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		<title>[Album Review] Capital da Bulgária &#8211; ensina-me a gostar EP</title>
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		<pubdate>Fri, 10 Apr 2026 16:00:00 +0000</pubdate>
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					<description><![CDATA[Capital da Bulgária, projeto de Sofia Reis, tem vindo a afirmar-se como uma das vozes mais particulares da nova música portuguesa, não tanto pela tentativa de inovar formalmente, mas pela forma como recusa alinhar-se com qualquer expectativa clara, construindo um universo profundamente pessoal. É precisamente nesse território que ensina-me a gostar se instala, não como]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.instagram.com/capitalbulgaria/">Capital da Bulgária</a>, projeto de Sofia Reis, tem vindo a afirmar-se como uma das vozes mais particulares da nova música portuguesa, não tanto pela tentativa de inovar formalmente, mas pela forma como recusa alinhar-se com qualquer expectativa clara, construindo um universo profundamente pessoal.</p>



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<p>É precisamente nesse território que <em>ensina-me a gostar</em> se instala, não como afirmação de um caminho, mas como continuação de um processo que nunca se pretende fechado.</p>



<p>Ao longo das faixas, há uma sensação constante de instabilidade emocional que não se resolve, mas também não se dramatiza, como se cada canção existisse num ponto intermédio entre querer sentir e não saber exatamente como o fazer.</p>



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<p>Nesta Capital o amor é deslocado do lugar espontâneo para um território quase aprendido, como se gostar fosse algo que se treina, que se tenta, que se falha repetidamente, e essa noção atravessa o EP inteiro sem nunca ser explicada diretamente, surgindo antes como uma presença difusa que condiciona tudo o resto, desde a forma como a voz se posiciona até à maneira como os arranjos evitam qualquer excesso ou resolução.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Album Review] Ricardo Ribeiro &#8211; A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubdate>Sat, 04 Apr 2026 18:14:05 +0000</pubdate>
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					<description><![CDATA[“A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe” é o mais recente álbum de Ricardo Ribeiro, composto por 11 temas incluindo “Má Sorte”, &#8220;Amanhã&#8221;, &#8220;51&#8221; ou “Maré”, este último com participação de Ana Moura (e já destacado no EM). Ricardo Ribeiro sempre foi um intérprete que parece cantar como se estivesse a atravessar alguma coisa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe” é o mais recente álbum de <a href="https://www.instagram.com/ricardoribeiromusic/">Ricardo Ribeiro,</a> composto por 11 temas incluindo “Má Sorte”, &#8220;Amanhã&#8221;, &#8220;51&#8221; ou “Maré”, este último com participação de Ana Moura (e já destacado no EM).</p>



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</div>



<p>Ricardo Ribeiro sempre foi um intérprete que parece cantar como se estivesse a atravessar alguma coisa. Nunca foi apenas técnica, nem apenas tradição. Há nele uma inquietação constante, uma espécie de desassossego que não cabe dentro das formas mais fechadas do Fado. </p>



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</div>



<p>“A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe” assume desde o início que a identidade é fragmentada, que aquilo que sentimos raramente encontra forma suficiente para existir dentro de um género, de uma linguagem ou até de um corpo. O próprio disco nasce dessa urgência interior, de algo que precisava de sair sem necessariamente se explicar</p>



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</div>



<p>Musicalmente, o Fado continua a ser o ponto de partida, está lá na guitarra portuguesa, na respiração, na forma como a voz ocupa o espaço, mas nunca por aí se esgota. Há momentos onde a música se aproxima de outras geografias, outras tradições, quase como se o Fado fosse apenas uma raiz a partir da qual tudo o resto se expande. Não há aqui uma tentativa de modernizar o Fado de forma óbvia.</p>



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</div>



<p>Este disco vive muito da forma como se expande para fora de si. Há temas inteiramente seus: “Amanhã”, “Mantra”, “Morena”, onde a escrita funciona quase como extensão direta da voz. Mas depois há outros pontos de tensão: “51”, que abre o disco com assinatura de <strong>A Garota Não</strong>, introduz logo uma linguagem mais contemporânea; “Golpe a Golpe” cruza letra do próprio Ricardo com música de <strong>Amélia Muge</strong>; “Oração” nasce da escrita de <strong>Teresa Núncio</strong> com composição de <strong>Manuel Oliveira</strong>.</p>



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</div>



<p>E é aqui que o disco ganha outra dimensão. Porque não estamos perante um álbum fechado na identidade de um autor, mas sim perante um espaço onde várias escritas coexistem: <strong>Manuel Alegre, Paulo César Pinheiro, Manuel Alcântara</strong>, nomes que trazem consigo outras tradições, outras histórias, outras formas de dizer o mesmo sentimento.</p>



<p>A produção está maioritariamente nas mãos de <strong>Bernardo Saldanha e Manuel Oliveira</strong>, com exceções como “Má Sorte”, “Maré” e “Amanhã”, produzidas por Agir e pelo próprio Ricardo Ribeiro.</p>



<p>Os músicos que acompanham o disco: <strong>Ângelo Freire</strong> na guitarra portuguesa, <strong>Manuel Oliveira</strong> no piano, <strong>Rodrigo Correia</strong> no contrabaixo, <strong>Alexandre Frazão </strong>na bateria não estão ali para ornamentar. Estão para sustentar com a mestria de sempre, permitindo que as interpretações de Ricardo Ribeiro e as palavras percorram compassadamente o seu caminho permitindo-lhes terem o seu próprio tempo.</p>



