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		<title>[New Single] Clara Mann &#8211; News From Home</title>
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		<pubdate>Tue, 28 Jul 2026 18:30:23 +0000</pubdate>
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					<description><![CDATA[Clara Mann, que o EM já destacou anteriormente (AQUI) é uma artista franco-britânica radicada no sul de Londres, cuja escrita tem vindo a encontrar um lugar singular entre a tradição folk, a canção de autor e uma sensibilidade profundamente literária. Depois de Rift, álbum de estreia editado em 2025 e do EP ao vivo no]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.instagram.com/claramannn/">Clara Mann</a>, que o EM já destacou anteriormente (<a href="https://www.ecletismomusical.pt/en/new-ep-clara-mann-live-in-the-royal-albert-hall/">AQUI</a>) é uma artista franco-britânica radicada no sul de Londres, cuja escrita tem vindo a encontrar um lugar singular entre a tradição folk, a canção de autor e uma sensibilidade profundamente literária. Depois de <em>Rift</em>, álbum de estreia editado em 2025 e do EP ao vivo no Royal Albert Hall, regressa agora com “News From Home”, primeiro avanço de <em>Wishbone</em>, o segundo disco, com lançamento marcado para 23 de outubro através da state51.</p>



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<p>“News From Home” apresenta uma transformação através de uma imagem reconhecível para todos aqueles que um dia partiram. Clara regressa mentalmente à paisagem que em tempos representou todo o seu mundo e observa-a agora a partir da pessoa em que entretanto se tornou. O lugar continua a ser casa, mas já não é a única casa possível. O passado permanece íntimo e familiar, enquanto a vida adulta cresceu para além dele, criando compromissos, relações e destinos aos quais também deseja regressar.</p>



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<h6>Photo credit: Ella Margolin</h6>



<p></p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Worth Listening to] Xico Gaiato, Bia Maria &#8211; Na Raiz</title>
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		<pubdate>Tue, 28 Jul 2026 09:45:23 +0000</pubdate>
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					<description><![CDATA[Xico Gaiato é a persona artística de Francisco Barata, músico natural do Fundão que encontrou na Beira Interior não apenas o lugar de onde parte, mas a matéria essencial daquilo que cria. Depois de se ter apresentado ao país no Festival da Canção de 2025 com “Ai Senhor!” e de ter iniciado este novo ciclo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.instagram.com/xicogaiato/">Xico Gaiato</a> é a persona artística de Francisco Barata, músico natural do Fundão que encontrou na Beira Interior não apenas o lugar de onde parte, mas a matéria essencial daquilo que cria. Depois de se ter apresentado ao país no Festival da Canção de 2025 com “Ai Senhor!” e de ter iniciado este novo ciclo com “Voltas e Voltas”, regressa agora com “Na Raiz”, segundo avanço de <em>A Cada Passo Que Dou</em>, álbum de estreia com edição marcada para 10 de setembro pela <a href="https://www.instagram.com/omnichord.pt/">Omnichord</a>. </p>



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<p>A nova canção junta Xico Gaiato a <a href="https://www.instagram.com/bia____maria/">Bia Maria</a>, duas vozes que encontram no território mais do que uma indicação geográfica. “Na Raiz” nasce desse encontro e transforma-o numa reflexão sobre quem permanece depois da destruição, quem cuida quando os alarmes deixam de soar e quem começa a reconstruir quando a atenção pública já seguiu para outro lugar.</p>



<p>A canção chega depois de meses em que várias regiões portuguesas foram novamente confrontadas com a fragilidade dos territórios onde vivem. Durante o verão, os incêndios consumiram milhares de hectares, alteraram paisagens e ameaçaram populações que conhecem demasiado bem a repetição destas tragédias. Mais tarde, a tempestade Kristin deixou um novo rasto de destruição, danificando habitações, infraestruturas e modos de vida. </p>



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<p>“Na Raiz” parte desse contexto, mas recusa transformar o sofrimento num objeto estético ou numa simples sucessão de imagens trágicas. O centro da canção encontra-se nas pessoas. Naquelas que ficaram para limpar, reconstruir, alimentar, acolher e devolver alguma forma de normalidade a lugares que deixaram de a reconhecer. </p>



