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	<title>Entrevista</title>
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	<title>Entrevista</title>
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		<title>[Entrevista] Dealema</title>
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		<pubdate>Wed, 18 Mar 2026 15:09:41 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Interviews]]></category>
		<category><![CDATA[dealema]]></category>
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					<description><![CDATA[Formados no Porto em 1996, os Dealema são um dos grupos mais duradouros e influentes do Hip-Hop português. O colectivo reúne Mundo Segundo, Maze, Fuse, Expeão e DJ Guze, mantendo a mesma formação desde o início e construindo ao longo de décadas uma obra marcada por rimas densas, consciência social e uma forte identidade dentro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5>Formados no Porto em 1996, os <a href="https://www.instagram.com/dealema96/">Dealema</a> são um dos grupos mais duradouros e influentes do Hip-Hop português. O colectivo reúne <strong><a href="https://www.instagram.com/mundo_segundo/">Mundo Segundo</a>, <a href="https://www.instagram.com/mazedlm/">Maze</a>, <a href="https://www.instagram.com/fuse.nunoteixeira/">Fuse</a>, <a href="https://www.instagram.com/expeao/">Expeão</a> and <a href="https://www.instagram.com/dj_guze/">DJ Guze</a></strong>, mantendo a mesma formação desde o início e construindo ao longo de décadas uma obra marcada por rimas densas, consciência social e uma forte identidade dentro da cultura Hip-Hop nacional.</h5>



<h5>Com discos que se tornaram referências do rap em português e uma presença constante no underground e nos palcos do país, os Dealema ajudaram a afirmar o eixo Porto/Gaia como um dos centros do Hip-Hop em Portugal, mantendo sempre a palavra como a sua principal arma artística.</h5>



<h5>Nesta entrevista, regressamos à história do colectivo e às ideias que continuam a alimentar a sua música, num diálogo sobre percurso, identidade e aquilo que ainda move os Dealema tantos anos depois.</h5>



<p></p>



<p><strong>Ecletismo Musical (EM): Depois de três décadas de percurso, o que é que significa hoje para vocês a palavra Dealema? Ainda é um nome ou tornou-se uma espécie de ideia?</strong></p>



<p><strong>Dealema:</strong> Hoje, para nós, o nosso nome ultrapassa o conceito de banda, somos uma irmandade. Começámos no underground, antes da internet, gravamos em cassetes que eram passadas de mão em mão, a mensagem alastrou-se pelas ruas. Hoje, olhamos para a nossa história e a palavra carrega o peso de 30 anos de sacrifício, orgulho e resiliência. Tornou-se uma ideia, uma escola viva de que é possível construir a nossa própria estrada, mantendo sempre o brio e a atitude autêntica que nos define desde 1996.</p>



<p><strong>EM: Quando dizem “Dealema é para os que pensam, aqueles que se importam”, a música transforma-se quase num espaço de consciência. O Rap ainda pode ser um lugar de reflexão num mundo tão rápido? E&nbsp;é essa missão que continua a alimentar a vossa criatividade e a vontade de&nbsp;<em>cuspir</em>&nbsp;barras?</strong></p>



<p><strong>Dealema:</strong> Sem dúvida. Vivemos numa era em que tudo é consumido rápido, mas o rap continua a ter o impacto de documentário da nossa história. Continuamos a escrever porque esta missão pulsa nas nossas veias. O nosso som nunca foi descartável, é um espaço de reflexão. Tal como diz o Maze – “Coragem nunca some, o verbo não dorme”.&nbsp;A vontade de despertar mentes com a palavra é o que nos faz rimar com a mesma fome desde o primeiro dia.</p>



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<p></p>



<p><strong>EM: Trinta anos depois de terem começado a fazer música juntos, o que mudou mais: o mundo à vossa volta ou a forma como vocês o observam?&nbsp;</strong></p>



<p><strong>Dealema: </strong>O mundo mudou imenso desde 1996. A nossa cidade abriu-se ao globo e, naturalmente, tornou-se invicta cosmopolita. Contudo, a nossa identidade portuense, o nosso sotaque e o nosso calão continuam intactos. O que mudou aos nossos olhos foi uma visão agora com maturidade. O nosso olhar continua atento, mas com perspectivas mais adultas. Toda essa transformação inevitável da sociedade significa apenas que temos hoje muito mais matéria prima para construir novas histórias através da nossa música. A vida não pára, e nós também não.</p>



<p><strong>EM:</strong> <strong>O novo disco&nbsp;“96 ao Infinito”&nbsp;parece&nbsp;olhar ao mesmo tempo para o passado, o presente e o futuro. Foi esse o espírito com que entraram em estúdio?</strong></p>



<p><strong>Dealema:</strong> Sim. O espírito do &#8220;96 ao Infinito&#8221; é uma celebração de todas as fases que vivemos. Gravamos com a memória viva das sessões noturnas no 2º piso, num gravador Fostex de 4 pistas com microfones baratos, mas de olhos postos no presente e nas gerações a quem ajudámos a abrir caminho. Este disco une a crueza do nosso passado ao nosso patamar atual, com projeção para um futuro com nova música, novos projetos. Este disco é a obra que prova que a nossa estrada tem raízes fortes e um caminho sem fim à vista.</p>



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<p></p>



<p><strong>EM: O tempo, até pela inevitável maturidade adquirida ao longo dos últimos 30 anos, atravessa muito das vossas letras.&nbsp; Quando o passado regressa ao que querem dizer, ele chega como saudade ou como interrogação?</strong></p>



<p><strong>Dealema: </strong>O passado chega sobretudo como uma bússola da nossa identidade, nunca como uma nostalgia paralisante. Olhamos para trás com o respeito de quem sabe o tempo e sacrifício que custou construir o nosso repertório. O tempo funciona nas nossas letras como uma interrogação constante: quem fomos e como chegámos até aqui. Esta retrospetiva é vital para não esquecermos a nossa essência. É um percurso de superação, independência e evolução. Temos muito orgulho naquilo que representamos.</p>



<p><strong>EM: O que significa continuar a procurar verdade numa forma artística que nasceu da rua, mas hoje vive também no digital e num contexto global?&nbsp; Como lidam com O Movimento na era &#8220;pós-comercial&#8221; e maximização do Hip Hop?</strong></p>



<p><strong>Dealema: </strong>Lidar com isso é manter o nosso carisma inabalável. O hip hop massificou-se, a nova geração atinge patamares altos com uma rapidez que nós não tínhamos. Orgulhamo-nos de ter construído essa estrada. Mas para nós, a verdade da nossa arte continua a estar no asfalto, na mensagem e na atitude. O meio hoje pode ser o digital, mas sabemos muito bem estabelecer limites. A era da maximização comercial não molda a nossa música, somos e seremos eternamente fiéis à nossa identidade.</p>



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<p><strong>EM: A propósito, como olham hoje para o estado da música feita em Portugal?</strong></p>



<p><strong>Dealema:</strong> Vemos uma cena vibrante. Há uma geração tecnicamente incrível com projetos novos, alguns com claras influências nos artistas que vieram antes. Em simultâneo, notamos um interesse muito bonito do público em escavar e documentar a nossa história para entender os pilares do movimento em Portugal. A música nacional respira diversidade. Só esperamos que a velocidade da indústria não ofusque a verdadeira essência da música portuguesa, e que a ética, a sonoridade e a palavra continuem sempre a par da evolução estética e do sucesso.</p>



<p><strong>EM: Se pudessem curar o vosso festival ideal, que artistas fariam parte do cartaz? Estejam eles vivos ou não.</strong></p>



<p><strong>Dealema:</strong> O festival ideal seria bem longo e inspirador, talvez com vários dias porque a lista seria bem pesada. Mas juntar nos primeiros 2 dias nomes como Rakim, Nas, Cypress Hill, Mobb Deep, Wu Tang, Gang Starr, The Roots, M.O.P, Onyx, Black Star, Redman e A Tribe Called Quest já seria um bom começo para um evento inesquecível.</p>



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<p></p>



<p><strong>EM:</strong> <strong>Se tivessem de escolher cinco álbuns de sempre ou os que mais vos influenciaram, quais seriam? E porquê?</strong></p>



<p><strong>Dealema:</strong> <br>Estes cinco discos são verdadeiros documentos que ajudaram a moldar a nossa identidade.</p>



<p><strong>&#8220;Illmatic&#8221; &#8211; Nas</strong></p>



<div class="wp-block-image"><img src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2026/03/8165FmbiOkL._SL1500_-2203819835-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-8981" width="201" height="201" /></div>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p>Pelo puro liricismo que nos desafiou a escrever melhor.</p>



<p><strong>&nbsp;&#8220;Moment of Truth&#8221; &#8211; Gangstarr</strong></p>



<img width="200" height="200" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2026/03/Moment_of_Truth-3046692699-e1773700751151.jpg" alt="" class="wp-image-8982" />



<p>Pelo estilo genuíno, beats do Premier e sabedoria lírica.&nbsp;</p>



<p><strong>&#8220;36 Chambers&#8221; &#8211; Wu-Tang Clan</strong></p>



<div class="wp-block-image"><img src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2026/03/448415-0-2450060105-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-8983" width="202" height="202" /></div>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p>A grande inspiração da nossa dinâmica de grupo, para nós foi uma revolução sonora vinda de um clâ de super heróis.</p>



<p><strong>&nbsp;&#8220;Heavy Mental&#8221; &#8211; Killah Priest</strong></p>



<div class="wp-block-image"><img src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2026/03/heavymental-2478940825-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-8984" width="209" height="209" /></div>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p>Pela elevação espiritual que inspirou as nossas letras.&nbsp;</p>



<p><strong>&#8220;The Infamous&#8221; &#8211; Mobb Deep</strong><br></p>



<div class="wp-block-image"><img src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2026/03/1200x1200bf-60-3807895230-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-8985" width="211" height="211" /></div>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p>Pela identidade e atitude com que nos identificamos.</p>



<p><strong>EM: O que é que os próximos meses reservam para os Dealema? Por onde irão andar?</strong></p>



<p><strong>Dealema:</strong> Para os próximos meses, reservamos novo vídeo, músicas novas e muita estrada. Podemos revelar já duas datas: em 3 de Junho – Paços de Ferreira e 9 Junho – Amares. Mas iremos estar também em Lisboa e no Porto, em duas datas muito fortes, a revelar brevemente</p>



<p><br>Foto: ©André Henriques<br></p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Interview] Bia Caboz</title>
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		<pubdate>Tue, 16 Dec 2025 12:44:26 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Interviews]]></category>
		<category><![CDATA[Bia Caboz]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre a Madeira e o mundo, Bia Caboz tem vindo a construir um percurso musical que parte da tradição do Fado para encontrar novas formas de expressão e chegar a públicos que, muitas vezes, nunca tiveram contacto com o género. Desde o orgulho em ressignificar o seu apelido familiar e transformar essa história em identidade,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5>Entre a Madeira e o mundo, <strong><a href="https://www.instagram.com/biacaboz/">Bia Caboz</a></strong> tem vindo a construir um percurso musical que parte da tradição do Fado para encontrar novas formas de expressão e chegar a públicos que, muitas vezes, nunca tiveram contacto com o género. Desde o orgulho em ressignificar o seu apelido familiar e transformar essa história em identidade, passando pela necessidade de reinventar o Fado sem perder a sua essência, Bia fala-nos nesta entrevista, com franqueza e autenticidade, sobre a sua intuição criativa, a relação com o sucesso e as expectativas externas, demonstrando sempre, a vontade de fazer a sua música viver em palco e além-fronteiras. Fiquem a conhecer melhor o mundo de Bia Caboz.</h5>