<p>Um trabalho para ser ouvido com o tempo que merece.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Review] Pedro Abrunhosa &#8211; Inverbo</title>
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		<pubdate>Mon, 19 Jan 2026 11:42:08 +0000</pubdate>
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					<description><![CDATA[Há discos que não se limitam a preencher espaço no catálogo de um artista, mas que ficarão inevitavelmente na sua história. Inverbo, o novo álbum de Pedro Abrunhosa &#38; Comité Caviar, lançado a 16 de janeiro de 2026, é um desses momentos: uma obra que, cinco anos depois do último trabalho de estúdio, se apresenta]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há discos que não se limitam a preencher espaço no catálogo de um artista, mas que ficarão inevitavelmente na sua história. <em>Inverbo</em>, o novo álbum de <strong><a href="https://www.instagram.com/pedro.abrunhosa/">Pedro Abrunhosa</a> &amp; Comité Caviar</strong>, lançado a <strong>16 de janeiro de 2026</strong>, é um desses momentos: uma obra que, cinco anos depois do último trabalho de estúdio, se apresenta com um manifesto sobre a palavra, a poesia e a forma como a canção encontra sentido na simplicidade contida e na profundidade do silêncio.</p>



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</div>



<p>Ao longo de 11 canções, Abrunhosa não procura dominar territórios já conhecidos, mas antes olhar para o “avesso das canções”. Cada faixa parece construída como um poema cuja musicalidade decorre tanto do ritmo das palavras quanto da melodia que lhe dá corpo.</p>



<p>A abertura com <strong>“Leva-me P’ra Casa”</strong> coloca o ouvinte num registo de afeição e anseio. É uma porta que se abre para uma casa sonora onde as palavras são as chaves. A seguir,<strong> “Vem Abrir a Porta à Noite”</strong> conduz essa mesma urgência para um território mais introspectivo, a noite como espaço de revelação e de confronto com as próprias sombras.</p>



<p>Ao longo do disco, histórias de rendição e ausência emergem como eixos temáticos. <strong>“Devias Vir Salvar-me”</strong> e “<strong>É Sempre Escuro Antes de Amanhecer”</strong> são dois exemplos de canções que funcionam como diálogos interiores: pedidos, expectativas e dúvidas que se entrelaçam.</p>



<p>Em temas como <strong>“Glória aos Vencidos por Amor”</strong> or <strong>“Morri Mil Vezes no Teu Peito”</strong>, sente-se uma proximidade rara, como se o cantor partilhasse confidências em vez de, apenas, construções melódicas.</p>



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</div>



<p><strong>“Não Te Ausentes de Mim”</strong>, tema já conhecido, aqui integrado no contexto do álbum, funciona como um nó de afecto que dá sentido às outras faixas é uma lembrança de presença em tempos de incerteza, um pedido que ressoa e se repete, obrigando o ouvinte a prestar atenção ao que fica por dizer.</p>



<p>Outros títulos, como <strong>“Oxalá o Meu Vestido Ainda Se Lembre de Mim”</strong> or <strong>“Esta Saudade Não Dorme”</strong>, confirmam a capacidade de Abrunhosa para escrever em territórios onde a linguagem poética e a música em si se desafiam mutuamente, dando lugar a canções que são mais do que melodias: são observações profundas sobre a memória, o tempo e a ausência.<br><br>Este é um álbum para ouvir com cuidado e, com o tempo necessário para beber as palavras, permitindo-se a entrar no universo de um dos melhores escritores de canções da música portuguesa.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Review] Sarah Coponat &#8211; Paris</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubdate>Fri, 10 Oct 2025 08:27:45 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[New Album]]></category>
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		<category><![CDATA[Sarah Coponat]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre o som e o silêncio, entre a memória e o presente, Paris surge como uma carta sonora. Ao longo das dez faixas, a pianista e compositora francesa Sarah Coponat constrói um retrato íntimo do mundo interior que existe entre o concreto e o sonho. Conhecida pela fusão entre o clássico e o experimental, Coponat]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre o som e o silêncio, entre a memória e o presente, <em>Paris</em> surge como uma carta sonora. Ao longo das dez faixas, a pianista e compositora francesa <a href="https://www.instagram.com/sarahcoponat/">Sarah Coponat</a> constrói um retrato íntimo do mundo interior que existe entre o concreto e o sonho.</p>



<p>Conhecida pela fusão entre o clássico e o experimental, Coponat leva mais longe a sua linguagem: o piano é o ponto de partida, mas o espaço é preenchido por texturas eletrónicas subtis, ruídos urbanos e respirações que parecem vir de dentro das paredes da cidade. Cada faixa soa como  uma lembrança perdida no tempo que volta a ganhar forma através do som.</p>



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</div>



<p><strong>Na entrevista que deu recentemente ao Ecletismo Musical [Para recordar: <a href="https://www.ecletismomusical.pt/en/interview-sarah-coponat/">AQUI</a>)</strong>, quando lhe perguntámos o que significa identidade na música, ela respondeu: <em>“ser fiel ao que vibra em mim, mesmo quando não compreendo o que é”</em>. E é isso que faz de <em>Paris</em> um álbum tão necessário, não pela forma, mas pela coragem de permanecer no seu caminho, apesar das dificuldades do mundo &#8220;lá fora&#8221;. </p>



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</div>



<p>E, como a própria recentemente referiu: <em>&#8220;Don’t wait for the perfect moment. Don’t wait for permission. Never believe you can’t. When the world says no, do it anyway. Soon, they’ll be asking how you did it.&#8221;</em></p>