<p>O lançamento confirma também a coerência de um projeto que tem colocado a descentralização cultural no centro da sua identidade. <em>A Cada Passo Que Dou</em> será apresentado no próprio dia da edição, 10 de setembro, no Auditório da Moagem, no Fundão, regressando ao lugar onde o percurso de Xico Gaiato começou. Seguem-se concertos no Teatrão, em Coimbra, a 16 de setembro, na Casa da Criatividade, em São João da Madeira, no dia 17, e nos Maus Hábitos, no Porto, a 9 de outubro, estando ainda previstas apresentações em Leiria e Lisboa.</p>



<p>Foto: André Ivo</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Worth Listening to] Anxo Lorenzo &#8211; Avante</title>
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		<pubdate>Mon, 27 Jul 2026 11:00:56 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
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					<description><![CDATA[Anxo Lorenzo é um dos nomes mais relevantes da gaita galega contemporânea. Ao longo de mais de duas décadas, o músico construiu um percurso marcado tanto pelo domínio técnico do instrumento como pela vontade de o retirar de territórios previsíveis, cruzando a música tradicional da Galiza com linguagens eletrónicas, ritmos urbanos e diferentes tradições do]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.instagram.com/anxo__lorenzo/">Anxo Lorenzo</a> é um dos nomes mais relevantes da gaita galega contemporânea. Ao longo de mais de duas décadas, o músico construiu um percurso marcado tanto pelo domínio técnico do instrumento como pela vontade de o retirar de territórios previsíveis, cruzando a música tradicional da Galiza com linguagens eletrónicas, ritmos urbanos e diferentes tradições do universo celta. </p>



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</div>



<p>O título não poderia ser mais claro. Avante é movimento, impulso e recusa da imobilidade. É uma palavra que reconhece aquilo que ficou para trás, mas que não aceita transformar a herança numa obrigação de repetição. </p>



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</div>



<p>A gaita continua naturalmente no centro da composição, assumindo a voz principal de uma música instrumental que não necessita de palavras para transmitir a sua intenção. A riqueza melódica galega convive com uma produção contemporânea e com uma pulsação construída para ultrapassar as fronteiras habituais da música folk. </p>



<p></p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Album Review] Rita Vian &#8211; Liga Dura</title>
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		<pubdate>Thu, 23 Jul 2026 14:00:02 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois de SENSOREAL, Rita Vian regressa com quinze novas canções onde continua a cruzar eletrónica, sonoridades tradicionais portuguesas e uma escrita profundamente íntima, mas fá-lo agora com uma maturidade que afasta qualquer ideia de continuidade confortável. A própria artista descreve LIGA DURA como um álbum sobre aquilo &#8220;que não se vê por fora&#8221;: as experiências]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de <em>SENSOREAL</em>, Rita Vian regressa com quinze novas canções onde continua a cruzar eletrónica, sonoridades tradicionais portuguesas e uma escrita profundamente íntima, mas fá-lo agora com uma maturidade que afasta qualquer ideia de continuidade confortável. A própria artista descreve <em><strong>LIGA DURA</strong></em> como um álbum sobre aquilo &#8220;que não se vê por fora&#8221;: as experiências que nos moldam, as dificuldades que nos tornam mais conscientes e a capacidade de olhar para o mundo com maior lucidez e empatia.</p>



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<p>Essa ideia percorre todo o disco e torna-se evidente desde os primeiros minutos. A breve <strong>&#8220;INTRO&#8221;</strong> funciona como uma preparação para um universo onde nada é imediato. É um prólogo que estabelece o ambiente emocional do álbum antes de <strong>&#8220;BRAVA&#8221;</strong> surgir como a primeira grande afirmação de força. Sem recorrer à agressividade, Rita Vian apresenta uma voz segura da sua identidade artística, enquanto <strong>&#8220;INTERNET&#8221;</strong> leva essa reflexão para um território profundamente contemporâneo, explorando a forma como a identidade também se constrói através da exposição permanente e da relação cada vez mais ambígua com o mundo digital.</p>



