária improbabilidade de tudo aquilo que já existe, com a incerteza no que não se viveu.</p>



<p>Porque talvez a questão mais importante nunca tenha sido quanto tempo temos. Talvez seja o que fazemos com o tempo que nos foi dado.</p>
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		<title>[Worth Listening to] Mountain Boy &#8211; Monsters</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 08:40:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[New Album]]></category>
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					<description><![CDATA[“Monsters”, de Mountain Boy, surge como o quarto avanço de The Nights, álbum que o músico neozelandês irá lançar em Agosto. Ao longo da vida, todos construímos versões de nós próprios que mostramos aos outros. Aprendemos a controlar aquilo que revelamos, a esconder fragilidades e criamos narrativas que nos permitem continuar a avançar. Mas existe]]></description>
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<p>“Monsters”, de<a href="https://www.instagram.com/mtboyo_/"> Mountain Boy</a>, surge como o quarto avanço de <em>The Nights</em>, álbum que o músico neozelandês irá lançar em Agosto. </p>



<p>Ao longo da vida, todos construímos versões de nós próprios que mostramos aos outros. Aprendemos a controlar aquilo que revelamos, a esconder fragilidades e criamos narrativas que nos permitem continuar a avançar. </p>



<p>Mas existe sempre uma parte de nós que escapa a esse controlo. É aí que os monstros costumam nascer. Não necessariamente da maldade, mas daquilo que evitamos enfrentar. Das inseguranças que fingimos não ter e das dúvidas que regressam precisamente quando julgávamos tê-las deixado para trás.</p>



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</div>



<p>O mais interessante em “Monsters” é que a canção parece compreender que esses fantasmas interiores raramente desaparecem através da força. </p>
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		<title>[New Single] Death Cab for Cutie &#8211; Stone Over Water</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 20:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
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					<description><![CDATA[“Stone Over Water” faz parte do novo álbum dos Death Cab for Cutie, Ao longo da sua carreira, Ben Gibbard tornou-se um dos grandes cronistas da fragilidade humana dentro da música indie. As suas melhores canções nunca se limitaram a descrever emoções; procuraram compreender os mecanismos que utilizamos para sobreviver a elas. Em “Stone Over]]></description>
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<p>“Stone Over Water” faz parte do novo álbum dos  <a href="https://www.instagram.com/deathcabforcutie/">Death Cab for Cutie,</a>  Ao longo da sua carreira, Ben Gibbard tornou-se um dos grandes cronistas da fragilidade humana dentro da música indie. As suas melhores canções nunca se limitaram a descrever emoções; procuraram compreender os mecanismos que utilizamos para sobreviver a elas. </p>



<p>Em “Stone Over Water”, essa capacidade surge de forma particularmente desarmante. A própria banda descreveu o tema como uma canção sobre tentar convencer todos à nossa volta, e sobretudo a nós próprios, de que estamos bem quando, na realidade, não estamos.</p>



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</div>



<p>O título é revelador. Uma pedra sobre a água parece algo impossível de sustentar e que mais cedo ou mais tarde afunda-se. E talvez seja precisamente essa a imagem central da canção: a tentativa constante de manter uma aparência de estabilidade quando tudo o que existe por baixo da superfície ameaça ceder.</p>



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</div>



<p>Dentro do universo de <em>I Built You A Tower</em>, álbum que explora obsessão e, memória, “Stone Over Water” surge como um dos seus momentos emocionalmente mais expostos. É uma música sobre insegurança, exaustão e a dificuldade de sustentar determinadas narrativas pessoais quando a realidade insiste em contradizê-las.</p>



<p>No fundo, “Stone Over Water” não é uma canção sobre colapso. É sobre aquilo que acontece imediatamente antes dele. Aquele momento em que ainda sorrimos, ainda respondemos que está tudo bem, ainda cumprimos as nossas rotinas, mas começamos a perceber que o peso que carregamos já não pode continuar escondido debaixo da superfície.</p>
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		<title>[Worth Listening to] Francis Of Delirium &#8211; Higher (Live)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Live]]></category>
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		<category><![CDATA[Francis Of Delirium]]></category>
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					<description><![CDATA[Francis of Delirium (Jana Bahrich) escreveu Higher no processo de recuperação de uma cirurgia ao pescoço, período que a obrigou a confrontar-se com limitações físicas, fragilidade e uma nova perceção do próprio corpo. Mas aquilo que torna a música especial é a forma como consegue transformar essa experiência individual numa reflexão universal sobre crescimento, resiliência]]></description>
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<p><a href="https://www.instagram.com/francisofdelirium/">Francis of Delirium</a> (Jana Bahrich) escreveu Higher no processo de recuperação de uma cirurgia ao pescoço, período que a obrigou a confrontar-se com limitações físicas, fragilidade e uma nova perceção do próprio corpo. Mas aquilo que torna a música especial é a forma como consegue transformar essa experiência individual numa reflexão universal sobre crescimento, resiliência e identidade.</p>