<p>Mais do que um álbum sobre Paris, <em>Paris</em> é um álbum sobre o que é entrar no universo interior de Sarah, a cidade interior, onde as ruas são memórias, os sons são sentimentos, e o amor é a arquitetura invisível que nos guia. </p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[New Album] Deftones &#8211; Private Music (2025)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubdate>Tue, 26 Aug 2025 09:01:37 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Albums]]></category>
		<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
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					<description><![CDATA[Os históricos Deftones regressam, cinco anos depois, com Private Music, o seu décimo disco de estúdio. A estética sonora mantém-se fiel ao ADN da banda: guitarras densas, atmosferas carregadas, contrastes entre brutalidade e suavidade. Mas este novo trabalho traz também momentos de introspeção que convivem com a energia visceral que sempre marcou os norte-americanos. Chino]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os históricos<a href="https://www.instagram.com/deftones/"> <strong>Deftones</strong></a> regressam, cinco anos depois, com <strong>Private Music</strong>, o seu décimo disco de estúdio.</p>



<p>A estética sonora mantém-se fiel ao ADN da banda: guitarras densas, atmosferas carregadas, contrastes entre brutalidade e suavidade. Mas este novo trabalho traz também momentos de introspeção que convivem com a energia visceral que sempre marcou os norte-americanos.</p>



<div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div>



<p><strong>Chino Moreno</strong> continua a ser a peça central, com uma entrega vocal que oscila entre a fragilidade intimista e o grito catártico. Este novo disco mostra uma banda que não perdeu a urgência nem a intensidade, mas que sabe como equilibrar agressividade e contemplação. </p>



<p>O resultado é um álbum que soa imediato e intemporal, capaz de satisfazer tanto os seguidores de longa data como aqueles que agora descobrem a sua música.</p>



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</div>



<p>Há uma coesão rara nas faixas, em que cada uma parece abrir uma porta para um estado emocional distinto, sem nunca perder a ligação ao universo da banda. </p>



<p>Mais do que um regresso, este álbum soa a uma afirmação de vitalidade, quase três décadas depois de terem surgido, os <strong>Deftones</strong> continuam a reinventar-se.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>[Review] Sziget 2025 (Principais destaques)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubdate>Fri, 15 Aug 2025 11:56:35 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Festivals]]></category>
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		<category><![CDATA[Sziget2025]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ecletismo Musical foi fazendo no Instagram (Destaques AQUI) um acompanhamento ao minuto do que ia acontecendo no Festival. Tempo agora para falar sobre alguns dos melhores momentos/concertos durante a (maratona) de 6 dias de muitas horas de Festival e de eventos culturais. O Sziget tem como que uma primeira parte, os concertos, atividades performativas,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Musical Eclecticism</strong> foi fazendo no Instagram (Destaques <a href="https://www.instagram.com/stories/highlights/18021531881727274/">AQUI</a>) um acompanhamento ao minuto do que ia acontecendo no Festival. Tempo agora para falar sobre alguns dos melhores momentos/concertos durante a (maratona) de 6 dias de muitas horas de Festival e de eventos culturais.</p>



<p>O <strong>Sziget</strong> tem como que uma primeira parte, os concertos, atividades performativas, etc até cerca da 1 da manhã, e depois, a partir dessa hora transforma-se quase exclusivamente num gigante <em>club</em>, com milhares de pessoas a circular por entre os diferentes espaços de música electrónica.</p>



<p><strong>Na vertente eletrónica do Festival</strong> que, como já referido, tem ganho cada vez mais destaque sobressaíram os diversos espaços de grande dimensão, como, entre outros espaços, a gigante tenda do <strong>BOLT Night Stage e o Yettel Colosseum,</strong> uma estrutura feita de paletes que conferiu uma atmosfera especial aos sets que por lá passaram ao longo dos dias. </p>



<img width="1024" height="683" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/d-dOkw-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-7219" />



<p><br>De entre as várias dezenas de DJ&#8217;s que animaram o Delta District das 4pm às 6am, destaques para as prestações de <strong>Amelie Lens</strong> (que fechou o seu set as 6am, com o sol já alto perante uma plateia lotada a dançar com uma energia inesgotável), <strong>Armin van Buuren</strong> (a maior enchente, com milhares de pessoas já fora da tenda), <strong>Steve Angello</strong>, <strong>Alok, Davodka</strong>, <strong>Boris Brejcha</strong>, <strong>Miss Monique,</strong> <strong>Dublic &amp; B&#8217;Andre &amp; Skrude,</strong> <strong>999999999, DJ Gigola, horsegiirL, HoneyLuv, ou Francis Mercier, </strong>sendo que o cartaz era muito extenso e abrangente em sub-gêneros dentro da electrónica. </p>



<p>No que aos concertos diz respeito, torna-se impossível assistir a tudo o que acontece, já que é preciso fazer escolhas. Mesmo que o <strong>Musical Eclecticism</strong> tenha procurado percorrer os diversos espaços, as distâncias entre palcos (por vezes de 20 a 30 minutos a pé) acabam por impedir “ver tudo”. </p>



<p>Mais do que estar em todo o lado, o Sziget vive de ter sempre gente em todo o lado. Ainda assim, alguns concertos sofreram com fraca adesão, especialmente os da parte da tarde ou os que coincidiam com os cabeças de cartaz no palco principal.</p>



<img width="1024" height="767" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/7aXUvWjw-1024x767.jpeg" alt="" class="wp-image-7221" />



<p><br>Ainda assim, entre tudo o que foi possível viver, ficam alguns destaques que servem apenas como exemplo, porque a experiência sensorial do Sziget é sempre mais vasta e intensa do que qualquer lista possa traduzir. Em todos os artistas nota-se a vontade de dar tudo e transformar os seus concertos, num festival como o Sziget, em momentos memoráveis não só para quem assiste, mas também para eles próprios, muitos dos quais que se estreavam neste reputado festival.</p>