<p><strong>&#8220;AMANHEÇA&#8221;</strong>, primeiro single, continua a ser um dos momentos mais fortes do disco. A produção dos irmãos GOIAS revela um equilíbrio raro entre eletrónica, música urbana e elementos da tradição portuguesa. É uma canção que resume de forma exemplar a linguagem que tem vindo a construir desde o primeiro álbum.</p>



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</div>



<p>A partir de <strong>&#8220;TUA&#8221;</strong>, o álbum entra numa dimensão ainda mais íntima. É aqui que Rita Vian demonstra maior maturidade enquanto autora. Em vez de procurar respostas, aceita as contradições. <strong>&#8220;TUA&#8221;</strong> aproxima-se da canção de amor, mas evita qualquer romantização fácil. <strong>&#8220;SINA&#8221;</strong> acrescenta um lado quase fatalista ao percurso emocional do disco, enquanto <strong>&#8220;DAR-ME&#8221;</strong>, apesar da sua curta duração, funciona como um momento de suspensão antes de uma segunda metade ainda mais introspectiva.</p>



<p>É precisamente nesta segunda metade que <em>LIGA DURA</em> ganha maior profundidade. <strong>&#8220;INTEIRA&#8221;</strong> assume-se como um manifesto de reconstrução pessoal, uma afirmação de autonomia sem necessidade de transformar a independência em confronto. Logo depois, <strong>&#8220;CANÇÃO PORTUGUESA&#8221;</strong> revela uma das ideias mais interessantes do álbum, em vez de citar a tradição portuguesa de forma evidente, Rita integra-a naturalmente numa linguagem eletrónica e contemporânea que já é inteiramente sua. </p>



<p>Em <strong>&#8220;AMIGO&#8221;</strong> and <strong>&#8220;LIMITE&#8221;</strong>, a escrita torna-se ainda mais contemplativa. São canções sobre aceitação, sobre perceber que algumas relações terminam não por falta de amor, mas porque o crescimento também implica saber deixar partir. <strong>&#8220;BATALHA DOS ANJOS&#8221;</strong> introduz uma tensão diferente dentro do disco, funcionando como um dos momentos de maior intensidade emocional, antes de <strong>&#8220;FALSAS ESPERANÇAS&#8221;</strong>, com Manel Cruz. A presença do vocalista dos Ornatos Violeta nunca se sobrepõe à identidade de Rita Vian; acrescenta antes uma nova textura a um disco que privilegia a palavra e a interpretação.</p>



<p>As duas últimas faixas encerram o percurso de forma coerente. <strong>&#8220;ROTINA&#8221;</strong> olha para o quotidiano sem cinismo, reconhecendo que também nele existem pequenas transformações invisíveis, enquanto <strong>&#8220;GAIVOTAS&#8221;</strong> termina o álbum com uma sensação de abertura. Não existe um final definitivo. Existe apenas a consciência de que o processo de crescimento continua para lá da última canção.</p>



<p>Num panorama onde muitos discos parecem desenhados para durar apenas o tempo de uma tendência, Rita Vian continua a fazer o seu percurso com uma identidade muito própria. É um álbum pensado para ser ouvido do princípio ao fim, algo cada vez mais raro numa época dominada por playlists e consumo fragmentado.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Worth Listening to] Mel Muñiz &#8211; Serenata para construir un Refugio</title>
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		<pubdate>Thu, 23 Jul 2026 10:49:14 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
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					<description><![CDATA[Mel Muñiz é uma cantora, compositora e multi-instrumentista argentina, que se move entre o bolero, o son cubano, o jazz e o swing. Mais do que um simples registo ao vivo, este vídeo apresenta-se como a continuação natural do universo que tem vindo a desenvolver desde La Santa Patrona de los Corazones Negros. O conceito]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.instagram.com/melmunizmusica/">Mel Muñiz</a> é uma cantora, compositora e multi-instrumentista argentina, que se move entre o bolero, o son cubano, o jazz e o swing. Mais do que um simples registo ao vivo, este vídeo apresenta-se como a continuação natural do universo que tem vindo a desenvolver desde <em>La Santa Patrona de los Corazones Negros</em>. </p>



