<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Entrevista Noiserv</title>
	<atom:link href="https://www.ecletismomusical.pt/en/tag/entrevista-noiserv/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.ecletismomusical.pt/en</link>
	<description></description>
	<lastbuilddate>Tue, 28 Oct 2025 17:52:10 +0000</lastbuilddate>
	<language>en-US</language>
	<sy:updateperiod>
	hourly	</sy:updateperiod>
	<sy:updatefrequency>
	1	</sy:updatefrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=5.5.18</generator>

<image>
	<url>https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2018/05/cropped-elementos-03-32x32.jpg</url>
	<title>Entrevista Noiserv</title>
	<link>https://www.ecletismomusical.pt/en</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>[Entrevista] Noiserv</title>
		<link>https://www.ecletismomusical.pt/en/entrevista-noiserv/</link>
					<comments>https://www.ecletismomusical.pt/en/entrevista-noiserv/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubdate>Tue, 28 Oct 2025 17:51:48 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Interviews]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista Noiserv]]></category>
		<category><![CDATA[interview]]></category>
		<category><![CDATA[noiserv]]></category>
		<guid ispermalink="false">https://www.ecletismomusical.pt/?p=7926</guid>

					<description><![CDATA[Há artistas que não precisam de se reinventar para continuarem a ser novos, basta-lhes permanecer fiéis àquilo que sentem. Noiserv é um desses. Quinze anos depois da primeira conversa com o Ecletismo Musical, David Santos regressa para refletir sobre o tempo, a criação e a persistência de fazer música como quem constrói abrigo. Nesta entrevista,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5>Há artistas que não precisam de se reinventar para continuarem a ser novos, basta-lhes permanecer fiéis àquilo que sentem. <a href="https://www.instagram.com/noiserv/">Noiserv</a> é um desses. Quinze anos depois da primeira conversa com o <em>Musical Eclecticism</em>, David Santos regressa para refletir sobre o tempo, a criação e a persistência de fazer música como quem constrói abrigo. Nesta entrevista, fala-nos da inocência que resiste, do novo álbum, da partilha que se aprende e da serenidade que o tempo ensina. </h5>



<p><strong>Ecletismo Musical(EM):</strong> <strong>Em 2010 dizias ao EM: <em>“O processo criativo é como um ser humano, temos de alimentá-lo até morrer, porque só aí termina… Acho que a base de tudo é a satisfação que as coisas nos possam dar.”</em> Quinze anos depois, que balanço fazes desse percurso? O que é que ainda te satisfaz da mesma forma e o que é que se transformou nesse processo de alimentar a criação?</strong><br></p>



<p><strong>Noiserv:</strong> Curiosamente, muita coisa muda quando envelhecemos mas a satisfação na composição e o prazer de alimentá-la até à exaustão mantém-se igual tantos anos depois. Julgo que estou ligeiramente mais ágil a chegar a certos resultados, mas tudo continua a demorar muito tempo, o tempo necessário.</p>



<p><strong>EM: Entre o Noiserv que queria gravar o som do coração e o que agora conta os dias (7305 deles), o que é que o tempo te ensinou sobre o que vale a pena preservar: a inocência ou o controlo? Como chegaste a este novo álbum?</strong></p>



<p><strong>Noiserv: </strong>O melhor seria conseguir descobrir sempre uma inocência controlada, mas nem sempre é fácil. Continuo fascinado em descobrir novos sons, neste disco usei muitos talheres (eheheh). Uma música nova é sempre uma descoberta, não se sabe o ponto de chegada, e muito poucas vezes o ponto de partida&#8230; as coisas vão acontecendo, os arranjos vão-se sobrepondo até que nos apercebemos que a música está pronta. Um disco é um conjunto de muitos momentos desses.</p>



<div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe width="900" height="506" src="https://www.youtube.com/embed/M6qwZutcat8?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
</div>



<p><br><strong>EM: Nos teus primeiros trabalhos havia um certo romantismo na solidão, a <em>“orquestra de um só homem”</em>. Agora parece haver uma reconciliação com o estar acompanhado. Foi a vida que te levou aí, ou a música ensinou-te a partilhar o espaço?</strong></p>



<p><strong>Noiserv:</strong> A vida sempre me ensinou que é na partilha que estamos mais próximos da felicidade. Musicalmente, e passados vinte anos, tive uma vontade enorme de convidar amigos e pessoas que admiro a ajudarem-me nesta celebração.</p>



<p><strong>EM: Em colaborações como com A Garota Não há um diálogo entre vozes que pensam o mundo de forma parecida, mas expressam-se de modos diferentes. Como foi encontrar o equilíbrio entre a tua forma mais introspectiva de comunicar e a palavra intensa da A Garota Não?</strong></p>



<p><strong>Noiserv:</strong> Esta música é um diálogo entre dois amigos sobre aquilo que os atormenta. Quisemos mesmo reforçar esta ideia de pergunta-resposta, e concluir que o mundo está a entrar num lugar muito complicado. E que a falta de empatia e o medo não podem ser o motor para uma sociedade evoluir.  </p>