<p><strong>Ecletismo Musical (EM): Cresceste na Madeira, viveste fases em que a música parecia instável, e depois decidiste abraçar esse risco. Em que momento percebeste que essa instabilidade, geográfica, emocional, sonora deixaria de ser um obstáculo e passaria a ser matéria-prima da tua arte?</strong></p>



<p><strong>Bia Caboz: </strong>Vim para o continente com apenas cinco anos, mas a Madeira nunca deixou de ser um lugar presente na minha vida. Passei a infância e a adolescência a regressar à ilha nas férias, e a Madeira foi sempre sinónimo de alegria, liberdade e inspiração.<br><br>Na realidade, só voltei a viver na Madeira aos 18 anos, e foi precisamente esse regresso que acabou por ser determinante no meu percurso artístico. Foi lá que tive a oportunidade de criar o meu primeiro espetáculo e de o apresentar num grande palco. Isso dificilmente teria acontecido se estivesse a viver em Lisboa nessa altura, porque para subir a um palco dessa dimensão seria necessária uma estrutura que eu ainda não tinha.</p>



<p>Nunca senti a música como algo instável do ponto de vista geográfico. Pelo contrário: foi exatamente por estar numa ilha, por ser uma artista regional, que tive oportunidades que muitas pessoas não têm em Lisboa. Aquilo que poderia ser visto como uma limitação acabou por ser essencial para o rigor que tenho hoje quando monto e subo a um palco.</p>



<p><strong>EM: Carregas o apelido “Caboz” para o mundo e assumiste-o como bandeira. Esse apelido carrega memória, passado, expectativas ou até estigmas. Que partes desse passado quiseste deixar para trás e que partes decidiste levar contigo?</strong></p>



<p><strong>Bia Caboz: </strong>Sempre tive muito orgulho no nome Caboz. O apelido vem do lado da família da minha mãe. Quando era mais nova, sempre que alguém dizia “ela é Caboz”, eu ficava vaidosa, sentia um enorme sentido de pertença.</p>



<p>Os meus avós tiveram 13 filhos, 11 mulheres e 2 homens e passaram por muitas dificuldades. Durante muito tempo, o nome Caboz foi usado de forma pejorativa, e por isso algumas das minhas tias decidiram não o passar às filhas. Havia o receio de que as novas gerações pudessem viver o mesmo que elas tinham vivido, embora o contexto já fosse outro.</p>



<p>Quando decidi usar Caboz como nome artístico, foi uma escolha consciente. É um nome raro, carrega uma história familiar muito forte e vem do lado do meu avô, que tocava música de ouvido, sem formação, mas com uma enorme intuição. Sinto que herdei essa relação instintiva com a música.</p>



<p>No fundo, usar este nome é uma forma de ressignificar essa história e de devolver orgulho a algo que durante muito tempo foi visto como um peso. É levar comigo aquilo que importa e transformar o passado em identidade.</p>



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<p><br><strong>EM: A tua ascensão, das casas de fado tradicionais até à fusão com eletrónica, rap e batidas afro-brasileiras implicou rupturas de imagem, de estilo e de comunidade. Em que medida consideras que essa reinvenção foi um acto de liberdade, de ruptura com algo que amavas ou uma necessidade?</strong></p>



<p><strong>Bia Caboz:</strong> Na realidade, foi sobretudo uma necessidade. Uma necessidade de liberdade. Sempre vi o fado como um género com um enorme potencial internacional, tal como o tango ou o flamenco, mas também como uma linguagem que pode chegar às pessoas por diferentes caminhos.</p>



<p>Se não tens uma grande estrutura financeira para levar a música longe de uma forma, tens de encontrar outra. Eu tenho uma irmã dez anos mais nova do que eu e sempre tive a certeza de que, se continuasse a cantar fado exatamente como o cantava nas casas tradicionais, dificilmente alguém da idade dela iria escutar. A minha vontade de levar o fado mais longe passou por encontrar uma ponte com a sonoridade do tempo em que vivemos.</p>



<p>A tradição nunca deixou de estar presente, e não excluo, no futuro, fazer um disco de fado tradicional. Mas naquele momento senti estagnação. Senti que tinha ido até ao limite do que precisava de aprender naquele universo. A partir dali, ficar seria mais repetição do que descoberta.</p>



<p>Há uma diferença entre preservar e estagnar. Eu precisava de continuar a crescer. Essa reinvenção não foi uma rejeição do que amava, mas uma forma de o manter vivo em mim e de lhe dar continuidade de outra maneira.</p>



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<p><br><strong>EM: Depois do enorme sucesso de “Sentir Saudade” (com DJ Kura), “Fala-me a Verdade” (com Piruka) e “Lei do Retorno” (a solo), como sentes a pressão de querer repetir o êxito? A próxima música precisa corresponder a expectativas ou preferes que a música esteja sempre acima do sucesso, independentemente da recepção?</strong></p>



<p><strong>Bia Caboz: </strong>Nunca senti pressão para repetir um êxito, porque a minha relação com a música é muito íntima e muito protegida. Confio profundamente na minha intuição. Quando sinto que algo é verdadeiro para mim, sei que esse é o caminho e raramente preciso de validação exterior.</p>



<p>Acredito que a obra que deixamos é aquilo que nos representa depois do nosso desencarne. Partindo dessa ideia, acho importante questionarmo-nos se aquilo que estamos a criar corresponde realmente a quem somos. De que serve deixar uma obra que não seja verdadeira, que exista apenas para agradar a terceiros ou para corresponder a expectativas externas?</p>



<p>Quando peço opinião, faço-o apenas em situações muito específicas. Neste álbum, por exemplo, fiz um rap em que quis confirmar se a melodia e a letra eram credíveis dentro daquela linguagem. Enviei o tema ao Sam The Kid, que fez alguns apontamentos pontuais. Ajustei os lugares que ele identificou, voltei a enviar e quando ele me disse que não mudaria mais nada, tive a certeza de que aquele era o caminho certo.</p>



<p>Não crio a partir do sucesso, mas da necessidade de ser verdadeira. Quando uma canção chega a mais pessoas, muitas vezes é porque toca algo universal, mas isso é consequência, não ponto de partida.</p>



<p>Depois deste álbum, sinto-me ainda mais livre. O meu maior rigor foi garantir que o “Espiral” representasse a minha verdade mais pura. Por isso, foi um disco produzido e escrito por mim do início ao fim, onde nada está lá por acaso.</p>



<p>Saber que essa verdade ficou eternizada dá-me tranquilidade para, a partir daqui, explorar outros caminhos, sempre sem corresponder a expectativas externas. Quem quiser encontrar a minha essência, ela está neste álbum.</p>



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<p><br><strong>EM: A madrinha de fado que escolheste (a Ana Moura) parece ter-te dado mais que conselhos: ofereceu-te um espelho de possibilidades. Que reflexos desse espelho ainda aceitas?</strong></p>



<p><strong>Bia Caboz: </strong>Vejo a Ana como alguém que abriu caminhos onde antes só havia mato. Caminhos belíssimos, feitos com coragem. Mas cada artista precisa de abrir o seu. Eu não quero seguir o caminho que ela abriu, estou a abrir o meu, noutro sentido, noutra direção. Como fizeram também outras grandes mulheres do fado, cada uma à sua maneira.</p>



<p>Os reflexos desse espelho que ainda aceito são a coragem, a integridade e a liberdade. O resto pertence ao meu próprio percurso.</p>



<p><strong>EM: Sucesso, streams, visibilidade, marketing, tudo isso pode ser uma prova de aceitação, mas também uma armadilha. Como rejeitas o risco de que a sinceridade se perca em nome do sucesso?</strong></p>



<p><strong>Bia Caboz:</strong> Para mim, a sinceridade não é algo que se negocie com o sucesso. É o ponto de partida. Não crio para corresponder a uma lógica exterior.</p>



<p>Os streams, a visibilidade e o marketing fazem parte do ecossistema atual da música e eu não os rejeito. Vejo-os como ferramentas que ajudam a obra a chegar às pessoas e a levar o público até ao palco, que é onde tudo se torna real. Mas nunca podem definir o conteúdo nem a direção da criação.</p>



<p>O marketing, quando é pensado a partir da própria obra, pode ser uma extensão criativa. O problema surge quando começa a anteceder a música. No meu caso, a música vem sempre primeiro. Tudo o resto existe para a servir, não para a moldar.</p>



<p>A forma como evito que a sinceridade se perca é mantendo-me em movimento e não me fixando nos resultados. Celebro quando algo corre bem, mas não construo identidade a partir disso. Sei que o sucesso é passageiro e que a única coisa que permanece é a verdade com que foi feito. É esse critério que guia as minhas decisões.</p>



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<p><br><strong>EM: Imagina que um mecenas te concedesse capital ilimitado. O que farias na música?</strong></p>



<p><strong>Bia Caboz: </strong>Se tivesse capital ilimitado, aceitava todos os convites lá fora. Pegava num avião, ia produzir com DJs e produtores internacionais e usava essas colaborações como porta de entrada para festivais onde o fado raramente chega.</p>



<p>Levaria uma melodia única no mundo para palcos que não estão à espera dela. Misturava o fado com linguagens globais e deixava o choque acontecer. Acredito que basta alguém ouvir essa melodia pela primeira vez para não a esquecer.</p>



<p>E, a partir daí, criaria a minha própria label. Um espaço independente, pensado para dar estrutura, liberdade e justiça à criação, sem fórmulas nem concessões. Um lugar onde a arte vem sempre antes do resto.</p>



<p><strong>EM: A propósito: qual consideras ser hoje o “estado d&#8217;arte” da música feita em Portugal?</strong></p>



<p><strong>Bia Caboz: </strong>Há cada vez mais artistas independentes a surgir e isso muda completamente o panorama da música em Portugal. É um momento mais livre, mais diverso e em constante transformação. Mesmo com alguma confusão natural de um cenário em crescimento, sinto que a música portuguesa está viva e a evoluir.</p>



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<p><br><strong>EM: Que nomes incluirías no teu “Festival Ideal”? (vivos ou não)</strong></p>



<p><strong>Bia Caboz: </strong>Provavelmente não seria um festival muito fácil de vender. Mistura universos que não costumam estar no mesmo cartaz e isso podia confundir muita gente. Mas eu iria adorar estar lá.</p>



<p><strong>Palco Português</strong><br>• Amália Rodrigues<br>• Ana Moura<br>• Lucília do Carmo<br>• Hermínia Silva</p>



<p><strong>Palco Internacional</strong><br>• Beyoncé<br>• Amy Winehouse<br>• RAYE</p>



<p><strong>Palco Brasil</strong><br>• Alcione<br>• Zeca Pagodinho<br>• Mariana de Castro</p>



<p><strong>Palco Eletrónico</strong><br>• Rüfüs Du Sol<br>• Bia Caboz<br>• Keinemusik<br>• Rivo</p>



<p><strong>EM: Se tivesses de escolher os cinco melhores álbuns de sempre ou os que mais te influenciaram, quais seriam? E porquê?</strong></p>



<p><strong>Bia Caboz: </strong></p>



<p><strong>Back to Black &#8211; Amy Winehouse</strong></p>



<div class="wp-block-image"><img src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/12/amy-1024x937.jpg" alt="" class="wp-image-8373" width="222" height="202" /></div>