<p><strong>No dia 6, quarta feira, o Sziget</strong> começou a mostrar o seu Ecletismo com destaque especial para, para além de <strong>Charli XCX</strong>, os concertos de <strong>Payale Royal (um dos concertos com melhor energia de todo o festival),</strong> <strong>Little Simz, The Dare, Kiss Of Life, Empire of the Sun, Papa Roach</strong>, entre dezenas de outros bons momentos.</p>



<img width="700" height="466" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/xRloUYzA-e1755191879330.jpeg" alt="" class="wp-image-7201" />



<p><br><strong>No dia 7, quinta feira, o Sziget </strong>assistiu a alguns concertos que marcaram o Festival, e que, começaram às 17h com os congoleses <strong>Kin&#8217;gongolo Kiniata</strong>, ao que se seguiram interessantes concertos de <strong>The Beaches, Balu Brigada, Woomb, Last Train, Revenge of the Synth, Noga Erez</strong>, para além das prestações muito frequentadas de <strong>Nelly Furtado e de Shawn Mendes</strong>. </p>



<img width="1024" height="683" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/YgyUyFvQ-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-7222" />



<p><br><strong>No dia 8, sexta feira,</strong> os destaques foram os concertos de <strong>The Kooks (</strong>que foram uma substituição de última hora por impedimento de saúde de Michael Kiwanuka)<strong>,  </strong>as boas surpresas de <strong>Radix, EKKSTACY e Scarlet Pleasure</strong> e a consistência dos <strong>Blossoms e Caribou. </strong>No que diz respeito às atividades perfomativas, um destaque especial para a<strong> portuguesa Marga Alfeirão: LOUNGE.  </strong></p>



<img width="1024" height="767" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/4fYCt4dg-1024x767.jpeg" alt="" class="wp-image-7223" />



<p><br><strong>No dia 9, sábado, o Sziget</strong> teve oportunidade de assistir a alguns dos melhores concertos de todo o Festival, nomeadamente, com as prestações de <strong>RY X, Hermanos Gutiérrez, Elderbrook</strong>, <strong>Anyma</strong>, <strong>Sevdaliza </strong>e dos húngaros <strong>Bohemian Betyars</strong> que colocaram toda a gente a dançar num dos momentos de maior comunhão entre os Húngaros presentes e &#8220;os turistas&#8221;.</p>



<img width="1024" height="683" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/AixEZuhQ-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-7224" />



<p><br><strong>No dia 10, domingo</strong>, a programação era fortíssima e assistiram-se a bons concertos de <strong>Isabel LaRosa, Rilès</strong> (um dos melhores concertos do palco principal),<strong> MAZ Univerze</strong>,<strong> Call Me Karizma, EV</strong> and <strong>Post Malone</strong> (uma enchente no palco principal). No entanto, os dois melhores concertos do dia, seriam, no mesmo palco, o Revolut Stage e curiosamente seguidos no alinhamento do dia. Mostrando todo o Eletismo e riqueza musical deste Sziget, primeiro foi a francesa <strong>Zaho de Sagazan</strong> a fazer vibrar uma plateia bem composta e contando com muitos franceses a assistir. Logo em seguida, ainda com parte do público a recuperar da carga emocional das letras e interpretação de Zaho, sobem ao palco os <strong>Fat Dog </strong>num concerto que teve de tudo, desde mosh pit, circle pit, <strong>row pit</strong> (uma variação do mosh pit, mas com o público sentado no chão a simular uma remada sincronizada), numa prestação que encantará plateias um pouco por todo o mundo.</p>



<img width="1024" height="682" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/CNmf75bQ-1024x682.jpeg" alt="" class="wp-image-7225" />



<p><br><strong>No dia 11, segunda feira</strong>, o dia de encerramento da edição 2025 do Sziget, foi possível, mais uma vez, assistir a excelentes concertos, com destaque especial para a prestação cénica pop de enorme qualidade da artista que arrastou muito milhares de Szigers: <strong>Chappell Roan</strong>. Também <strong>Luvcat e The Last Dinner Party</strong> deram bons concertos no palco principal, tendo ao concerto de <strong>Portugal. The Man</strong> faltado maior conexão com o público ainda que os músicos em palco tenham toda muita qualidade. Destaques ainda para a brilhante prestação de <strong>Bartees Strange</strong> (pese embora a escassez de público presente), <strong>Refused, Brutalismus 3000 </strong>(uma enorme enchente).</p>



<img width="1024" height="682" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/OeeLNkow-1024x682.jpeg" alt="" class="wp-image-7226" />



<p><br>Dia especialmente animado no Palco The Buzz, como apresentações tão variadas como o Metal Sérvio dos <strong>Lavina</strong>, o fenómeno irlandês: <strong>Kingfishr</strong> (que reuniram muitos irlandeses e britânicos em grande ambiente), os australianos <strong>Hollow Coves</strong> e o jovem <strong>Casey Lowery</strong>, artista viral no <em>tiktok</em> que conseguiu levar ao rubro a plateia muito bem preenchida que o esperava.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Review] Sziget 2025 (EN Version)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubdate>Fri, 15 Aug 2025 11:31:54 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Festivals]]></category>
		<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[festival]]></category>
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					<description><![CDATA[Yes, Sziget truly is a once-in-a-lifetime experience. From August 6 to 11, Ecletismo Musical followed the Sziget Festival in Budapest as International Press and here shares a summary of what we experienced. There are events that go far beyond a simple lineup. Sziget is one of those rare places where music is just the starting]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4><strong>Yes, Sziget truly is a once-in-a-lifetime experience.</strong></h4>