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</div>



<p>O conceito é tão importante quanto a música. O vídeo reúne músicos e amigos em redor de uma mesa, entre comida caseira, gargalhadas e canções. A própria Mel descreve este encontro como um reflexo da rede afetiva construída em tempos difíceis, um refúgio emocional onde seis canções são interpretadas integralmente ao vivo, numa única tomada e recorrendo a microfones vintage, preservando toda a imperfeição e proximidade da interpretação.</p>



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</div>



<p>Essa escolha muda completamente a experiência de quem escuta. Num tempo em que tantos concertos procuram impressionar através da tecnologia, da edição ou da perfeição técnica, &#8220;Serenata para construir un Refugio&#8221; faz precisamente o contrário. Abraça o erro, a respiração, o silêncio entre as notas e a cumplicidade entre os músicos. </p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Worth Listening to] Slow Fiction – turning down flowers</title>
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		<pubdate>Wed, 22 Jul 2026 18:30:00 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
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					<description><![CDATA[Os @slowfictionband chegam-nos da cena independente de Nova Iorque. Entre o shoegaze, o pós-punk e o indie rock, o quinteto tem uma identidade onde a intensidade sonora convive com uma escrita profundamente pessoal. “turning down flowers”, o mais recente avanço do álbum de estreia dollhouse, é também a faixa que encerra o disco e talvez aquela que]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os <a href="https://www.instagram.com/slowfictionband/">@slowfictionband</a> chegam-nos da cena independente de Nova Iorque. Entre o shoegaze, o pós-punk e o indie rock, o quinteto tem uma identidade onde a intensidade sonora convive com uma escrita profundamente pessoal. “turning down flowers”, o mais recente avanço do álbum de estreia dollhouse, é também a faixa que encerra o disco e talvez aquela que melhor resume a forma como a banda olha para temas como identidade, vulnerabilidade e pertença.</p>



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</div>



<p>A vocalista Julia Vassallo explicou que escreveu o tema como uma reflexão sobre a experiência de ser mulher, recusando a ideia de que todas as canções sobre feminilidade tenham de ser inspiradoras ou empoderadoras. Para ela, igualdade também significa haver espaço para falar da confusão, da tristeza existencial e da estranheza de ocupar um determinado lugar no mundo sem a obrigação de oferecer uma mensagem otimista.</p>



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		<title>[New Single] Queens of the Stone Age – Easy Street</title>
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		<pubdate>Wed, 22 Jul 2026 10:25:00 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao longo de mais de três décadas, Josh Homme transformou os&#160;@queensofthestoneage&#160;numa das bandas mais imprevisíveis do rock contemporâneo. A cada disco, recusaram repetir a fórmula que os tornou uma referência, preferindo explorar novos territórios sem perder a identidade. “Easy Street”, o primeiro tema inédito desde In Times New Roman…, confirma precisamente essa inquietação criativa. À]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo de mais de três décadas, Josh Homme transformou os&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/queensofthestoneage/">@queensofthestoneage</a>&nbsp;numa das bandas mais imprevisíveis do rock contemporâneo. A cada disco, recusaram repetir a fórmula que os tornou uma referência, preferindo explorar novos territórios sem perder a identidade.</p>



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</div>



<p>“Easy Street”, o primeiro tema inédito desde In Times New Roman…, confirma precisamente essa inquietação criativa. À primeira audição, este tema parece um desvio inesperado na discografia da banda. As guitarras acústicas, as palmas, a presença de Nikki Lane e a atmosfera quase folk criam uma leveza pouco habitual nos Queens of the Stone Age.</p>