<p> </p>



<p></p>



<p></p>



<p><strong>Frank &#8211; Amy Winehouse</strong></p>



<div class="wp-block-image"><img src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/12/17869683095741018-3510558614-e1765887907852.jpg" alt="" class="wp-image-8374" width="221" height="197" /></div>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p>Foram fundamentais para mim. Foi com eles que descobri a minha voz, principalmente com um dvd que tinha dela live in London.</p>



<p><strong>Divino Fado &#8211; Maria da Fé</strong></p>



<div class="wp-block-image"><img src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/12/01677503381-2841733480-e1765888025137.jpg" alt="" class="wp-image-8375" width="219" height="219" /></div>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p>Quando comecei a cantar nas casas de fado, a Maria da Fé ofereceu-me o disco Divino Fado. Eu ouvia-o sempre no carro, a caminho do Sr.vinho quando ia trabalhar, e foi um álbum muito importante nesse período de formação e de ligação à tradição.</p>



<p><strong>Desfado &#8211; Ana Moura</strong></p>



<div class="wp-block-image"><img src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/12/a603219a3ac81638d4b2db1c81b0d2b2.1000x1000x1-57286733-e1765888127757.jpg" alt="" class="wp-image-8377" width="219" height="219" /></div>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p>Da Ana Moura, tanto Desfado como Moura são discos lindíssimos, pela coragem, pela elegância e pela forma como abrem novos caminhos dentro do fado.</p>



<p><strong>4 &#8211; Beyoncé</strong></p>



<div class="wp-block-image"><img src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/12/886979335820-58010037-e1765888192608.jpg" alt="" class="wp-image-8378" width="217" height="217" /></div>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p>Da Beyoncé, 4 e I Am… Sasha Fierce foram muito marcantes para mim, pela força, pela visão e pela presença artística também tinha dvd e ficava realmente influenciada com a forma como ela monta um espetáculo.</p>



<p><strong>Quintal do Zeca &#8211; Zeca Pagodinho </strong></p>



<div class="wp-block-image"><img src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/12/853-2791555438-e1765888461298.jpg" alt="" class="wp-image-8380" width="216" height="216" /></div>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p>É um disco cheio de parcerias com outros cantores sambistas e não só que está repleto que riqueza é cultura brasileira, foi aí que descobri a Mariene de Castro!</p>



<p>No fundo, são discos muito diferentes entre si, mas todos me influenciaram pela verdade, pela emoção e pela personalidade artística.</p>



<p><strong>EM: Quais são os teus planos para os próximos meses? Para onde vais, o que vais lançar?</strong></p>



<p><strong>Bia Caboz: </strong>&#8220;Espiral&#8221; sai no início do próximo ano e abre um novo capítulo no meu percurso. É um disco pensado para ser vivido, sobretudo em palco, onde tudo ganha outra dimensão.</p>



<p>O que vem aí pede presença. Concertos intensos, momentos que não se explicam totalmente em gravação e uma energia que só faz sentido ao vivo. É nesse lugar que este trabalho se revela por completo.</p>



<p>Sinto que o próximo tempo é de encontro. Quem quiser acompanhar, vai perceber rapidamente que isto não é só sobre ouvir música é sobre estar lá.<br><br>Foto: Ruben Branches<br>Agradecimentos: Bia Caboz, Amandha Monteiro</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Entrevista] Mimicat</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubdate>Tue, 02 Dec 2025 17:13:17 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Interviews]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[interview]]></category>
		<category><![CDATA[Mimicat]]></category>
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					<description><![CDATA[Mimicat, nascida Marisa Mena, atravessou vários nomes artísticos e fases até encontrar uma voz que realmente lhe pertence. Hoje, com uma identidade consolidada, assume-se sem pudores: combina alma, teatro, sinceridade e música numa persona que pulsa autenticidade. Na sua história cabem sonhos, dores transformadas em canções, escolhas firmes e a coragem de continuar, mesmo quando]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5>Mimicat, nascida Marisa Mena, atravessou vários nomes artísticos e fases até encontrar uma voz que realmente lhe pertence. Hoje, com uma identidade consolidada, assume-se sem pudores: combina alma, teatro, sinceridade e música numa persona que pulsa autenticidade. Na sua história cabem sonhos, dores transformadas em canções, escolhas firmes e a coragem de continuar, mesmo quando o mundo parecia ignorá-la. Nesta conversa, fala de evolução, de vulnerabilidade, de amor-próprio, de luta e de arte como acto de verdade.</h5>



<p><strong>Ecletismo Musical: Mudaste de nome, de estilo e até de persona várias vezes. Achas que a tua evolução é a história de alguém que foi descobrindo quem era ou a de alguém que se foi escondendo do que já sabia?</strong><br><br><strong>Mimicat:</strong> Sinto que, na verdade, como Mimicat nunca mudei de nome. Canto desde muito pequenina e fui usando nomes que derivavam do meu nome real, Marisa Mena: na infância fui “Isa”, depois “Luísa Mena”, mas nunca me identifiquei com esse tipo de nome artístico. Quando criei a Mimicat e assumi essa <em>persona</em>, percebi que quem subia ao palco era sempre a mesma pessoa, o que mudou foi o estilo, visualmente e musicalmente. <br><br>Acho importante diversificar o que se faz. Há muitos artistas que mantêm as raízes e, ao mesmo tempo, reinventam-se, como a Rosalía representa hoje em dia. Foi isso que fui fazendo: descobrindo novos caminhos na música, explorando coisas que nem sabia que ia gostar, e que me abriram portas. Essa evolução pareceu-me sempre bastante natural.</p>



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<p><strong>EM: Disseste que durante anos te sentiste rejeitada e que pensaste em desistir. Quando a música parecia já não te querer, o que ficou a arder em ti: o (“Ai”) coração, o medo, a promessa ou a raiva de desistir?</strong></p>



<p><strong>Mimicat: </strong>Senti-me amargurada porque há uma gestão de expectativas que ninguém te ensina a fazer. E no primeiro disco tive a sorte de ter uma estrutura de sonho para qualquer artista. Tinha uma boa agência, tinha uma ótima editora tinha, na verdade, tudo o que é o teoricamente correto para dar certo.</p>



<p>Só que depois as coisas não são bem assim, porque há uma data de fatores externos a isso: a música, as letras, as melodias. Também depende da forma como te comunicas e da forma como as pessoas se identificam contigo.</p>



<p>Ainda por cima numa altura em que o mercado mudou radicalmente e a música que eu fazia em inglês deixou de conseguir chegar às pessoas. E ao contrário do que acontece hoje, na altura as rádios eram o principal veículo de divulgação.</p>



<p>Hoje em dia, as coisas são um bocadinho diferentes mas quando isso aconteceu, tu tens essa expectativa de: ok, isto vai correr bem, vai acontecer e depois as coisas não acontecem como estavas à espera e como toda a gente estava à espera, há um grande balde de água fria e ninguém te prepara para isso.</p>



<p>Quando isso acontece, dói. Surge revolta. Surge amargura. Continuamos a trabalhar com uma dedicação brutal, é um esforço sobre-humano para fazer as coisas acontecerem e tens muita gente envolvida que empenha tanto esforço quanto tu. </p>



<p>Depois as coisas não acontecem e ficas a questionar se o problema és tu, e que, talvez nunca vá ter sucesso e queres desistir porque não te apetece estares-te a esforçar tanto para uma coisa que depois não resulta.</p>



<p>Isso gerou momentos de raiva. Mas a “Ai Coração” nasceu de um lugar bonito e positivo, não de raiva.  Quando finalmente mudei de perspetiva — prestes a ser mãe do meu primeiro filho — escrevi a canção “Tudo ao Ar”. Concluí que esse tipo de sentimentos deixam-nos presos; não nos levam a lado nenhum.</p>



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<p>Na verdade, é continuares a fazer música pelo motivo certo, que é: tu gostas de fazer música.</p>



<p>É algo que te transcende e não consegues desistir porque a música fala mais alto que tu: essa tua veia artística e criativa. E sou acima de tudo uma criativa. Então não consegues negar essa natureza por mais que faças outras coisas.</p>



<p> Eu aceitei isso e fiquei muito em paz e a &#8220;Ai coração&#8221; veio de um lugar muito bonito, muito de paz e muito de alegria, tanto que eu costumo dizer que o momento do festival da canção e, não estou a falar da vitória, mas sim de fazer os arranjos para a canção, de fazer os ensaios, de participar com os outros colegas, de ver a alegria que rondava aquele evento, foi um dos momentos mais bonitos da minha vida.</p>



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<p><strong>EM: A tua voz tem uma força teatral, quase de personagem. A teatralidade é para ti um disfarce ou uma lente? Sentes que só cantando consegues dizer certas verdades?</strong></p>



<p><strong>Mimicat:</strong> Recentemente tenho feito teatro, e de facto tenho uma <em>persona </em>muito musical, muito teatral. Sendo que acho que é uma coisa a meu favor e não contra, porque ajuda-me a contar as histórias de outra forma. </p>



<p>Com a voz também se contam histórias. E se a minha tem isso, acaba por me ajudar a contar coisas que eu de facto de outra forma não conseguiria.</p>



<p>No dia a dia não sou tão intensa a falar como sou no palco, onde também sou atriz. Diria que nós andamos ali taco a taco, nuns momentos sou eu e noutros  é &#8220;a outra&#8221; como costumo dizer, mas acho que quem me quiser conhecer é ouvir a minha música e ver-me em palco. </p>



<p><strong>EM: Tens músicas que são quase confessionais, como “Peito”. Achas que a vulnerabilidade, para ti é um ponto de partida ou um lugar a que regressas quando o mundo se torna ruído?</strong></p>



<p><strong>Mimicat:</strong> A vulnerabilidade para mim é uma arma, no contrassenso que isso é. Acho que qualquer artista que seja honesto e sincero é obrigatoriamente vulnerável por natureza. </p>



<p>E esse é um superpoder porque todas as pessoas sentem essa vulnerabilidade e é isso que nos torna humanos. Um artista que não seja vulnerável é uma máquina, não é um humano.</p>



<p>Existe sempre vulnerabilidade, até quanto estás a cantar mensagens de força e quando são músicas mais fortes essa vulnerabilidade existe sempre lá no fundo. Claro que, depois nas canções mais intimistas, nota-se mais porque a voz fica mais despida, mais frágil mas, fragilidade para mim não é sinónimo de vulnerabilidade na música. </p>



<p>A vulnerabilidade para mim é mesmo honestidade.</p>



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<p><strong>EM: Cantas o amor quase como se fosse um espelho partido, mas raramente há vitimização nas tuas letras. Achas que a ironia é a tua forma mais íntima de ternura, ou é o escudo que se tornou pele?&nbsp;</strong></p>



<p><strong>Mimicat:</strong> Olha, boa pergunta. Raramente me ponho num lugar de vítima, porque de facto não me não me revejo no papel de vítima. Tive o coração partido uma vez e nunca mais soube o que o que é essa sensação de abandono e de coração partido, felizmente.</p>



<p>Tenho uma relação muito estável e embora tenha os seus altos e baixos, como qualquer relação estável, o sofrimento é diferente e a ironia para mim, e esta coisa, de não não me tornar uma vítima, é porque de facto não permito que isso aconteça e acho que isso vem de um lugar de amor próprio que estou a tentar passar nas minhas mensagens. </p>



<p>Portanto, as minhas letras vêm deste lugar de amor próprio e de autovalorização, de noção de valor.</p>