<h4>From <strong>August 6 to 11</strong>, <strong>Musical Eclecticism</strong> followed the <strong><a class="" href="https://www.instagram.com/szigetofficial/">Sziget Festival</a></strong> in Budapest as <strong>International Press</strong> and here shares a summary of what we experienced.</h4>



<p>There are events that go far beyond a simple lineup. <strong>Sziget</strong> is one of those rare places where music is just the starting point. Every step on the island opens the door to new artistic experiences, unexpected encounters, and a feeling that is hard to translate: for a few days, we live in a parallel city that breathes art and freedom.</p>



<p>In the heart of the Danube, Óbuda Island becomes a massive stage, bringing together hundreds of concerts, performances, installations, circus acts, and sensory experiences. It’s a borderless celebration from rock to electronic, jazz to hip hop, folk to pop, and even classical and traditional music, all happening simultaneously, all in harmony despite their apparent disconnection, and <strong>running 24 hours a day</strong>. </p>



<p>There’s no dominant genre, although some may stick to the Main Stage for today’s biggest pop acts. Instead, there is a constant dialogue between languages and cultures. In short, there’s Eclecticism!</p>



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<p>Although <strong>Sziget</strong> spans around <strong>76 hectares</strong> (that’s <strong>760,000 square meters</strong>), attention to detail is everywhere: careful planning, countless artistic touches, and integration with the surrounding forest environment that truly transform the <strong>“Island of Freedom”</strong> into a special place.</p>



<p>For <strong>Musical Eclecticism</strong>, <strong>Sziget</strong> is the perfect metaphor: diversity without fear, discovery as a natural instinct, and curation that challenges the idea that you must choose only one path. Here, we can be many things at once. We can listen, absorb, reflect and return changed.</p>



<p>More than a festival, <strong>Sziget</strong> is (still) a temporary utopia. Perhaps that’s why, when the island says goodbye, what we take home isn’t just the memory of the concerts, but the comforting certainty that this little parallel world exists to remind us that art (and life) is a space where everyone belongs.</p>



<img width="700" height="524" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/lGAB-XuA-e1755191834150.jpg" alt="" class="wp-image-7200" />



<p>Over six days, an ephemeral city rises up, defying the voices in so many parts of the world that preach isolation and fear of others. At Sziget, languages mix naturally, clothes become statements of freedom, and music is the excuse to build bridges where others would rather build walls.</p>



<p>That is why the role of cultural events like this is vital: to remind us that, at our core, people are the same though thankfully, all different.</p>



<p>Among thousands of strangers who quickly become partners in adventure, the program is as diverse as the crowd that lives it. Here, freedom is almost a silent religion.</p>



<p>Ultimately, <strong>Sziget</strong> reflects what we believe: music doesn’t need borders, it needs encounters.</p>



<img width="700" height="466" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/xRloUYzA-e1755191879330.jpeg" alt="" class="wp-image-7201" />



<p>In 2025, <strong>416,000 people</strong> shared this space without violence, without tension, without hate, without repression, only the energy of healthy togetherness and the simple joy of living. Here, it doesn’t matter where you’re from, your culture, your sexual orientation, or your religion. What matters is being present, listening, dancing, looking into someone’s eyes, and recognizing in them a reflection of yourself.</p>



<p>Of course, today’s <strong>Sziget</strong> isn’t the same as in its early days, when in 1993 two young Hungarians (in a country emerging from political and economic transition after the fall of communism) created the “Student Island” with a purely communal spirit.</p>



<p>Now, during six days of<strong> “Island of Freedom,”</strong> Óbuda Island <strong>is also a massive commercial engine</strong>, where big brands set up visually striking bars and stands (some with DJs) and food trucks from all over the world coexist with the stages and artistic experiences.</p>



<img width="700" height="933" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/IMG_7820.jpg" alt="" class="wp-image-7203" srcset="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/IMG_7820.jpg 700w, https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/IMG_7820-225x300.jpg 225w, https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/IMG_7820-9x12.jpg 9w" />



<p>The festival has adapted to the times and to the way many see these events as moments of entertainment and consumption. The big difference between <strong>Sziget</strong> and other festivals is that, despite this, the spirit, the location, and the diversity allow it to keep part of its original sense of sharing and community alive.</p>



<p>The audience is varied: from those who camp for the full six days, whether in near-wild camping just meters from the stages or in more peaceful glamping zones coming from many countries (with a strong presence of Brits, French, and Italians) to those who come just for a day (a significant number of whom are Hungarians).</p>



<p>Few festivals make diversity and simultaneity so visible as <strong>Sziget</strong>. Every stage, every tent, every artistic space tells its own story often unnoticed by those who look only at the main lineup.</p>



<p>Over the years, some critics have claimed the lineups have gradually lost part of that diversity, favoring pop and electronic music genres that are more viral and with greater appeal to a young, global audience. This is a superficial view that ignores the complexity of an event that strives to be both global and inclusive.</p>



<p><strong>Sziget</strong> is not just a music festival: it’s an ephemeral city, a collective experience that demands flexibility and adaptation. With thousands of participants from more than 100 nationalities, it’s only natural that it evolves with the times. Classic super-bands no longer frequent the festival circuit, opting instead for individual concerts or their own tours.</p>



<img width="1024" height="683" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/ljeAc8cg-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-7212" />



<p>Meanwhile, the younger generations, who make up most of the six-day audience, consume music differently, influenced by pop, social media virality, and new modes of cultural interaction. In this sense, booking more “mainstream” or electronic acts isn’t a loss of identity, but a strategic adaptation to remain relevant and attract audiences.</p>