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</div>



<p>Ao longo da vida, habituamo-nos a medir o nosso valor através daquilo que conseguimos fazer. Pela produtividade, pela capacidade de avançar e pela velocidade com que respondemos às exigências do mundo. Só quando algo interrompe esse movimento percebemos o quanto da nossa autoestima e equilíbrio estava dependente dele.</p>



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</div>



<p>A música não fala sobre sentir-se forte, mas sim sobre descobrir força quando já não existe a possibilidade de fingir que somos invulneráveis.</p>



<p>Ao longo do tema, sente-se uma tensão constante entre a pessoa que fomos e a pessoa que estamos a tentar tornar-nos. Existe uma honestidade rara na forma como Francis of Delirium aborda essa transformação. </p>



<p>Nesta versão ao vivo, a fragilidade e verdade de Francis of Delirium transporta-nos directamente para um lugar onde não nos podemos mais esconder.</p>
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		<title>[New Single] TWO LANES x Aaron Ahrends &#8211; Seen It All (Live Session)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 20:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[New Single]]></category>
		<category><![CDATA[Worth Listening to]]></category>
		<category><![CDATA[Aaron Ahrends]]></category>
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					<description><![CDATA[“Seen It All” é o novo single dos TWO LANES com Aaron Ahrends. O duo berlinense construiu uma identidade rara na música eletrónica contemporânea existindo sempre uma dimensão emocional que atravessa o seu trabalho, aqui com a companhia de Aaron Ahrends que conheceram no concerto de Nils Frahm, em Lisboa. Neste tema, parece estarmos perante]]></description>
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<p>“Seen It All” é o novo single dos <a href="https://www.instagram.com/wearetwolanes/">TWO LANES</a> com <a href="https://www.instagram.com/aaronahrends/">Aaron Ahrends</a>. O duo berlinense construiu uma identidade rara na música eletrónica contemporânea existindo sempre uma dimensão emocional que atravessa o seu trabalho,  aqui com a companhia de Aaron Ahrends que conheceram no concerto de Nils Frahm, em Lisboa.</p>



<p>Neste tema, parece estarmos perante alguém que não acredita ter compreendido tudo sobre a vida, mas que já atravessou o suficiente para perceber que existe na vida uma diferença importante entre sobreviver e viver.  A maioria das pessoas aprende a sobreviver bastante cedo, aprendendo a lidar com perdas, mudanças, desilusões, rotinas e responsabilidades. </p>



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</div>



<p>Aprende-se a continuar, mas, o mais difícil, é perceber o que fazer depois disso. O título sugere experiência acumulada, mas a música tem um pedido claro.</p>



<p>Porque ninguém vê tudo. Talvez uma das grandes ilusões da idade adulta seja acreditar que o sofrimento nos torna imunes ao sofrimento seguinte. A realidade raramente funciona dessa forma. </p>



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</div>



<p>Por isso, “Seen It All” acaba por soar menos como uma afirmação e mais como um pedido: &#8220;Just don&#8217;t let me go&#8221;.</p>



<p>Quanto mais vivemos, mais percebemos o quanto ainda existe para descobrir. E talvez a verdadeira maturidade não esteja em acreditar que já vimos tudo.</p>
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		<item>
		<title>[Worth Listening to] Snarls &#8211; One Wish</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 18:28:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
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					<description><![CDATA[“One Wish”, dos Snarls, é descrita pela própria banda como um lembrete daquele sonho que existia e da necessidade de o escolher ativamente, todos os dias. Não como uma fantasia distante, mas como uma decisão consciente. É preciso persegui-lo ativamente, mesmo quando a realidade insiste em mostrar todas as razões para desistir. Ao longo da]]></description>
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<p>“One Wish”, dos <a href="https://www.instagram.com/snarlsband/">Snarls</a>, é descrita pela própria banda como um lembrete daquele sonho que existia e da necessidade de o escolher ativamente, todos os dias. Não como uma fantasia distante, mas como uma decisão consciente. É preciso persegui-lo ativamente, mesmo quando a realidade insiste em mostrar todas as razões para desistir.</p>