<p>Gostava que muitas mulheres, mulheres e homens, mas que muita gente tivesse, porque há pilares na cultura, até mais se calhar na portuguesa e em culturas latinas, de falta de valorização da mulher.</p>



<p>Mas não só a partir de fora. Acho que às vezes começa ali dentro. Agora não tanto, porque isso está a mudar muito com as gerações mais recentes, mas ainda na minha geração, há muitas mulheres que não sabem o seu valor porque quase não são ensinadas. </p>



<p>Nós quando crescemos não somos muito ensinadas a saber o nosso valor e a dar o valor necessário a nós próprias. Felizmente a minha mãe criou-me de uma forma diferente, embora ela também sofresse desse mal. Portanto nunca duvidei do valor que tenho enquanto pessoa e nem deixo que me façam sentir assim.</p>



<p>Se me fazem sentir assim e se percebo que deixei: eu viro a mesa, como costumo dizer. Eu digo, eu falo, o que pode ser problemático. Mas acho que isso vem muito desse lugar de amor próprio.&nbsp;</p>



<p><strong>EM: Passaste anos entre trabalhos “normais” e o palco. Há quem diga que em Portugal se paga caro por ser autêntico. O que é que tu pagaste por sê-lo?</strong></p>



<p><strong>Mimicat:</strong> O trabalho normal foi, maioritariamente, o mesmo durante quase 15 anos, como consultora imobiliária que foi um trabalho que eu adorei fazer. Era um trabalho que me fazia muito feliz e que felizmente me pagava as contas e que, além disso, me deu a liberdade de poder criar a música que eu quisesse criar sem nenhum tipo de restrição ou de obrigação de fazer coisas que não queria fazer.</p>



<p>Nunca quis cantar em bares, nunca quis cantar em casamentos e em eventos, podia tê-lo feito e fiz durante alguns anos enquanto estava a estudar na faculdade, mas rapidamente percebi que não era aquilo que eu queria fazer e que aquilo não me fazia minimamente feliz, porque precisava de cantar as minhas coisas. </p>



<p>E acabei por escolher ter outro trabalho, para poder criar aquilo que quisesse criar com essa liberdade. Portanto o que me deu foi a liberdade, na verdade, não perdi nada, só ganhei mais liberdade criativa.</p>



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<p><strong>EM: Imagina que um Mecenas te dava capital ilimitado e liberdade total. O que farias na Música?</strong></p>



<p><strong>Mimicat:</strong> Ai, sei lá, Ia fazer projetos megalómanos! Gostava muito de fazer de fazer concertos com orquestra. Gostava de ter bailarinos sempre nos concertos, portanto gostava de fazer produções musicais para os meus concertos.</p>



<p>E isso claro que envolve muito dinheiro e são custos muito grandes e em Portugal não há grande budget para fazer nada, muito menos produções desse género, mas sim, faria assim coisas megalómanas.</p>



<p><strong>EM: A propósito, qual consideras ser o «estado d’arte» da música feita em Portugal?</strong></p>



<p><strong>Mimicat: </strong>Dadas as circunstâncias económicas de um país que não apoia minimamente a cultura, Portugal é um mar de talento e nós temos artistas antigos e jovens a criarem sempre. Portanto nós somos um país de criativos, somos mesmo os desenrascados da Europa, fazemos muito com muito pouco, o que é triste, por um lado, porque devíamos ter mais apoio para criar, sendo nós um país com tanta gente a criar. </p>



<p>Mas, por outro lado, só mostra o quão talentosos nós somos. Mas gostava que, de facto, a arte fosse mais apoiada e que que houvesse espaço para não ter projetos só comerciais, e para que os projetos mais alternativos que não vão para uma esfera de público tão abrangente, ou projetos que tenham um público mais de nicho ou de palcos mais pequenos pudessem ter os apoios que merecem.</p>



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<p><strong>EM: &nbsp;Que nomes colocavas no teu “Festival Ideal”? (Vivos ou não)</strong></p>



<p><strong>Mimicat:</strong> Acho que fazia uma miscelânea. Ray Charles, Ella Fitzgerald, Jamie Cullum, Olivia Dean, Raye, Carlos Paião. E não sei se colocaria os Queen porque ultimamente tenho ouvido mais um bocadinho de Queen. Mas colocaria assim uma miscelânea de gêneros de gente muito teatral e muito musicais, porque acho que é muito divertido.</p>



<p><strong>EM: Se tivesses de identificar os 5 melhores álbuns de sempre (ou os que mais te influenciaram), qual era a tua escolha? E porquê?</strong></p>



<p><strong>Beautiful Human &#8211; Jill Scott</strong><br></p>



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<p>Foi um dos álbuns que mais me influenciou e quando descobri o Soul RnB na minha vida. Aprendi muito com esse disco e descobri que era um caminho que eu gostava de explorar. Estava habituada a ouvir coisas mais Old School de Soul anos 60/70 e depois descobri aquele caminho mais moderno que ainda não conhecia da mistura do hip-pop.</p>



<p><strong> Best Of &#8211; Ella Fitzgerald</strong></p>



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<p>Tentava ouvir as canções e imitar as linhas módicas e os improvisos que ela fazia e acho que foi aí que comecei a perceber a linguagem do Jazz.</p>



<p><strong>Moment &#8211; Jamie Cullum</strong></p>



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<p>Tinha ali muitas canções que me agarraram logo, sendo que uma delas ainda ouço muito hoje em dia que se chama &#8220;When I Get Famous&#8221;.</p>



<p><strong>Black to Black &#8211; Amy Winehouse</strong></p>



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<p><strong>21 &#8211; Adele</strong></p>



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<p>Acho que lhe roubei muita coisa. Portanto entre estas vozes todas que falei, o Back to Black e o 21, acho que compus a minha voz e que percebi que era por ali.</p>



<p><strong>EM: Quais são os teus planos para os próximos meses? Por onde irás andar? O que irás lançar?</strong></p>



<p><strong>Mimicat: </strong>Neste momento estou a fazer a pequena sereia no gelo que é um espetáculo musical com uma produção gigantesca. É vassalador! Um espetáculo muito detalhado que exigiu muito, mas que é altamente enriquecedor, não só pelo ambiente de talento que me envolve, mas também por aquilo que exigiu de descoberta. Eu amo fazer Teatro musical! </p>



<p>No final de janeiro, irei lançar uma música com uma artista que admiro muito e de quem gosto muito. Tinha feito esta canção a pensar nela, portanto ia ter de acontecer só com aquela pessoa!</p>



<p>Depois a partir daí irei lançar mais canções minhas e entretanto acontecerão os concertos. E é isso vamos estar aí a criar para depois pôr tudo em palco.&nbsp;</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Entrevista] Márcia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubdate>Mon, 10 Nov 2025 20:46:14 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Interviews]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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		<category><![CDATA[Márcia]]></category>
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					<description><![CDATA[Márcia sempre escreveu a partir de dentro: primeiro em imagens, depois em palavra nua, sempre com uma delicadeza firme que não evita a inquietação. Nesta entrevista com o Ecletismo Musical, fala do início inesperado de uma canção que a marcou, da arte como forma de sobrevivência emocional e da importância de criar no seu próprio]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5><a href="https://www.instagram.com/marcia__ig/">Márcia</a> sempre escreveu a partir de dentro: primeiro em imagens, depois em palavra nua, sempre com uma delicadeza firme que não evita a inquietação. Nesta entrevista com o Ecletismo Musical, fala do início inesperado de uma canção que a marcou, da arte como forma de sobrevivência emocional e da importância de criar no seu próprio tempo. </h5>



<h5>Uma voz que não procura provar nada, apenas chegar à maturidade de dizer o que é verdadeiro. Para ver e ouvir no dia 19 de novembro, no CCB, em Lisboa, num concerto especial que contará com a presença de Catarina Salinas, Sérgio Godinho e Jorge Palma. </h5>



<p><strong>Ecletismo Musical (EM):</strong> <strong>Começaste a carreira a solo com &#8220;A Pele Que Há em Mim&#8221;. Como foi crescer como artista à sombra de algo que chegou tão cedo e tão fundo, e que, ainda hoje, é o teu tema mais reconhecido?</strong><br><strong><br>Márcia:</strong> É de facto o meu tema mais conhecido. Lembro-me bem de pensar, quando o compus, que não queria mostrá-lo a ninguém. Tinha vergonha e achava que era uma canção pouco forte,&nbsp;comparando com o que eu conhecia de música. Isso fez-me aprender muito, e deu-me várias lições; primeiro, que nunca saberemos o mistério que está&nbsp;por trás de um sucesso. E depois; não devemos ser tão rápidos a dizer que não somos suficientes, ou que não fazemos algo suficientemente bom. Devemos fazer o que nos é fulcral fazer, e deixar que as coisas assumam a sua importância e o seu lugar.&nbsp;</p>



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</div>



<p><br><strong>EM: &#8220;Sei lá de onde venho&#8221; (Sei Lá, Ana Márcia, 2025) é uma procura ou uma libertação da necessidade de saber?<br></strong><br><strong>Márcia: </strong>Creio que é uma procura que começa no início da canção e se satisfaz logo no refrão,&nbsp;porque se revela a resposta ali. A magia da música&nbsp;é essa; as canções parecem escrever-se em resultado quase de um diálogo&nbsp;interno, onde sabemos sempre mais do que aquilo que julgamos saber. Uma especie de dialogo&nbsp;com o Divino. &nbsp;<br>De modo que, para mim, uma canção é uma revelação.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>EM: Nos primeiros discos descrevias-te através de imagens, metáforas, paisagens interiores. Neste, parece que deixas as imagens e ficas nua nas palavras. O que tornou isso possível agora?</strong><br><strong><br>Márcia:</strong> Em algumas canções passei a ser mais directa, sinto que esse momento aconteceu nitidamente há 10 anos, quando escrevi o meu disco Quarto&nbsp;Crescente (2015). A sensação de segurança é o que permite falar de coisas inseguras, falar de medo só é possível desde um lugar bem protegido, e por aí fora. Acredito que a idade, ou a experiência&nbsp;e as pessoas de quem me rodeio, trazem esse tipo de confiança.&nbsp;</p>



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<p><strong>EM: A tua música tem um tempo próprio, mais lento, mais respirado, num mundo que exige rapidez. A tranquilidade com que cantas é algo que nasceste com, ou é algo que foste aprendendo como forma de sobreviver?</strong><br><strong><br>Márcia:</strong> A tranquilidade com que canto não é, maioritariamente, a mesma com que vivo. Infelizmente o ritmo acelerado está a tomar conta das nossas vidas mesmo que não queiramos, por uma questão muito relacionada com o propósito do trabalho. Há um excesso de produtividade e não sei se saberemos resistir a isso. Espero que sim.&nbsp;<br>A Arte vive outro&nbsp;tempo e impõe esse tempo sadio. Faz-me sentir muito bem. Não sou&nbsp;tranquila por dentro, diria até que sou bastante ansiosa, mas sei de muitas situações em que cantei para me acalmar a mim própria. Até arrisco dizer que foi por isso que comecei a cantar.</p>



<p><strong>EM: Como lidas com a velocidade do mundo e a forma como atualmente se consome música? A falta de &#8220;tempo&#8221; para conhecer a obra na sua integralidade é algo que te incomoda, desilude ou motiva?</strong><br><strong><br>Márcia: </strong>A falta de tempo é uma ideia a que estamos a aderir. Mas não é real.&nbsp; Creio que se combate com a insistência de pôr as mãos na terra, nas tintas, na massa, &#8211; no sentido literal. Temos de voltar ao analógico e sentir mais as coisas, em vez de as pensar tanto.&nbsp;</p>