<div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe width="900" height="506" src="https://www.youtube.com/embed/3rVxYEqOkOI?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
</div>



<p><br><strong>EM: Em 2010 falava-se sobre a possibilidade de uma carreira internacional, tendo em conta o tipo de música que fazes. Hoje, olhando para trás, sentes que foi opção ou circunstância? O que te parece que tem faltado ou o que é que preferiste preservar ao ficares mais perto de casa (e começaste a cantar igualmente em português)?</strong></p>



<p><strong>Noiserv:</strong> Elevar a música a uma dimensão internacional é algo que tenho feito aos poucos, mas será sempre um desejo. Já existiram anos em que tive bastante presença no estrangeiro, mas é muito difícil, não existe uma rede montada nesse sentido, tirando o Fado, é muito complicado exportar música portuguesa. No entanto, a idade também me dá uma consciência plena dessa dificuldade, embora eu tente sempre que mais pessoas possam conhecer a minha música.</p>



<p><strong>EM: Há um equilíbrio delicado entre tecnologia e emoção no teu trabalho. Como lidas hoje com o risco de a tecnologia, e da inteligência artificial em particular, se tornar demasiado visível na criação artística?</strong></p>



<p><strong>Noiserv: </strong>Na verdade não penso muito nisso. Sou fiel aos meus métodos de composição, e tento sempre acreditar que somos insubstituíveis ao nível da emoção, porque quando assim não for, a vida acabou.</p>



<div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe width="900" height="506" src="https://www.youtube.com/embed/9-V9sIt7ZKw?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
</div>



<p><br><strong>EM: Há quinze anos dizias ao <em>Musical Eclecticism</em> que o teu festival ideal seria algo como “Radiohead | Sigur Rós | Explosions in the Sky | Múm | Björk | Grizzly Bear | Jeff Buckley | Arcade Fire | Elliot Smith | Sunset Rubdown | DeVotchKa | Beirut”. Que nomes acrescentarias hoje a essa lista?</strong></p>



<p><strong>Noiserv:</strong> Boa pergunta. Tenho ouvido muita música nova e muito boa, mas na verdade, o festival ideal ainda seria esse.</p>



<p><strong>EM: Se tivesses de identificar os cinco melhores álbuns de sempre, ou pelo menos os que mais te influenciaram, quais seriam? E porquê?</strong></p>



<p><strong>Noiserv:</strong> </p>



<p><strong>&#8220;OK Computer&#8221;, Radiohead</strong></p>



<img width="200" height="198" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/10/R-5326699-1390635857-9068.jpeg-3599316768-e1761670718599.jpg" alt="" class="wp-image-7930" />



<p><strong>&#8220;The earth is not a cold dead place&#8221;, Explosions in the Sky</strong></p>



<div class="wp-block-image"><img src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/10/The-Earth-Is-Not-A-Cold-Dead-Place-EITS@1400x1400-1270183259-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-7931" width="207" height="207" /></div>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p><strong>&#8220;&#8230;&#8221;, Sigur Rós</strong></p>



<img width="200" height="176" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/10/NjM3NS5qcGVn-3166004184-e1761670927298.jpeg" alt="" class="wp-image-7934" />



<p><strong>&#8220;Ten&#8221;, Pearl Jam</strong></p>



<img width="200" height="186" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/10/mrvinyliosrecords.gr-pearl-jam-ten-pearl-jam-tenunof-2603251609-e1761671696269.jpg" alt="" class="wp-image-7936" />



<p>&#8220;Grace&#8221;, Jeff Buckley</p>



<div class="wp-block-image"><img src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/10/71qzCdJUwzL._SL1066_-3072245778-1024x1017.jpg" alt="" class="wp-image-7937" width="199" height="197" /></div>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p>As justificação são as mais óbvias, sem este discos eu não gostaria tanto de música.</p>



<p><strong>EM: Que verso teu escolherias para deixar escrito numa parede de Lisboa, como síntese destes vinte anos de caminho?</strong></p>



<p><strong>Noiserv:</strong> &#8220;Nesta casa o que não quebra não sai do lugar&#8221;, da música &#8220;20 . 16. A casa das rodas quadradas&#8221;.</p>



<div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe width="900" height="506" src="https://www.youtube.com/embed/t1OKUQvl8Ww?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
</div>



<p><br><strong>EM: Daqui a 15 anos, quando voltarmos a fazer uma Entrevista deste tipo, o que esperas já ter alcançado?</strong></p>



<p><strong>Noiserv: </strong>Se continuar a fazer música com o mesmo gosto, julgo que terei alçado mais do que alguma vez imaginei. E mais 3 discos pelo menos! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/13.0.0/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentrss>https://www.ecletismomusical.pt/en/entrevista-noiserv/feed/</wfw:commentrss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>