<p>Still, reducing <strong>Sziget</strong> to this reading is simplistic. It’s reductive and often lazy to analyze the festival (as some mainstream publications do) by focusing solely on the Main Stage. Between concerts, there’s an abundance of activity: performances, interactive installations, exhibitions, talks, and sensory experiences that fill every corner of the island. Every artistic intervention, every tent or creative space is an opportunity for discovery and these parallel experiences are as memorable as the main concerts. Ignoring them means missing the festival’s essence at once chaotic, well organized, and infinitely diverse.</p>



<img width="1024" height="682" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/xLdvA0Vg-1024x682.jpeg" alt="" class="wp-image-7213" />



<p><strong>Sziget</strong> is, in this sense, a living organism. It blends tradition and innovation, massive shared moments with personal discoveries. Even as it adapts lineups to today’s tastes, it maintains the promise of cultural diversity and simultaneity that made it unique. Every visitor whether just walking between stages or stumbling into an art installation is invited to embrace the unpredictable, to feel part of a global community that, for a few days, challenges borders, expectations, and routines.</p>



<p><strong>Musical Eclecticism</strong> will also publish an article with the main highlights for each day.</p>



<h6><br>Photos by Sziget.</h6>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Review] Sziget 2025 (PT)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubdate>Wed, 13 Aug 2025 23:14:00 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Festivals]]></category>
		<category><![CDATA[Reviews]]></category>
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		<category><![CDATA[Review Sziget]]></category>
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					<description><![CDATA[Sim, o Sziget é mesmo uma experiência para a vida. O Ecletismo Musical esteve entre 6 e 11 de agosto a acompanhar o Festival Sziget, em Budapeste, como International Press e partilha aqui um resumo do que vivenciou. Há eventos que vão muito além de um simples cartaz. O Sziget é um desses raros espaços]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Sim, o Sziget é mesmo uma experiência para a vida.</h4>



<h4>O <strong>Ecletismo Musica</strong>l esteve entre <strong>6 e 11 de agosto</strong> a acompanhar o <strong><a href="https://www.instagram.com/szigetofficial/">Festival Sziget</a></strong>, em Budapeste, como <em><strong>International Press</strong> </em>e partilha aqui um resumo do que vivenciou.</h4>



<p>Há eventos que vão muito além de um simples cartaz. O <strong>Sziget</strong> é um desses raros espaços onde a música serve apenas de ponto de partida. Cada passo na ilha é uma nova porta para experiências artísticas, encontros improváveis e uma sensação difícil de traduzir: durante alguns dias, vivemos numa cidade paralela que respira arte e liberdade.</p>



<p>No coração do Danúbio, a Ilha Óbuda transforma-se num imenso palco, reunindo centenas de concertos, performances, instalações, circo e experiências sensoriais. É uma celebração sem fronteiras, do rock à eletrónica, do jazz ao hip hop, do folk ao pop, passando pela música clássica e tradicional, tudo em simultâneo, tudo em harmonia apesar da sua aparente desconexão e<strong> durante 24h por dia.</strong> Não existe um género dominante, ainda que, haja quem se fique pelo palco principal para ver os nomes grandes da Pop atual, mas sim um diálogo contínuo entre linguagens e culturas. No fundo, existe Ecletismo!</p>



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<p>Apesar do Sziget ocupar cerca de <strong>76 hectares</strong>, o equivalente a <strong>760 mil metros quadrados</strong>, é muito relevante o cuidado com o detalhe, a planificação do espaço, os muitos apontamentos de arte e de integração com o ambiente (florestal) que transformam a &#8220;Island of freedom&#8221; verdadeiramente num local especial.</p>



<p>Para o <strong>Musical Eclecticism</strong>, o Sziget é a metáfora perfeita: diversidade sem receios, descoberta como instinto natural e uma curadoria que desafia a ideia de que é preciso escolher apenas um caminho. Ali, podemos ser muitos. Podemos ouvir, absorver, refletir e regressar diferentes.</p>



<p>Mais do que um festival, o <strong>Sziget</strong> é (ainda) uma utopia temporária. Talvez por isso, quando a ilha se despede, o que levamos não é apenas a memória dos concertos, mas a certeza reconfortante de que este pequeno mundo paralelo existe para nos lembrar que a arte (e a vida) é um espaço onde todos cabem.</p>



<img width="700" height="524" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/lGAB-XuA-e1755191834150.jpg" alt="" class="wp-image-7200" />



<p>Durante seis dias, ergue-se uma cidade efémera que contraria as vozes que, em tantas partes do mundo, pregam o isolamento e o medo do outro. No Sziget, línguas misturam-se naturalmente, roupas tornam-se declarações de liberdade e a música serve de pretexto para criar pontes onde outros preferem levantar muros.</p>



<p>Por isso, o papel de eventos culturais como este é vital: lembrar que, no essencial, as pessoas são iguais, ainda que, felizmente, todas diferentes.</p>



<p>Entre milhares de desconhecidos que rapidamente se tornam cúmplices, a programação é tão diversa quanto a multidão que a vive. Aqui, a liberdade é quase uma religião silenciosa.</p>



<p>No fundo, o Sziget é o reflexo do que acreditamos: a música não precisa de fronteiras, precisa de encontros.</p>



<img width="700" height="466" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/xRloUYzA-e1755191879330.jpeg" alt="" class="wp-image-7201" />



<p>Em 2025, <strong>416 mil pessoas</strong> partilharam este espaço sem violência, sem tensão, sem <em>hate</em>, sem repressão. Apenas a energia de um convívio saudável e a alegria simples de viver. Ali, não importa a origem, a cultura, a orientação sexual ou religiosa. O que conta é estar presente, ouvir, dançar, olhar nos olhos e reconhecer no outro um reflexo de si próprio.</p>