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<p><strong>EM:</strong> <strong>A propósito, qual consideras ser o «estado d’arte» da música feita em Portugal?</strong><br><strong><br>Márcia: </strong>Cada um faz a música&nbsp;que quer, não tenho absolutamente nada a dizer. Se não gosto, não oiço. Espero que façam&nbsp;exatamente o mesmo com a minha música. Não vou criticar músicos&nbsp;de cuja motivação para criar eu não sei nada.&nbsp;<br><strong><br>EM: A tua escrita parece querer consolar, mas também inquietar. Achas que a arte tem esse dever duplo: cuidar e desassossegar? Como vives a tua Voz pública no mundo que vivemos?&nbsp;</strong><br><strong><br>Márcia: </strong>A Arte não tem dever nenhum. A minha voz pública&nbsp;há-de esforçar-se para dizer isso e para teimar na ideia de que não há necessidade nenhuma de criar Arte se não tivermos nada para dizer. A Arte é expressão humana, é quase uma forma de sobrevivência emocional. Um diálogo&nbsp;com Deus só se tem quando precisamos conversar. Se não é preciso, não vale a pena fazer. Se o fazemos, não é por que nos deve alguma coisa.&nbsp;<br>Devemos ser gratos a esta enorme capacidade humana que é a criatividade. Quanto mais a trabalharmos, mais feliz serão as pessoas, as sociedades, e o mundo em geral. O Mal tem menos espaço para se instalar em mentes criativas, que pensam e que constroem.&nbsp;</p>



<p><strong>EM: Quando a canção é muito íntima, há medo de que seja demasiado tua,ou confias que a intimidade, quando é verdadeira, é universal?</strong><br><strong><br>Márcia:</strong> Acredito que a intimidade de cada um é bastante universal. Logo, se eu for honesta, ela vai encontrar-se com os outros e gerar algum conforto. Gosto de pensar que a minha musica aquieta, que é confortável. Gosto de ser um conforto para os outros.&nbsp;&nbsp;</p>



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</div>



<p><strong>EM: Que nomes colocarias no teu “Festival Ideal”? (Vivos ou não)</strong><br><strong><br>Márcia:</strong> Lou Reed, Prince, GNR, Sade Adu, Joni Mitchell, Led Zepplin, Cat Power, Rosalia, Stromae, Nick Cave e ainda &#8212;&nbsp; Sting, num palco bem recatado, para que cantasse todos os lados B do Soul Cages, que sei que nunca poderei ouvir ao vivo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>EM: Se tivesses de identificar os 5 melhores álbuns de sempre (ou os que mais te influenciaram), qual era a tua escolha? E porquê?</strong><br></p>



<p><strong>Márcia:</strong><br><strong><br>Tracy Chapman&nbsp;&#8211; Fast Car</strong></p>



<img width="200" height="200" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/11/R-1090619-1287159357.jpeg-1916463615-e1762774530516.jpg" alt="" class="wp-image-8045" />



<p>Foi o álbum com que aprendi a tocar guitarra, ouvi-o muito e comecei a tocar só para poder cantar as músicas. Sem Tracy Chapman eu não seria guitarrista.<br><br><strong>Jeff Buckley &#8211; GRACE </strong></p>



<div class="wp-block-image"><img src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/10/71qzCdJUwzL._SL1066_-3072245778-1024x1017.jpg" alt="" class="wp-image-7937" width="192" height="191" /></div>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p>Não se consegue medir o lugar da música&nbsp;que nos entra em determinada idade, com determinadas dores. Foi o caso do Jeff Buckley. Sinto que aprendi muito sobre música, composição, produção, voz e coros com este disco. E aprende-se sobre dor e dúvida, também. Entrou, entranhou-se. Nunca mais saiu.&nbsp;<br></p>



<p><strong>Joni Mitchell &#8211; Travelogue</strong></p>



<img width="200" height="200" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/11/51YIdxnw6yL._SY355_-717416807-e1762774769645.jpg" alt="" class="wp-image-8046" />



<p>Um disco que sempre me trouxe muita paz.&nbsp;<br></p>



<p><strong>Martin Luke Brown &#8211; To be a Man</strong></p>



<img width="200" height="199" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/11/martin-e1762774948476.jpg" alt="" class="wp-image-8047" />



<p>Um rapaz novo que adoro. Ele é maravilhoso e To be a Man é das canções mais&nbsp;lindas que já ouvi.</p>



<p><strong>Bonnie Prince Billy &#8211; The letting go</strong></p>



<img width="200" height="200" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/11/LmpwZWc-1967002413-e1762785578805.jpeg" alt="" class="wp-image-8058" />



<p>Um álbum que me acompanhou em 2007, quando vivi meio ano em França. É um disco muito mágico, e tem uns arranjos muito&nbsp;&nbsp;&nbsp;em conformidade com a voz e a composição das canções. É um disco&nbsp;lindíssimo.</p>



<p><strong>EM:</strong> <strong>O dia 19 no CCB aproxima-se. Como imaginas esse concerto? E depois dele, onde te vês a caminhar nos próximos meses?</strong><br><br><strong>Márcia:</strong> Imagino que seja muito especial, imagino-me feliz e espero&nbsp;estar relaxada ao fim da primeira&nbsp;canção, para poder desfrutar bem dessa noite única e da presença dos meus convidados&nbsp;magníficos. &#8211; Catarina Salinas, Jorge Palma e Sérgio Godinho.&nbsp;<br>A seguir&nbsp;tenho planos muito específicos, uma vez que vou lançar um vinho, e inaugurar a minha primeira exposição de Pintura e Artes Plásticas, a 29 de Novembro, em Baião. São planos muito animadores.&nbsp;</p>



<img width="700" height="907" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/11/MARCIA_CCB_12052025_3-740x960-1.jpg" alt="" class="wp-image-8049" srcset="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/11/MARCIA_CCB_12052025_3-740x960-1.jpg 700w, https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/11/MARCIA_CCB_12052025_3-740x960-1-232x300.jpg 232w, https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/11/MARCIA_CCB_12052025_3-740x960-1-9x12.jpg 9w" />



<p>Foto Capa: <a href="https://www.instagram.com/estellevalentephotography/">@estellevalentephotography</a></p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Entrevista] Noiserv</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubdate>Tue, 28 Oct 2025 17:51:48 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Interviews]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista Noiserv]]></category>
		<category><![CDATA[interview]]></category>
		<category><![CDATA[noiserv]]></category>
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					<description><![CDATA[Há artistas que não precisam de se reinventar para continuarem a ser novos, basta-lhes permanecer fiéis àquilo que sentem. Noiserv é um desses. Quinze anos depois da primeira conversa com o Ecletismo Musical, David Santos regressa para refletir sobre o tempo, a criação e a persistência de fazer música como quem constrói abrigo. Nesta entrevista,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5>Há artistas que não precisam de se reinventar para continuarem a ser novos, basta-lhes permanecer fiéis àquilo que sentem. <a href="https://www.instagram.com/noiserv/">Noiserv</a> é um desses. Quinze anos depois da primeira conversa com o <em>Musical Eclecticism</em>, David Santos regressa para refletir sobre o tempo, a criação e a persistência de fazer música como quem constrói abrigo. Nesta entrevista, fala-nos da inocência que resiste, do novo álbum, da partilha que se aprende e da serenidade que o tempo ensina. </h5>



<p><strong>Ecletismo Musical(EM):</strong> <strong>Em 2010 dizias ao EM: <em>“O processo criativo é como um ser humano, temos de alimentá-lo até morrer, porque só aí termina… Acho que a base de tudo é a satisfação que as coisas nos possam dar.”</em> Quinze anos depois, que balanço fazes desse percurso? O que é que ainda te satisfaz da mesma forma e o que é que se transformou nesse processo de alimentar a criação?</strong><br></p>



<p><strong>Noiserv:</strong> Curiosamente, muita coisa muda quando envelhecemos mas a satisfação na composição e o prazer de alimentá-la até à exaustão mantém-se igual tantos anos depois. Julgo que estou ligeiramente mais ágil a chegar a certos resultados, mas tudo continua a demorar muito tempo, o tempo necessário.</p>



<p><strong>EM: Entre o Noiserv que queria gravar o som do coração e o que agora conta os dias (7305 deles), o que é que o tempo te ensinou sobre o que vale a pena preservar: a inocência ou o controlo? Como chegaste a este novo álbum?</strong></p>



<p><strong>Noiserv: </strong>O melhor seria conseguir descobrir sempre uma inocência controlada, mas nem sempre é fácil. Continuo fascinado em descobrir novos sons, neste disco usei muitos talheres (eheheh). Uma música nova é sempre uma descoberta, não se sabe o ponto de chegada, e muito poucas vezes o ponto de partida&#8230; as coisas vão acontecendo, os arranjos vão-se sobrepondo até que nos apercebemos que a música está pronta. Um disco é um conjunto de muitos momentos desses.</p>



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<p><br><strong>EM: Nos teus primeiros trabalhos havia um certo romantismo na solidão, a <em>“orquestra de um só homem”</em>. Agora parece haver uma reconciliação com o estar acompanhado. Foi a vida que te levou aí, ou a música ensinou-te a partilhar o espaço?</strong></p>



<p><strong>Noiserv:</strong> A vida sempre me ensinou que é na partilha que estamos mais próximos da felicidade. Musicalmente, e passados vinte anos, tive uma vontade enorme de convidar amigos e pessoas que admiro a ajudarem-me nesta celebração.</p>



<p><strong>EM: Em colaborações como com A Garota Não há um diálogo entre vozes que pensam o mundo de forma parecida, mas expressam-se de modos diferentes. Como foi encontrar o equilíbrio entre a tua forma mais introspectiva de comunicar e a palavra intensa da A Garota Não?</strong></p>



<p><strong>Noiserv:</strong> Esta música é um diálogo entre dois amigos sobre aquilo que os atormenta. Quisemos mesmo reforçar esta ideia de pergunta-resposta, e concluir que o mundo está a entrar num lugar muito complicado. E que a falta de empatia e o medo não podem ser o motor para uma sociedade evoluir.  </p>



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<p><br><strong>EM: Em 2010 falava-se sobre a possibilidade de uma carreira internacional, tendo em conta o tipo de música que fazes. Hoje, olhando para trás, sentes que foi opção ou circunstância? O que te parece que tem faltado ou o que é que preferiste preservar ao ficares mais perto de casa (e começaste a cantar igualmente em português)?</strong></p>



<p><strong>Noiserv:</strong> Elevar a música a uma dimensão internacional é algo que tenho feito aos poucos, mas será sempre um desejo. Já existiram anos em que tive bastante presença no estrangeiro, mas é muito difícil, não existe uma rede montada nesse sentido, tirando o Fado, é muito complicado exportar música portuguesa. No entanto, a idade também me dá uma consciência plena dessa dificuldade, embora eu tente sempre que mais pessoas possam conhecer a minha música.</p>



<p><strong>EM: Há um equilíbrio delicado entre tecnologia e emoção no teu trabalho. Como lidas hoje com o risco de a tecnologia, e da inteligência artificial em particular, se tornar demasiado visível na criação artística?</strong></p>