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<p>É precisamente aí que &#8220;Easy Street&#8221; encontra a sua força. Não procura apresentar uma vida perfeita nem esconder as suas imperfeições. Pelo contrário. Assume que aquilo que verdadeiramente nos define são as pequenas falhas, os desvios inesperados e os momentos em que perdemos o controlo. </p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[New Single] The Mountain Goats &#8211; Candlebox</title>
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		<pubdate>Mon, 20 Jul 2026 14:13:13 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[New Album]]></category>
		<category><![CDATA[New Single]]></category>
		<category><![CDATA[Worth Listening to]]></category>
		<category><![CDATA[Candlebox]]></category>
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		<category><![CDATA[The Mountain Goats]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao longo de mais de trinta anos, John Darnielle transformou os The Mountain Goats num dos projetos mais singulares da música independente norte-americana. &#8220;Candlebox&#8221;, o mais recente single remete para a banda de Seattle que conheceu um enorme sucesso durante a explosão do grunge, mas a canção nunca pretende ser um retrato dos Candlebox. Pelo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo de mais de trinta anos, John Darnielle transformou os <a href="https://www.instagram.com/mountaingoatsmusic/">The Mountain Goats</a> num dos projetos mais singulares da música independente norte-americana. </p>



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<p>&#8220;Candlebox&#8221;, o mais recente <em>single</em> remete para a banda de Seattle que conheceu um enorme sucesso durante a explosão do grunge, mas a canção nunca pretende ser um retrato dos Candlebox. Pelo contrário, utiliza esse nome como símbolo de uma época em que milhares de bandas acreditavam que bastava uma oportunidade para mudar de vida. </p>



<p>Segundo John Darnielle, a música acompanha um grupo que recebe a possibilidade de abrir alguns concertos para os Candlebox, captando aquele momento de entusiasmo absoluto em que tudo parece finalmente possível.</p>



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<p>É precisamente essa capacidade de transformar referências culturais em histórias profundamente humanas que continua a distinguir os The Mountain Goats. &#8220;Candlebox&#8221; pode partir de uma banda real, de uma digressão ou de um período específico da história do rock, mas acaba por falar de algo muito mais universal: da forma como a música se torna parte da nossa biografia e continua, muitos anos depois, a iluminar memórias que julgávamos esquecidas.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Live Performance] RAYE &#8211; Fields. (Montreux Jazz Festival 2026) Co-Created with Audemars Piguet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubdate>Mon, 13 Jul 2026 20:52:50 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Live]]></category>
		<category><![CDATA[Live Session]]></category>
		<category><![CDATA[Worth Listening to]]></category>
		<category><![CDATA[live]]></category>
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					<description><![CDATA[Há pessoas que passam uma vida inteira a construir memórias para os outros sem nunca pedirem nada em troca. Os avós são, muitas vezes, esse lugar silencioso para onde sabemos que podemos sempre regressar, mesmo quando passamos demasiado tempo sem lhes ligar. Em &#8220;Fields&#8221;, RAYE transforma uma conversa com o avô numa das canções mais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há pessoas que passam uma vida inteira a construir memórias para os outros sem nunca pedirem nada em troca. Os avós são, muitas vezes, esse lugar silencioso para onde sabemos que podemos sempre regressar, mesmo quando passamos demasiado tempo sem lhes ligar.</p>



<p>Em &#8220;Fields&#8221;, RAYE transforma uma conversa com o avô numa das canções mais comoventes da sua carreira. Entre lembranças de infância, o peso da vida adulta e o medo de que o tempo passe demasiado depressa, a artista recorda-nos que, muitas vezes, são precisamente aqueles que sempre estiveram presentes quem mais facilmente damos como garantidos.</p>



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<p>Esta música acaba também por falar para quem já não pode fazer essa chamada. Para quem daria tudo por mais um abraço, mais uma conversa ou apenas mais alguns minutos ao lado dos avós. Há saudades que o tempo nunca consegue diminuir. Apenas aprendemos a carregá-las de outra forma, desejando, em silêncio, que por um instante fosse possível voltar atrás e ouvir novamente uma voz que continua viva apenas na memória.</p>