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</div>



<p>Ao longo da canção, não encontramos uma visão ingénua do futuro. O mundo continua complicado, as responsabilidades continuam presentes e o desgaste da vida adulta continua a existir. Mas, perante tudo isso, permanece uma pergunta silenciosa: o que acontece se continuarmos a escolher o sonho apesar de todas as dificuldades?</p>



<p>Há uma imagem recorrente em “One Wish” que atravessa toda a composição: a chama. Se acendemos um fósforo, temos de o deixar arder. A metáfora é simples, mas poderosa. Porque os sonhos funcionam da mesma forma. </p>



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		<item>
		<title>[Worth Listening to] EYRE LLEW &#8211; Oban</title>
		<link>https://www.ecletismomusical.pt/worth-listening-to-eyre-llew-oban/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 14:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[New Album]]></category>
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					<description><![CDATA[Oban, uma pequena cidade costeira da Escócia que dá nome a esta composição dos EYRE LLEW, parece funcionar como um espaço emocional onde memória, distância e contemplação se encontram. É como uma viagem feita, não para alcançar um destino, mas para compreender aquilo que acontece durante o percurso. Existe uma solidão evidente na música, mas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Oban, uma pequena cidade costeira da Escócia que dá nome a esta composição dos <a href="https://www.instagram.com/eyrellew/">EYRE LLEW</a>, parece funcionar como um espaço emocional onde memória, distância e contemplação se encontram.</p>



<p>É como uma viagem feita, não para alcançar um destino, mas para compreender aquilo que acontece durante o percurso.  Existe uma solidão evidente na música, mas não uma solidão associada ao abandono, mas sim, um momento de afastamento necessário para ouvir aquilo que normalmente desaparece no ruído dos dias. Os EYRE LLEW compreendem algo fundamental: há emoções que só se revelam quando o mundo abranda.</p>



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<p>“Oban” parece habitar precisamente esse território. O espaço entre aquilo que fomos e aquilo que estamos a compreender sobre nós próprios. </p>



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		<title>[New Single] Beth Orton &#8211; Otherside (Live)</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 09:01:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ao longo da sua carreira, Beth Orton sempre pareceu interessada nas zonas intermédias da experiência humana, onde convivem vulnerabilidade e força. Lançada no álbum Weather Alive, um dos trabalhos mais pessoais e contemplativos da artista britânica, a canção surge como uma reflexão serena sobre transformação. Não a transformação repentina das narrativas de superação, mas aquela]]></description>
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<p>Ao longo da sua carreira, <a href="https://www.instagram.com/bethorton/">Beth Orton</a> sempre pareceu interessada nas zonas intermédias da experiência humana, onde convivem vulnerabilidade e força.</p>



<p>Lançada no álbum <em>Weather Alive</em>, um dos trabalhos mais pessoais e contemplativos da artista britânica, a canção surge como uma reflexão serena sobre transformação. Não a transformação repentina das narrativas de superação, mas aquela que acontece lentamente, quase sem nos apercebermos.</p>



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<p>O próprio título sugere passagem e a existência de um outro lado. Mas a canção nunca define exatamente o que existe para lá dessa fronteira. E talvez seja precisamente essa indefinição que a torna tão universal.</p>



<p>“Otherside” fala sobre a capacidade humana de continuar a avançar mesmo quando o caminho não é totalmente visível. Sobre confiar que existe algo para lá daquilo que conhecemos, mesmo quando não conseguimos descrevê-lo.</p>