<p><strong>Noiserv: </strong>Na verdade não penso muito nisso. Sou fiel aos meus métodos de composição, e tento sempre acreditar que somos insubstituíveis ao nível da emoção, porque quando assim não for, a vida acabou.</p>



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<p><br><strong>EM: Há quinze anos dizias ao <em>Musical Eclecticism</em> que o teu festival ideal seria algo como “Radiohead | Sigur Rós | Explosions in the Sky | Múm | Björk | Grizzly Bear | Jeff Buckley | Arcade Fire | Elliot Smith | Sunset Rubdown | DeVotchKa | Beirut”. Que nomes acrescentarias hoje a essa lista?</strong></p>



<p><strong>Noiserv:</strong> Boa pergunta. Tenho ouvido muita música nova e muito boa, mas na verdade, o festival ideal ainda seria esse.</p>



<p><strong>EM: Se tivesses de identificar os cinco melhores álbuns de sempre, ou pelo menos os que mais te influenciaram, quais seriam? E porquê?</strong></p>



<p><strong>Noiserv:</strong> </p>



<p><strong>&#8220;OK Computer&#8221;, Radiohead</strong></p>



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<p><strong>&#8220;The earth is not a cold dead place&#8221;, Explosions in the Sky</strong></p>



<div class="wp-block-image"><img src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/10/The-Earth-Is-Not-A-Cold-Dead-Place-EITS@1400x1400-1270183259-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-7931" width="207" height="207" /></div>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p><strong>&#8220;&#8230;&#8221;, Sigur Rós</strong></p>



<img width="200" height="176" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/10/NjM3NS5qcGVn-3166004184-e1761670927298.jpeg" alt="" class="wp-image-7934" />



<p><strong>&#8220;Ten&#8221;, Pearl Jam</strong></p>



<img width="200" height="186" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/10/mrvinyliosrecords.gr-pearl-jam-ten-pearl-jam-tenunof-2603251609-e1761671696269.jpg" alt="" class="wp-image-7936" />



<p>&#8220;Grace&#8221;, Jeff Buckley</p>



<div class="wp-block-image"><img src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/10/71qzCdJUwzL._SL1066_-3072245778-1024x1017.jpg" alt="" class="wp-image-7937" width="199" height="197" /></div>



<p></p>



<p></p>



<p></p>



<p>As justificação são as mais óbvias, sem este discos eu não gostaria tanto de música.</p>



<p><strong>EM: Que verso teu escolherias para deixar escrito numa parede de Lisboa, como síntese destes vinte anos de caminho?</strong></p>



<p><strong>Noiserv:</strong> &#8220;Nesta casa o que não quebra não sai do lugar&#8221;, da música &#8220;20 . 16. A casa das rodas quadradas&#8221;.</p>



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</div>



<p><br><strong>EM: Daqui a 15 anos, quando voltarmos a fazer uma Entrevista deste tipo, o que esperas já ter alcançado?</strong></p>



<p><strong>Noiserv: </strong>Se continuar a fazer música com o mesmo gosto, julgo que terei alçado mais do que alguma vez imaginei. E mais 3 discos pelo menos! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/13.0.0/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Interview] Sarah Coponat</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubdate>Fri, 04 Jul 2025 15:05:58 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Interviews]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[interview]]></category>
		<category><![CDATA[Sarah Coponat]]></category>
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					<description><![CDATA[In a music world often dominated by formulas and metrics, Sarah Coponat [Ecletismo Musical post here] stands out for her sincerity and fearless emotional presence. Known for her spontaneous piano improvisations, whether on stage or live-streamed on Twitch, she has built a global and deeply loyal community. On the verge of releasing her new album,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5>In a music world often dominated by formulas and metrics, <strong><a href="https://www.instagram.com/sarahcoponat/">Sarah Coponat</a></strong> [<a href="https://www.ecletismomusical.pt/en/worth-listening-to-sarah-coponat/">Ecletismo Musical post</a> here] stands out for her sincerity and fearless emotional presence. Known for her spontaneous piano improvisations, whether on stage <strong>or live-streamed <a href="https://www.twitch.tv/sarahcoponat/">on Twitch</a></strong>, she has built a global and deeply loyal community.</h5>



<h5>On the verge of releasing her new album, <a href="https://shop.sarahcoponat.fr/product-category/we-are-incandescent"><em>We Are Incandescent</em>,</a> Sarah answered our questions with the same honesty and quiet intensity she brings to her music. What follows is a rare and personal portrait of an artist who doesn’t just compose melodies. She composes versions of herself, one performance at a time.</h5>



<p></p>



<p><strong>Ecletismo Musical(EM): <strong>Do you ever feel that by creating music you&#8217;re actually trying to create yourself, or at least a version of yourself that can be understood?</strong></strong></p>



<p><strong>Sarah Coponat:</strong> Interesting question. I feel like my sense of self is directly tied to the music I create—like I can’t separate who I am from what I make. I have this need to stay honest and emotionally present in every note.&nbsp;Without that intensity, I lose interest—or&nbsp; I just start spiraling into<br>an existential crisis. Every song feels like a tiny glass bottle, holding a piece of my soul, or distilling the&nbsp;essence of a fleeting feeling.</p>



<p><strong>EM: Is emotion in music something you control, or something you surrender to?</strong></p>



<p><strong>Sarah Coponat: </strong>Emotion is definitely the guide. It’s how I know if I’m on the right path—and it also gives me confidence. If I feel something, then I know I’m where I need to be. And if I don’t, then I either rerecord it… or maybe it’s a sign I should just let it go.</p>



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</div>



<p></p>



<p><strong>EM: When you improvise live, in front of thousands, do you feel more exposed or more invisible?</strong></p>



<p><strong>Sarah Coponat:</strong> That feeling has definitely changed over time. At first, seeing high numbers gave me a rush—it was like a hit of adrenaline, proof that something was clicking. And when the numbers dropped, yeah, it could mess with my head a bit. Now, I try to stay more balanced. It still affects me sometimes though, I wont lie. What I do know is that I don’t feel invisible. This has&nbsp;been my way of reaching people. First, it helped me find my earliest listeners… now, it’s how I build something real with my audience.</p>



<p><strong>EM: <strong>When you first started doing live streams&nbsp;(reddit and then twitch), you used your voice (singing) as one of the instruments. What made you decide to focus more on the piano (and the kazoo)? Was it a sense of vulnerability, or a conscious choice to be recognized primarily as a pianist?</strong></strong></p>



<p><strong>Sarah Coponat:</strong> It was a conscious choice. We felt that the piano world was something we could manage more easily. My new album,&nbsp;&#8220;We Are Incandescent&#8221;, features vocals, piano, and kazoo.</p>



<p>It was a real challenge to create a world where all those different facets of my music could coexist in a beautiful, coherent way. I think the next projects will include more and more songs with vocals.</p>



<p>The kazoo actually started as a joke—it was a gift I got during a livestream. But thanks to my brother’s magic, it turned into something that sounds like a desert flute. I love creating those Arabic-oriental textures that transport you instantly.</p>



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<p><strong>EM: <strong>How is it for you to have a community that supports you and follows you almost &#8220;religiously&#8221;? How has this community influenced your creative process and the way you approach your music?</strong></strong></p>



<p><strong>Sarah Coponat: </strong>It’s something Seb and I worked hard to build. I’m a very shy person, so being exposed to the world like that really pushed me—it’s been a challenging but interesting experience. I’ve grown a lot because of it.<br><br>It’s definitely influenced the way I approach music. I started improvising live on stream because I was afraid of boring people by playing the same songs too often. <br><br>I thought I would just do live what I used to do alone in my basement. Now, improvisation has probably become my biggest strength. </p>



<p>It’s crazy. You really don´t know where your choices may take you. I like to make friends with difficulty. Get out of my comfort zone. never let fear lead the way. Twitch is also an amazing space to experiment and see how people react.</p>



<p>In the end, these listeners are my most loyal supporters—they show up to my concerts, they back me in so many ways… and honestly, they’re also my cheerleading team, haha.</p>



<p><strong>EM: <strong>&nbsp;In a world obsessed with permanence and metrics, is creating something that vanishes (besides the VOD&#8217;s), like an improvised piece, a quiet act of rebellion or a declaration of freedom?</strong></strong><br><br><strong>Sarah Coponat:</strong> Well, I try to keep all the recordings, but you’re right there’s something very poetic about the ephemeral nature of those sessions. Nowadays, it feels like we have this need to record and photograph every single moment you know ? Sometimes, it’s nice to let the music live its own life on&nbsp;our minds.</p>



<p>I used to be obsessed with not forgetting every new melody I created, but now I believe they all have a life of their own. What’s meant to be remembered will find its way back. It’s a process—nothing truly disappears. It’s like matter changing shapes. I believe those little melodies you think have vanished, are still here, invisible but woven into the new ones.</p>



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<p><br><strong>EM:</strong> <strong>What do you think is missing for your rare talent to be known by millions in concerts, just as it already is on streaming platforms? Does being “just” a pianist create distance or limit your reach?</strong></p>



<p><strong>Sarah Coponat:</strong> Thank you very much. Honestly, I don’t have a clear answer. The music industry feels kind of like the Wild West to me. Right now, my main focus is&nbsp;playing more shows.<br><br>I’d also love to work more in film and video game music. I think it’d be awesome. I’ve loved doing it.</p>



<p>I guess different music resonates with different people. I don’t think piano alone isn’t enough in itself, but I do plan on recording more singing—my new album is heading in that direction, and the next projects even more so. So, we’ll see!</p>



<p><strong>EM:</strong> <strong>If you could curate your ideal festival, what names would be on the lineup, living or not?</strong></p>



<p>Oh wow. That&#8217;s a very difficult question haha, I&#8217;d love to create a very cool piano festival, with improvisators and composers, let’s bring back Liszt, Rachmaninoff, Beethoven, Oscar Peterson, Chopin, Nina Simone, etc.</p>



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<p><strong>If you had to choose the five greatest albums of all time, which would you pick and why?</strong></p>



<p>Wow, I’m really bad at choosing—you know, I can’t even decide what to order at a restaurant! Probably because I’m making decisions all the time with music, so I just can’t do it outside of that anymore.</p>



<p>I’d say&#8230; </p>



<p><strong>Rachmaninoff &#8211; Second Piano Concerto</strong></p>



<img width="200" height="198" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/07/ODUtNzk2My5qcGVn-561241761-1-e1751639553254.jpeg" alt="" class="wp-image-6750" />



<p>Because it’s one of the most beautiful pieces of music I’ve ever heard. I was obsessed with it as a kid—I’d ask Santa for a different recording every Christmas for years!</p>



<p><strong>Pink Floyd &#8211;&nbsp;The Wall</strong></p>



<img width="200" height="156" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/05/wall-e1747317942695.jpg" alt="" class="wp-image-5969" />



<p>I grew up listening to it with my dad, and I feel like it helped shape my brain in some way. Same with the <strong>Alan Parsons Project</strong>. Oh and <strong>Enya</strong>.</p>



<p><strong>Paul McCartney and Wings</strong></p>



<img width="200" height="177" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/07/4262428980944-1427570976-e1751639976569.jpeg" alt="" class="wp-image-6753" />



<p>It feels really comforting. I always go back to their music when I’m feeling lonely or homesick.</p>



<p><strong>Radiohead&nbsp;&#8211; Pyramid Song</strong></p>



<img width="200" height="200" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/07/51209-pyramid-song_123610-740083649-e1751640072853.jpg" alt="" class="wp-image-6754" />