<p>Claro que o Sziget de hoje não é o mesmo dos primórdios, quando, em 1993, dois jovens húngaros (numa Hungria a sair de um período de transição política e económica, após o fim do regime comunista) criaram a “ilha dos estudantes” com um espírito totalmente comunitário.</p>



<p>Atualmente, durante seis dias de “Island of Freedom”, a Ilha Óbuda é também uma super engrenagem comercial, onde grandes marcas apresentam bares e stands visualmente muito apelativos (alguns com DJs) e <em>food trucks</em> de várias partes do mundo coexistem com os palcos e experiências artísticas.</p>



<img width="700" height="933" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/IMG_7820.jpg" alt="" class="wp-image-7203" srcset="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/IMG_7820.jpg 700w, https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/IMG_7820-225x300.jpg 225w, https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/IMG_7820-9x12.jpg 9w" />Sunrise @Sziget



<p>O Festival adaptou-se aos tempos e à forma como, para muitos, estes eventos são momentos de entretenimento e consumo. A grande diferença entre este Festival e outros, é que, apesar disso, o espírito que se vive, o espaço em que o Festival está localizado e a diversidade presente, permitem manter, ainda assim, parcialmente vivo o espírito inicial de partilha e comunidade.</p>



<p>O público é variado: desde quem passa os seis dias acampado (seja num campismo quase selvagem, a poucos metros dos palcos, ou em zonas de <em>glamping</em> mais tranquilas), provenientes de muitos países, com ingleses, franceses e italianos muito representados, até quem vai apenas para um dia (uma parte significativa dos muitos milhares de húngaros presentes).</p>



<p>Não há muitos festivais em que a diversidade e a simultaneidade de acontecimentos seja tão evidente como no <strong>Sziget</strong>. Cada palco, cada tenda, cada espaço de intervenção artística parece contar uma história própria, muitas vezes ignorada por quem olha apenas para os cartazes principais. </p>



<p>Ao longo dos anos, algumas críticas têm apontado que os cartazes do festival foram gradualmente perdendo parte dessa diversidade, privilegiando a pop e a música eletrónica, géneros mais virais e com maior potencial de atingir o público jovem e global. É uma leitura superficial, que ignora a complexidade de um evento que se pretende global e inclusivo.</p>



<p>O <strong>Sziget</strong> não é apenas um festival de concertos: é uma cidade efémera, uma experiência coletiva que exige flexibilidade e adaptação. Com milhares de participantes de mais de 100 nacionalidades, é natural que acompanhe os tempos. As super bandas clássicas deixaram de estar presentes nos circuitos de festivais, optando por concertos individuais ou tours próprias. </p>



<img width="1024" height="683" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/ljeAc8cg-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-7212" />



<p>Ao mesmo tempo, as gerações mais jovens, que constituem a maior parte do público dos seis dias, consomem música de forma diferente, influenciadas pela pop, pela <em>viralidade</em> das redes sociais e por novos modos de interação cultural. Nesse sentido, a aposta em nomes mais “<em>mainstream</em>” ou eletrónicos não é uma perda de identidade, mas uma adaptação estratégica para manter relevância e fluxo de público.</p>



<p>No entanto, reduzir o Sziget a esta leitura é simplista. É redutor e, muitas vezes, preguiçoso analisar o festival (como fazem alguns órgãos de comunicação <em>mainstream</em>), focando-se exclusivamente no Main Stage. Entre concertos, há uma multiplicidade de acontecimentos: performances, instalações interativas, exposições, palestras e experiências sensoriais que ocupam todos os cantos da ilha. Cada intervenção artística, cada tenda ou espaço de criação é uma oportunidade de descoberta, e essas experiências paralelas são tão marcantes quanto os concertos principais. Ignorá-las é perder a essência do festival, que é simultaneamente caótico, organizado, e infinitamente diverso.</p>



<img width="1024" height="682" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/08/xLdvA0Vg-1024x682.jpeg" alt="" class="wp-image-7213" />



<p>O Sziget é, por isso, um organismo vivo. Ele mistura tradição e inovação, experiências massivas com descobertas individuais. É um festival que, mesmo quando adapta os cartazes ao gosto e consumo atual, mantém a promessa de diversidade e de simultaneidade cultural que o tornou único. Cada visitante, mesmo que apenas caminhe entre palcos ou passe por uma instalação artística, é convidado a experienciar o imprevisível, a sentir-se parte de uma comunidade global que, por uns dias, desafia fronteiras, expectativas e rotinas.</p>



<p>O Ecletismo Musical fará igualmente um artigo com os principais destaques por dia.</p>



