{"id":1108,"date":"2004-11-29T20:00:00","date_gmt":"2004-11-29T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ecletismomusical.pt\/o-regresso-do-ultimo-grande-artista\/"},"modified":"2004-11-29T20:00:00","modified_gmt":"2004-11-29T20:00:00","slug":"o-regresso-do-ultimo-grande-artista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/en\/o-regresso-do-ultimo-grande-artista\/","title":{"rendered":"O regresso do \u00faltimo grande artista&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><img style=\"width: 211px;height: 211px\" src=\"http:\/\/www.fnac.pt\/images\/catalogo\/discos\/g\/724387547520.jpg\" \/><br \/>\n<br \/><a href=\"http:\/\/www.jorgepalma.web.pt\/\"><span style=\"font-weight: bold\">Norte<\/span><\/a> &#8211; Jorge Palma<br \/>\n<br \/><img src=\"http:\/\/images-eu.amazon.com\/images\/G\/02\/detail\/stars-5-0.gif\" \/><\/p>\n<div style=\"text-align: justify\">O Natal de 2004, ficar\u00e1 para sempre ligado ao momento em que o \u00faltimo grande artista portugu\u00eas desmistificou a ideia de que os grandes g\u00e9nios dependem de subst\u00e2ncias psicotr\u00f3picas para criarem e que sem elas o seu g\u00e9nio criador desvanece dr\u00e1stricamente.<\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify\">Este <span style=\"font-weight: bold\">\u00abNorte\u00bb<\/span> foi, nas palavras do pr\u00f3prio, o primeiro \u00e1lbum produzido de forma totalmente s\u00f3bria. O M\u00fasico disse em v\u00e1rias entrevistas, que este \u00e1lbum foi produzido num curto espa\u00e7o de tempo, poucos meses depois de ter ultrapassado (felizmente) a sua adi\u00e7\u00e3o ao \u00e1lcool. N\u00e3o tendo negado que passou por uma fase em que receou chegar \u00e0 conclus\u00e3o de que s\u00f3 poderia criar num estado alterado de consci\u00eancia, o que, para enorme contentamento de todos quantos admiram o artista, n\u00e3o se veio a confirmar. J\u00e1 que, este \u00abNorte\u00bb \u00e9 um grande \u00e1lbum de Jorge Palma e ser\u00e1 certamente um dos que ficar\u00e1 na hist\u00f3ria da m\u00fasica portuguesa, mesmo que, possa n\u00e3o vir a ter a exposi\u00e7\u00e3o e reconhecimento p\u00fablico de outros registos anteriores, claramente inferiores enquanto \u00e1lbum.<\/p>\n<p>Do \u00e1lbum fazem parte 13 novas can\u00e7\u00f5es e ainda 2 trechos jazz\u00edsticos escondidos no final do alinhamento. Num trabalho bastante equilibrado, torna-se d\u00edficil destacar alumas das faixas, mas pode-se dizer que <span style=\"font-weight: bold\">\u00abPasseio dos Prod\u00edgios\u00bb; \u00abOptimista c\u00e9ptico\u00bb; \u00abOs demitidos\u00bb; \u00abTama-ra\u00bb<\/span> and <span style=\"font-weight: bold\">\u00abValsa de um homem carente\u00bb<\/span> t\u00eam tudo para se transformarem em cl\u00e1ssicos.<br \/>\n<br \/>Destaque ainda para o poema de <span style=\"font-weight: bold\">Al Berto &#8211; \u00abAcordar tarde\u00bb <\/span> que na interpreta\u00e7\u00e3o de Jorge Palma, ganhou uma nova dimens\u00e3o e uma diferente abordagem.<\/p>\n<p><span style=\"font-style: italic\"><span style=\"font-weight: bold\">Acordar tarde<\/span><\/p>\n<p>tocas as flores murchas que algu\u00e9m te ofereceu<br \/>\n<br \/>quando o rio parou de correr e a noite<br \/>\n<br \/>foi t\u00e3o luminosa quanto a mota que falhou<br \/>\n<br \/>a curva &#8211; e o servi\u00e7o postal n\u00e3o funcionou<br \/>\n<br \/>no dia seguinte<\/p>\n<p>procuras \u00e1vido aquilo que o mar n\u00e3o devorou<br \/>\n<br \/>e passas a l\u00edngua na cola dos selos lambidos<br \/>\n<br \/>por assassinos &#8211; e a tua m\u00e3o segurando a faca<br \/>\n<br \/>cujo gume possui a fatalidade do sangue contaminado<br \/>\n<br \/>dos amantes ocasionais &#8211; nada a fazer<\/p>\n<p>ir\u00e1s sozinho vida dentro<br \/>\n<br \/>os bra\u00e7os estendidos como se entrasses na \u00e1gua<br \/>\n<br \/>o corpo num arco de pedra tenso simulando<br \/>\n<br \/>a casa<br \/>\n<br \/>onde me abrigo do mortal brilho do meio-dia<\/p>\n<p>Al Berto <\/span><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Norte &#8211; Jorge Palma O Natal de 2004, ficar\u00e1 para sempre ligado ao momento em que o \u00faltimo grande artista portugu\u00eas desmistificou a ideia de que os grandes g\u00e9nios dependem de subst\u00e2ncias psicotr\u00f3picas para criarem e que sem elas o seu g\u00e9nio criador desvanece dr\u00e1stricamente. 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