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<p>Na sua atuação no Montreux Jazz Festival 2026, RAYE lembra-nos que, por vezes, as pessoas que partiram nunca deixam verdadeiramente de caminhar connosco. Continuam a viver nas histórias que contamos, nos valores que herdámos e na forma como escolhemos recordar aqueles que um dia chamámos, simplesmente, de avós.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Worth Listening to] Carolina Ligeiro &#8211; Balada de Despedida do 5º Ano Jurídico 88/89</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubdate>Thu, 02 Jul 2026 03:20:26 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Flashback]]></category>
		<category><![CDATA[Historical Songs]]></category>
		<category><![CDATA[New Single]]></category>
		<category><![CDATA[New Video]]></category>
		<category><![CDATA[Worth Listening to]]></category>
		<category><![CDATA[Carolina Ligeiro]]></category>
		<category><![CDATA[david antunes]]></category>
		<category><![CDATA[worth listening to]]></category>
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					<description><![CDATA[Há canções que sobrevivem ao tempo porque nunca nos oferecem respostas. A Balada de Despedida do 5º Ano Jurídico 88/89 é uma delas. Continua a emocionar gerações não por explicar o significado de partir de uma cidade, mas por aceitar que existem despedidas que nunca compreendemos totalmente e que se levam para a vida. Talvez]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há canções que sobrevivem ao tempo porque nunca nos oferecem respostas. <em>A Balada de Despedida do 5º Ano Jurídico 88/89</em> é uma delas. Continua a emocionar gerações não por explicar o significado de partir de uma cidade, mas por aceitar que existem despedidas que nunca compreendemos totalmente e que se levam para a vida. Talvez porque algumas das perguntas mais importantes da nossa vida não tenham sido feitas para encontrar uma resposta.</p>



<p>Na interpretação de Carolina Ligeiro, a jovem &#8220;descoberta&#8221; por David Antunes no seu Canta-me uma História, e que a acompanha com a mestria habitual ao piano, essa incerteza torna-se quase tão importante como a própria melodia. A voz nunca procura resolver o conflito que habita a canção. Limita-se a caminhar ao lado dele, lembrando-nos que crescer também pode significar aprender a conviver com aquilo que nunca chegaremos a entender por completo.</p>



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<p>É curioso como passamos grande parte da vida à procura de conclusões. Queremos saber se fizemos a escolha certa, se uma despedida era inevitável, se um encontro aconteceu demasiado cedo ou demasiado tarde. Mas talvez a vida raramente funcione dessa forma. Talvez existam pessoas, lugares, decisões ou momentos que nunca deixam verdadeiramente de nos acompanhar, não apenas porque continuaremos presos a eles, mas porque nos obrigam a fazer perguntas que levaremos connosco para sempre.</p>



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<p>É precisamente aí que reside a beleza desta interpretação. Não transforma a despedida num ponto final. Transforma-a num espaço aberto onde a memória continua a dialogar com o futuro. Porque há perguntas que não permanecem vivas apenas para nos prender ao passado, mas para nos desafiarem a continuar a crescer até estarmos finalmente à altura delas.</p>



<p>Talvez seja esse o verdadeiro legado das grandes canções. Não nos ensinam a esquecer, nem prometem que um dia tudo fará sentido. Apenas nos recordam que algumas perguntas nos acompanham para sempre, seja lá o que o futuro nos trouxer. E que talvez viver não seja encontrar finalmente uma resposta definitiva para as coisas, mas acreditar que, se um dia ela chegar, nós também já seremos mais capazes, mais inteiros e, sobretudo, menos cobardes perante as mudanças que essa resposta exigir. </p>



<p>Porque algumas canções nunca terminam verdadeiramente. Apenas continuam a encontrar novas vozes, novos tempos e novas formas de nos lembrar daquilo que ainda não conseguimos explicar.</p>



<p>Deixamos igualmente dois momentos históricos:  a sua primeira execução pela Toada Coimbrã (um original de Rui Lucas, António Vicente e João Paulo Sousa), na Serenata Monumental de 1989, na Sé Velha de Coimbra.</p>



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<p>E a interpretação do grupo Fado Amanhecer, onde Rui Lucas, um dos autores originais, regressa à canção ao lado do filho, André Lucas, num daqueles raros momentos em que a música parece atravessar gerações sem perder o seu significado maior.</p>



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