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<p>Porque, por vezes, a vida não nos pede certezas,  pede apenas coragem suficiente para dar o passo seguinte. E acreditar que, algures do outro lado, existe uma versão de nós próprios à espera de ser descoberta.</p>
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		<title>[Worth Listening to] MARA &#8211; Só Gente</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[New Album]]></category>
		<category><![CDATA[New Single]]></category>
		<category><![CDATA[Worth Listening to]]></category>
		<category><![CDATA[MARA]]></category>
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					<description><![CDATA[Há atualmente uma tendência crescente para transformar tudo em identidade, num rótulo, posição ou diferença. Talvez por isso “Só Gente”, de MARA, chegue com uma simplicidade quase desarmante. A canção parte de uma ideia que parece óbvia, mas que raramente praticamos: antes de qualquer definição, somos apenas pessoas. Pessoas que amam, falham, desejam, partem e]]></description>
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<p>Há atualmente uma tendência crescente para transformar tudo em identidade, num rótulo, posição ou diferença. Talvez por isso “Só Gente”, de <a href="https://www.instagram.com/maramusics/">MARA</a>, chegue com uma simplicidade quase desarmante.</p>



<p>A canção parte de uma ideia que parece óbvia, mas que raramente praticamos: antes de qualquer definição, somos apenas pessoas. Pessoas que amam, falham, desejam, partem e procuram algum tipo de sentido no meio da confusão dos dias.</p>



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<p>Em “Só Gente”, que conta com letra de Cátia Mazari Oliveira (<a href="https://www.instagram.com/a_garota_nao/">A Garota Não</a>) essa humanidade surge sem grandiosidade, mas através de imagens quotidianas, de gestos pequenos e de uma proximidade emocional que evita o dramatismo. </p>



<p>A expressão “somos só gente que se beija no cais” carrega precisamente essa força. Afinal, ser “só gente” significa também aceitar imperfeições, contradições e limitações. Significa aceitar que ninguém possui respostas definitivas, mas que existem coisas que ultrapassam qualquer rótulo, sentem-se, a cada momento, antes de qualquer definição.</p>



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<p>No fundo, “Só Gente” funciona como um pequeno gesto de resistência contra a necessidade permanente de nos apresentarmos como algo maior, mais forte ou mais extraordinário do que realmente somos.</p>



<p>E talvez exista alguma beleza em regressar a essa simplicidade. À ideia de que, antes de qualquer rótulo, continuamos a ser apenas gente.</p>
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		<title>[New Single] Milhanas &#8211; Deserto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 20:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[New Single]]></category>
		<category><![CDATA[Worth Listening to]]></category>
		<category><![CDATA[Milhanas]]></category>
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					<description><![CDATA[“Deserto”, o novo single de Milhanas surge depois do encerramento do ciclo de De Sombra a Sombra e continua a aprofundar uma das características mais marcantes da sua escrita: a capacidade de transformar estados emocionais complexos em imagens simples, mas carregadas de significado. Neste tema, essa paisagem surge como uma metáfora para uma dor interior]]></description>
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<p>“Deserto”, o novo single de <a href="https://www.instagram.com/milhanas_/">Milhanas</a> surge depois do encerramento do ciclo de <em>De Sombra a Sombra</em> e continua a aprofundar uma das características mais marcantes da sua escrita: a capacidade de transformar estados emocionais complexos em imagens simples, mas carregadas de significado.</p>



<p>Neste tema, essa paisagem surge como uma metáfora para uma dor interior persistente, para uma aridez emocional que acompanha cada passo e que parece resistir a todas as tentativas de ser ultrapassada. Há uma súplica que atravessa toda a canção: “calem em mim o deserto, que eu já não posso mais”.</p>



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<p>Ao longo do tema, sente-se uma procura constante. Não necessariamente por alguém, mas por uma forma de habitar o próprio Ser sem carregar esse peso permanente. A canção move-se entre a exaustão e a esperança, entre a consciência da ferida e a crença de que ela não será eterna.</p>



<p>Mas existe também um apelo profundo à vida. Como se, por detrás da fragilidade, permanecesse a convicção de que a luz acabará por encontrar espaço dentro da escuridão. A dor está presente, mas não surge como destino. Surge como uma travessia, com um território que precisa de ser percorrido e que conta com auxílios por vezes inesperados. </p>



<p>Vocalmente, Milhanas continua a demonstrar aquilo que a distingue dentro da nova música portuguesa. Existe uma delicadeza aparente na sua interpretação que esconde uma enorme força emocional, notando-se igualmente a influência de Rodrigo Correia na produção deste tema.</p>



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<p>No fundo, “Deserto” não é uma canção sobre ausência. É sobre a vontade de se libertar do deserto que se torna a Existência.</p>
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