<p><strong>Liszt &#8211; Mephisto Waltz </strong></p>



<img width="200" height="203" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/07/lp_mephisto-waltz-mazeppa-symphonic-poem_franz-liszt-the-berlin-symphony-orchest_itemimage-852821733-e1751640445187.png" alt="" class="wp-image-6755" />



<p>And some Liszt and Chopin pieces too—like the&nbsp;&#8220;Mephisto Waltz&#8221;, Chopin’s piano concertos, some studies&#8230;</p>



<p>And omg yes &#8220;<strong>gershwin raphsody in blue&#8221;</strong>. Barbara. I&#8217;m just giving names at this point&#8230;sorry!</p>



<p>I know I will look back at this and think omg how could I forget this and this and that!</p>



<p><strong>What are your plans for the next few months? Could Portugal be one of your destinations?</strong></p>



<p>I definitely hope so! Let’s have some Porto together! Oh but I don&#8217;t like red wine so much so maybe let’s just have a cup of tea. For now, I&#8217;m doing a show in Paris very soon, the 4th of October in La salle cortot.</p>



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		<title>[Entrevista] Cláudia Pascoal</title>
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		<pubdate>Tue, 20 May 2025 09:47:49 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Interviews]]></category>
		<category><![CDATA[Claudia Pascoal]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista Cláudia Pascoal]]></category>
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					<description><![CDATA[Com um percurso que desafia rótulos e uma estética que mistura tradição minhota com pop de vanguarda, Cláudia Pascoal tem construído um universo onde a cor, o humor e a crítica social convivem lado a lado. Do “boom” televisivo à afirmação plena de uma identidade artística única, Cláudia faz da música um reflexo das suas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5>Com um percurso que desafia rótulos e uma estética que mistura tradição minhota com pop de vanguarda, <a href="https://www.instagram.com/claudiapascoal/">Cláudia Pascoal</a> tem construído um universo onde a cor, o humor e a crítica social convivem lado a lado.</h5>



<h5>Do “boom” televisivo à afirmação plena de uma identidade artística única, Cláudia faz da música um reflexo das suas origens e dos seus ideais. <br><br>Nesta conversa, fala-nos da liberdade conquistada, dos medos diários e da vontade de continuar a criar sem amarras.</h5>



<p><strong>Ecletismo Musical (EM): Podemos dizer que &#8220;!&#8221; foi a Cláudia «menina-mulher» mais próximo do que havia sido o percurso televisivo e do &#8220;boom&#8221; &#8211; O Jardim e &#8220;!!&#8221; é a Cláudia «mulher-empoderada» a afirmar a plenos pulmões a sua identidade?</strong><br><br><strong>Cláudia Pascoal:</strong> Acho que podemos dizer que todo meu percurso artístico foi uma construção de mim mesma e uma busca incessante do que eu queria fazer com esta ferramenta da música. Felizmente estou muito afirmada com o que tenho feito. Acho que conta muito de mim, das minhas origens e acima de tudo dos meus ideais sociais.&nbsp;</p>



<p><strong>EM: Sempre quiseste fazer do teu trabalho, o &#8220;estilo Cláudia Pascoal&#8221; ou foi uma liberdade (mental) e criativa que foste interiorizando ao longo do teu percurso?</strong><br><br><strong>Cláudia Pascoal:</strong> Acho que foi algo que naturalmente fui-me sentido confortável em o fazer. Ter confiança para acreditar que de facto já faço parte deste grupo delicioso chamado &#8220;sector artístico&#8221; e sentir-me bem com este título foi fundamental para aos poucos me dar a conhecer verdadeiramente a partir do meu trabalho.</p>



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<p><br><strong>EM: É incontornável falar sobre a forma como usas a tradição minhota no teu som. As raízes são a base que te permite desconstruir os temas sérios de que falas, nomeadamente sobre o papel da mulher na sociedade (tradicional) patriarcal? Pode haver «modernidade» nas mentes de quem gosta de um bom &#8220;Vira&#8221;?</strong><br><br><strong>Cláudia Pascoal:</strong> Gosto de acreditar que sim! Gosto muito de celebrar a nossa cultura. É o que me faz voltar a casa. E vejo muitos dos meus colegas de trabalho a fazer exatamente o mesmo com outra derivantes. Recorrer à &#8220;casa&#8221; no seu trabalho para matar as saudades da família. Acho algo muito honesto e bonito de ver :).</p>



<p><strong>EM: Quando crias, estás mais próxima de ti ou a fugir de ti [(&#8220;apago-me mais depressa do que escrevo&#8221;) em &#8220;Tanto Faz&#8221;]?</strong><br><br><strong>Cláudia Pascoal:</strong> Que bonita pergunta.&nbsp; Quando escrevo canções estou a dar um pouco de mim a uma canção.<br>&nbsp;Nada me transcreve melhor. Porém essa frase da canção &#8221; tanto faz&#8221; vem de uma linha de pensamento que ainda hoje partilho: quanto mais faço e mais músicas escrevo, menos me aceitam. E aqui refiro-me à indústria da música. Penso que existe uma resistência na nossa sociedade ao diferente e um apreço gigante à normatividade do que é suposto de um determinado artista com um determinado género. Mas quero acreditar que um dia tudo irá mudar e a resiliência de tantas e tantos que continuam a fazer o diferente vai fazer de facto a diferença.</p>



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<p><br><strong>EM: A tua estética visual e sonora é inconfundível — é espelho, disfarce ou armadura? Até que ponto essa coerência é uma forma de liberdade criativa ou de &#8220;prisão subtil&#8221;?</strong><br><br><strong>Cláudia Pascoal:</strong> Todas as minhas canções começam por uma imagem. Seja do videoclipe ou do palco. A imagem para mim sempre foi o começo de tudo, por isso acho que a imagem é o mais verdadeiro e natural no meu projeto. Portanto nunca será uma prisão, mas talvez o mais vulnerável.</p>



<p><strong>EM: Alguma vez tiveste medo de que a tua verdade artística fosse mal interpretada — ou pior, ignorada? Como lidas com essa possibilidade?</strong><br><br><strong>Cláudia Pascoal:</strong> Acho que é o maior medo de qualquer artista. A indiferença. Pelo menos para mim é. O mais difícil desta profissão é ter a atenção para a escuta do seu trabalho. Tenho medo todos os dias. Não conheço nenhuma profissão tão instável e vulnerável como esta, mas por enquanto não a planeio trocar.&nbsp;</p>



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<p><br><strong>EM: A propósito, qual consideras ser o «estado d’arte» da música feita em Portugal?</strong><br><br><strong>Cláudia Pascoal:</strong> Cada vez existem mais artistas inacreditáveis ao vir ao de cima! Isso é fantástico, tenho aprendido imenso com muitos deles. Mas sinto que muitos desses artistas não têm espaço para se darem a conhecer de tão viciada está a nossa indústria a uma &#8220;trend&#8221; de músicos e músicas. Tenho esperança que isso vá mudar. Acho que o público está sedento de novidade e do não canónico. Falta a indústria dar uma oportunidade a isso.</p>



<p><strong>EM: Que nomes colocavas no teu “Festival Ideal”? (Vivos ou não)</strong><br><br><strong>Cláudia Pascoal: </strong>95% portugueses. Ouço maioritariamente música portuguesa. Sou apaixonadíssima por nós. Tantos nomes: Iolanda, Inês apenas, David Fonseca, cassete pirata, Emmy curl, libra, Joana espadinha, margarida Campelo&#8230;. A lista &#8220;goes on and on!&#8221;</p>



<p><strong>EM: Se tivesses de identificar os 5 melhores álbuns de sempre (ou os que mais te influenciaram), qual era a tua escolha? E porquê?</strong><br><br><strong>Cláudia Pascoal: </strong><br><br><strong>David Fonseca&nbsp;&#8211; Dreams in colours</strong></p>



<img width="200" height="199" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/05/51i-uCeqCWL-4270847022-e1747667206168.jpg" alt="" class="wp-image-6039" />



<p>Vi a apresentação deste disco no coliseu do Porto com o meu irmão. Foi o que nos uniu musicalmente. Era consensual para ambos que este era o maior artista de Portugal. Ao ver aquele concerto cheio de aleatoriaedades, visualmente estimulante&#8230;. Saí dali a querer fazer o mesmo!&nbsp;</p>



<p><strong>Slimmy &#8211; Beatsoundloverboy</strong></p>



<img width="200" height="202" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/05/slimmy-e1747667314437.jpg" alt="" class="wp-image-6040" />



<p>Esta banda foi uma das responsáveis para querer fazer isto da vida e acreditar que seria possível. Eram meus vizinhos na altura. Uma banda de garagem que conseguiu chegar ao soundtrack do csi Miami. Na altura, a sonoridade deste álbum era incomparável. Ninguém estava a fazer isto. Eles eram a busca incessante do estranho. Sou apaixonadíssima até hoje por eles.&nbsp;<br><br><strong>Tiago Bettencourt&nbsp;&#8211; Acústico</strong></p>



<img width="200" height="200" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/05/tiago-bettencourt-acustico-cover-art-239278493-e1747667451797.jpg" alt="" class="wp-image-6041" />



<p>As minhas primeiras angústias de amor vieram com o lançamento deste álbum. Chorei muito com ele. Mas também percebi o que era isto de fazer canções. Não era necessário muito. Apenas bom escrever. Essa era a chave.&nbsp;<br></p>



<p><strong>Joana Espadinha &#8211; O material tem sempre razão</strong></p>



<img width="200" height="202" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/05/material-e1747667671372.jpg" alt="" class="wp-image-6043" />



<p>Estava a escrever o meu primeiro álbum, quando a Joana lançou esta obra! O bom escrever está -lhe no sangue! Escreve sobre temas incomuns, mas que nos cabem a todos! A leveza da voz dela não encaixa com o peso da sua escrita. Sou apaixonadíssima por isso.&nbsp;<br><br><strong>Stromae &#8211; Multitude</strong></p>



<img width="200" height="200" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/05/Stromae-Multitude-800x800-1385662191-e1747667890754.jpeg" alt="" class="wp-image-6047" />



<p>Está a ser a minha grande influência para a escrita deste novo álbum ou EP que aí vem. A busca do estranho também é algo que o Stromae aplica consecutivamente. Não se acanha a cantar mais uma canção. Não. Cria um objeto artístico em cada faixa. E toma o seu tempo a fazê-lo! Ele está a fazer isto direito .</p>



<p><strong>EM: Quais são os teus planos para os próximos meses? Por onde irás andar? O que irás lançar?</strong><br><br><strong>Cláudia Pascoal: </strong>Lançar canções que se poderão traduzir em alguma coisa, mas sem grande peso nisso. Estou só entusiasmada para produzir e encontrar mensagens que não sejam indiferentes. A força do meu trabalho tem de ser crescente, pelo menos aos meus olhos e isso consequentemente passa para os temas que abordam as minha canções. Quero que sejam sujas ao falar do comum.&nbsp;</p>