<p><br></p>



<p></p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Review] David Fonseca &#8211; Radio Gemini</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ecletismo Musical]]></dc:creator>
		<pubdate>Wed, 01 Aug 2018 08:58:56 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[david fonseca]]></category>
		<category><![CDATA[new album]]></category>
		<category><![CDATA[Radio Gemini]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>
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					<description><![CDATA[Num tempo de playlists e, em que, novos sons e artistas se sobrepõem em catadupa, numa constante luta pelos poucos minutos de atenção disponíveis para cada um, o novo álbum de David Fonseca &#8211; Radio Gemini &#8211; emerge enquanto peça única que justifica um audição &#8220;à antiga&#8221;. São 60 minutos de verdadeira criação artística, que]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone wp-image-2673" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2018/07/31747894_10156182972185132_4062632509001695232_n.jpg" alt="" width="356" height="356" srcset="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2018/07/31747894_10156182972185132_4062632509001695232_n.jpg 960w, https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2018/07/31747894_10156182972185132_4062632509001695232_n-150x150.jpg 150w, https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2018/07/31747894_10156182972185132_4062632509001695232_n-300x300.jpg 300w, https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2018/07/31747894_10156182972185132_4062632509001695232_n-768x768.jpg 768w" /></p>
<p>Num tempo de playlists e, em que, novos sons e artistas se sobrepõem em catadupa, numa constante luta pelos poucos minutos de atenção disponíveis para cada um, o novo álbum de <a href="http://www.facebook.com/davidfonsecamusic/"><strong>David Fonseca &#8211; Radio Gemini</strong></a> &#8211; emerge enquanto peça única que justifica um audição &#8220;à antiga&#8221;. São 60 minutos de verdadeira criação artística, que deverão, necessariamente, ser ouvidos integralmente e sem interrupções!</p>
<p>Dotado desde sempre de uma fina ironia (a forma como sempre se colocou na Pop sem ser &#8220;Pop&#8221;) e até laivos de anti vedeta (ou será timidez?), David consegue apresentar-nos nesta emissão de tudo um pouco, desde <em>jingles </em>e pequenos <em>interlúdios,</em> a fortíssimos <em>singles</em> radiofónicos, num (muito raro nos dias que correm) total de 21 faixas.</p>
<p>A maturidade artística que David (sim, é verdade, <strong>está a cumprir 20 anos de carreira</strong>!) apresenta nesta sua &#8220;emissão de Radio&#8221; permite afirmar que, em termos criativos, <strong>este é, até ao momento, o seu melhor álbum. </strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/18n4udHd6oM" width="360" height="215" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span style="width: 0px;overflow: hidden;line-height: 0" class="mce_SELRES_start"></span></iframe></p>
<p>Esta é uma emissão de Viagens, faixa a faixa, minuto a minuto, David vai percorrendo as influências e referências que foi acumulando ao longo dos anos, <strong>onde se nota o apego aos sintetizadores clássicos, a canções pop redondas e onde impera a procura da perfeição, mas também a vontade de experimentar, de inovar e, sobretudo, de construir uma sonoridade sempre diferente, mas sempre, sua.</strong></p>
<p>Não é  um álbum de baladas, não é um álbum Pop, não é um álbum de música alternativa. É uma emissão de rádio (futurística a reutilizar o melhor do passado) onde David tanto apresenta <strong>&#8220;Oh My Heart&#8221;</strong>, muito provavelmente a sua mais forte canção de sempre (e que, caso David fosse de outra nacionalidade podia estar nos tops mundiais de Verão), como apresenta uma faixa de Hip Hop,<strong> &#8220;Anyone can do it&#8221;, </strong>um dueto com<strong> Alice Wonder (que David conheceu via Instagram) em &#8220;Resist&#8221; </strong>ou uma mais ou menos incisiva crítica às canções Pop em<strong> &#8220;Blah-blah-blah&#8221;.</strong></p>
<p>Será um clássico daqui a alguns anos. Para já, será provavelmente ouvido por poucos para além dos <em>singles</em>, o que, infelizmente, retirará algum do reconhecimento imediato que merecia enquanto álbum.</p>
<p><iframe src="https://open.spotify.com/embed/album/0KeKGUzR9wYfKSoedXe3pQ" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>]]></content:encoded>
					
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		<title>[Review] Leon Bridges &#8211; Good Thing (2018)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubdate>Sat, 19 May 2018 16:49:03 +0000</pubdate>
				<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[Leon Bridges]]></category>
		<category><![CDATA[new album]]></category>
		<category><![CDATA[new music]]></category>
		<category><![CDATA[review]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois do que Leon Bridges tinha feito no seu álbum de estreia &#8211; «Coming Home» (2015), a expectativa para o sempre delicado segundo álbum era grande. Três anos se passaram até que chega «Good Thing», o segundo álbum de um dos mais promissores nomes do soul/R&#38;B atual. Leon Bridges prova com este trabalho que a]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1691" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2018/05/268x0w.jpg" alt="" width="268" height="268" srcset="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2018/05/268x0w.jpg 268w, https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2018/05/268x0w-150x150.jpg 150w" /></p>
<p>Depois do que <a href="http://www.leonbridges.com"><strong>Leon Bridges</strong></a> tinha feito no seu álbum de estreia &#8211; «Coming Home» (2015), a expectativa para o sempre delicado segundo álbum era grande.</p>
<p>Três anos se passaram até que chega <strong>«Good Thing»</strong>, o segundo álbum de um dos mais promissores nomes do soul/R&amp;B atual.</p>
<p><a href="http://www.leonbridges.com"><strong>Leon Bridges</strong></a> prova com este trabalho que a música boa não tem nem género, nem idade e que um jovem de 29 anos pode apresentar 34 minutos de puro talento, com arranjos extremamente bem cuidados e com os clássicos do soul/R&amp;B a serem sempre magistralmente chamados para a festa, através da estrutura musical e universo criativo deste jovem talento.</p>
<p>Criar um atual e próprio, a partir de uma base musical clássica, não é tarefa para todos e <a href="http://www.leonbridges.com"><strong>Leon Bridges</strong></a> consegue fazê-lo sempre de forma cuidada, detalhista e deslumbrante.</p>
<p>O disco tem momentos dançantes a fazer lembrar as loucas noites <em>funk</em> dos anos 70 e tem a melancolia, o amor e a doce decadência da década de 50. <strong>Wonder, Gaye, Cooke ou Redding</strong> estarão certamente orgulhosos!</p>
<p><iframe src="https://open.spotify.com/embed/album/7J9fifadXb0PPSBWXctbi8" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>]]></content:encoded>
					
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