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<p><strong>Agradecimentos:</strong><br><a href="https://www.instagram.com/claudiapascoal/">Cláudia Pascoal</a><br>Photo by: <a href="https://www.instagram.com/ritasxs/">@ritasxs</a></p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Entrevista] JAVISOL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubdate>Thu, 15 May 2025 20:55:07 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Interviews]]></category>
		<category><![CDATA[Worth Listening to]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista JAVISOL]]></category>
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					<description><![CDATA[Num panorama musical onde tantos procuram fórmulas fáceis, há quem opte por rasgar o caminho à unha, com verdade, intensidade e uma boa dose de inquietação. Nascidos em Loures, os JAVISOL [Destaque no Ecletismo Musical AQUI] trazem na bagagem um som que funde o peso emocional do fado com a energia crua do rock alternativo,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5>Num panorama musical onde tantos procuram fórmulas fáceis, há quem opte por rasgar o caminho à unha,  com verdade, intensidade e uma boa dose de inquietação. Nascidos em Loures, os <strong><a href="https://www.instagram.com/palmasparajavisol/">JAVISOL</a></strong> <strong>[Destaque no Ecletismo Musical <a href="https://www.ecletismomusical.pt/en/worth-listening-to-javisol-javisol/?swcfpc=1">AQUI</a>]</strong> trazem na bagagem um som que funde o peso emocional do <strong>fado</strong> com a energia crua do <strong>rock alternativo</strong>, e um álbum de estreia que mais parece um grito de alma.</h5>



<h5>Com uma entrega vocal arrebatadora, <strong>Tiago Jesus</strong>, o criador deste universo sonoro, guia-nos por paisagens emocionais densas, onde as palavras oscilam entre a reflexão profunda e a urgência de gritar para não sufocar. </h5>



<h5>Na conversa que se segue, mergulhamos no universo da banda: falamos de música, de identidade, de feridas abertas e da coragem em as expor. Porque há discos que não se ouvem — sentem-se.</h5>



<img width="1024" height="400" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/05/Logo-Javisol_new_preto-1024x400.png" alt="" class="wp-image-5954" srcset="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/05/Logo-Javisol_new_preto-1024x400.png 1024w, https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/05/Logo-Javisol_new_preto-300x117.png 300w, https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/05/Logo-Javisol_new_preto-768x300.png 768w, https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/05/Logo-Javisol_new_preto-1536x600.png 1536w, https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/05/Logo-Javisol_new_preto-2048x800.png 2048w, https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/05/Logo-Javisol_new_preto-18x7.png 18w" />



<p><br><strong>ECLETISMO MUSICAL (EM): No mundo dos catálogos e rótulos musicais, onde colocam JAVISOL?</strong><br><br><strong>JAVISOL:</strong> Acima de tudo somos uma banda Rock, mas com muitas outras influências, do Grunge ao Fado, do Punk ao Folk, uma mistura de tudo o que mexe connosco.<br><br><strong>EM: A ligação ao fado é evidente nas vossas composições. Colaborar com artistas do fado tradicional para explorar ainda mais essa fusão é algo que está nos vossos planos futuros?</strong><br><br><strong>JAVISOL:</strong> Sem dúvida, a ideia duma colaboração deste género já foi tema em várias conversas de banda, pois temos muita curiosidade de ouvir como seriam interpretadas as nossas músicas por artistas, não só do fado tradicional, mas também do novo fado e suas ramificações.</p>



<p><strong>EM: O nome JAVISOL remete à clássica lixívia, mas também pode ser lido como ‘já vi sol’. Considerando a carga dramática das vossas letras, esse nome é também uma metáfora para alguém que já conheceu a luz e agora percorre as trevas da sua mente?</strong><br><br><strong>JAVISOL: </strong>É uma pergunta pertinente, a verdade é que o nosso nome veio mesmo da marca javisol, mas pensar em ‘ja vi sol’ é muito natural e dado o contexto das letras, também deu mais segurança na escolha definitiva do nome. Por vezes, parece que a vida já foi muito mais luminosa e podemos perder-nos nesse saudosismo. Quando não conseguimos ver essa luz, é fácil caír nas trevas, nos pensamentos menos bons, e é importante saber navegar nesses pensamentos e também procurar a luz quando estamos nas trevas.</p>



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<p><br><strong>EM: As letras abordam temas de saúde mental e emoções cruas. Como equilibram a vulnerabilidade pessoal com a exposição pública que a música proporciona?</strong><br><br><strong>JAVISOL:</strong> Não existe diferença na pessoa que somos em palco e na que somos no dia-a-dia. Essa exposição é apenas uma consequência de fazer música, pois os nossos problemas e dores acabam por ser combustível na criação desta.<br>Gostávamos de consciencializar e sensibilizar o público para a importância de zelar pela saúde mental, a nossa e a das pessoas à nossa volta, porque infelizmente ainda há muito estigma em relação a isto e muita gente sofre em silêncio.</p>



<p><strong>EM: Há uma sensação de urgência nas vossas músicas. Sentem que há algo que estão sempre a tentar dizer antes que seja tarde?</strong><br><br><strong>JAVISOL:</strong> Sim, sem dúvida, estas canções são desabafos, são aquele respirar fundo quando estamos na lama, são o que nos ajuda a lidar com o que se passa nas nossas vidas e a verdade é que deitar cá para fora antes que rebente e pareça que o fim do mundo chegou, cura.</p>



<p><strong>EM: Sentem que fazem música para que os outros vos entendam, ou para vocês mesmos se entenderem melhor?</strong></p>



<p><strong>JAVISOL:</strong> Será sempre para nos entendermos melhor. Quanto mais nos conhecemos intimamente, mais nos aproximamos de um local comum a todos &#8211; sentir &#8211; e, por consequência, também fazemos com que nos entendam melhor.</p>



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<p><br><strong>EM: Em &#8220;A corda bamba&#8221; (3º single do álbum de estreia) cantam &#8220;caminho na corda há vários anos, e finjo que me equilíbro&#8221;. Essa é a realidade do artista independente em Portugal? A música tem de ser um hobby porque é preciso pagar as contas e cada um tem uma atividade profissional diferente? Como lidam com isso?</strong><br><br><strong>JAVISOL:</strong> É sem dúvida a realidade dos artistas em Portugal &#8211; de qualquer meio das artes. Falando da cena musical, parece que para quem não tem já milhares e dezenas de milhares de fãs é muito difícil romper a corda ou saltar fora. A música não tem que ser um hobby &#8211; há pessoas a querer ouvir e apoiar bandas de todos os géneros de música. A música é um bem essencial e é cultura. Em JAVISOL, temos o Ricardo e o João com outro full time job &#8211; apesar disto, a música não é considerado um hobby por nenhum de nós e quer em estúdio ou em palco entregamos-nos todos da mesma forma.</p>



<p><strong>EM: A propósito, qual consideram ser o «estado d’arte» da música feita em Portugal?</strong><br><br><strong>JAVISOL:</strong> Nunca se fez tantas e tão diversas coisas, mas também vivemos numa era onde se perdeu algum amor à camisola. Nunca se massificou tanto a fórmula com o objectivo de estar aliado à indústria da música e ao que ela pede neste momento &#8211; quem vender mais é quem passa na rádio.</p>



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<p><br><strong>EM: Que nomes colocavam no vosso “Festival Ideal”? (Vivos ou não)<br></strong><br><strong>JAVISOL:</strong> Para não ser um festival de uma semana, tentámos resumir a 1 nome internacional e 1 nome nacional por membro da banda:<br><strong>Red Hot Chilli Peppers, AudioSlave, Led Zeppelin, Radiohead, Amália Rodrigues, José Afonso, Tara Perdida e Toranja</strong> são alguns dos nomes que mais gostávamos de ver ao vivo.</p>



<p><strong>EM: Se tivessem de identificar os 5 melhores álbuns de sempre, qual era a vossa escolha? E porquê?<br></strong><br><strong>JAVISOL:</strong> <br><strong>Sam the Kid</strong> &#8211; <strong>Pratica(mente)</strong></p>



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<p>Um álbum icónico da música portuguesa, com letras super relevantes e uma narrativa coerente. Leva-nos a passear entre a nostalgia, o sonho e a realidade.</p>



<p><strong>Red Hot Chilli Peppers &#8211; Blood Sugar Sex Magic</strong></p>



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<p>Na nossa opinião é um álbum revolucionário, moldou muito o som daquela época , será o chamado punk moda funk?<br><br><strong>Pink Floyd &#8211; The Wall</strong></p>



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<p><br>Talvez um dos álbuns mais presentes em listas destas, mas sem dúvida um favorito para quem gosta de ouvir um disco do início ao fim. Mais uma vez, narrativa excelente e uma produção super atenta ao detalhe. Um clássico.<br><br><strong>Nirvana &#8211; Nevermind</strong></p>



<img width="200" height="200" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/05/nir-e1747318092957.jpg" alt="" class="wp-image-5970" />



<p>Daqueles discos que mudaram o mundo, provavelmente não saberíamos como fazer a música que fazemos se não tivessemos crescido com ele.</p>



<p><strong>Radiohead &#8211; In Rainbows</strong></p>



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<p>Talvez o último álbum ainda enraízado no rock, In Rainbows deu-nos das músicas mais bonitas da banda sem perder o headbang ao longo do disco.<br></p>



<p><strong>EM: Quais são os vossos planos para os próximos meses? Por onde irão andar?</strong><br><br><strong>JAVISOL:</strong> Em breve vamos anunciar mais datas, vamos a sítios onde ainda não tocámos e estamos ansiosos, é incrível poder conhecer o país enquanto mostramos a nossa música. Estamos também a pensar em gravar uma sessão ao vivo, talvez até em acústico.</p>



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<p><strong>Agradecimentos:</strong><br><strong><a href="https://www.instagram.com/palmasparajavisol/">JAVISOL</a></strong><br>Raquel Lains<strong> (Let&#8217;s Start a Fire)</strong><br><strong>Fotografia Capa:&nbsp;</strong><a href="https://tuff.pt/">Tuff</a></p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[New Single] Sara Correia &#8211; Dizer Não</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ecletismo Musical]]></dc:creator>
		<pubdate>Fri, 04 Sep 2020 10:03:35 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[new single]]></category>
		<category><![CDATA[Sara Correia]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
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		<title>[New Video] Mariana Froes &#8211; Eu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ecletismo Musical]]></dc:creator>
		<pubdate>Mon, 31 Aug 2020 10:34:04 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[New Video]]></category>
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		<category><![CDATA[Mariana Froes]]></category>
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<p>A talentosa <a href="https://www.instagram.com/froesmari/">Mariana Froes</a> lança o videoclipe para a sua canção &#8220;Eu&#8221;.<br />Entrevista no Ecletismo Musical, para recordar aqui: <a href="https://www.ecletismomusical.pt/en/entrevista-mariana-froes/">https://www.ecletismomusical.pt/entrevista-mariana-froes</a>/<br /><br /><em>&#8220;Em seu relançamento, Mari Froes trouxe elementos de estúdio, com produção assinada por Niela Moura (sócia da Taquetá) e Fábio Gomes.</em></p>
<p><em>Já sobre a produção audiovisual, o videoclipe chega intimista, com imagens da artista em casa, em vários momentos de contemplação. “Gravar o vídeo em casa foi trabalhoso, mas muito divertido. Gravei ambientes e atividades que transmitem muito quem sou, como o meu quarto, a varanda onde eu passo a maioria dos dias ouvindo música, os álbuns de fotos que gosto de rever, meus incensos, velas, coisas que são genuinamente parte do meu dia a dia”, conta a artista.</em></p>
<p><em>“Acho que o fato de ter gravado esse clipe sozinha e em quarentena, deixou-o completamente ‘eu’, em todos os sentidos possíveis, e estou muito contente com o resultados. Foi um desafio que envolveu muita criatividade, e que valeu a pena”, completa.&#8221;</em></p>]]></content:encoded>
					
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