{"id":8040,"date":"2025-11-10T20:46:14","date_gmt":"2025-11-10T20:46:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/?p=8040"},"modified":"2025-11-10T20:53:15","modified_gmt":"2025-11-10T20:53:15","slug":"entrevista-marcia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/en\/entrevista-marcia\/","title":{"rendered":"[Entrevista] M\u00e1rcia"},"content":{"rendered":"<h5><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/marcia__ig\/\">M\u00e1rcia<\/a> sempre escreveu a partir de dentro: primeiro em imagens, depois em palavra nua, sempre com uma delicadeza firme que n\u00e3o evita a inquieta\u00e7\u00e3o. Nesta entrevista com o Ecletismo Musical, fala do in\u00edcio inesperado de uma can\u00e7\u00e3o que a marcou, da arte como forma de sobreviv\u00eancia emocional e da import\u00e2ncia de criar no seu pr\u00f3prio tempo. <\/h5>\n\n\n\n<h5>Uma voz que n\u00e3o procura provar nada, apenas chegar \u00e0 maturidade de dizer o que \u00e9 verdadeiro. Para ver e ouvir no dia 19 de novembro, no CCB, em Lisboa, num concerto especial que contar\u00e1 com a presen\u00e7a de Catarina Salinas, S\u00e9rgio Godinho e Jorge Palma. <\/h5>\n\n\n\n<p><strong>Ecletismo Musical (EM):<\/strong> <strong>Come\u00e7aste a carreira a solo com &#8220;A Pele Que H\u00e1 em Mim&#8221;. Como foi crescer como artista \u00e0 sombra de algo que chegou t\u00e3o cedo e t\u00e3o fundo, e que, ainda hoje, \u00e9 o teu tema mais reconhecido?<\/strong><br><strong><br>M\u00e1rcia:<\/strong> \u00c9 de facto o meu tema mais conhecido. Lembro-me bem de pensar, quando o compus, que n\u00e3o queria mostr\u00e1-lo a ningu\u00e9m. Tinha vergonha e achava que era uma can\u00e7\u00e3o pouco forte,&nbsp;comparando com o que eu conhecia de m\u00fasica. Isso fez-me aprender muito, e deu-me v\u00e1rias li\u00e7\u00f5es; primeiro, que nunca saberemos o mist\u00e9rio que est\u00e1&nbsp;por tr\u00e1s de um sucesso. E depois; n\u00e3o devemos ser t\u00e3o r\u00e1pidos a dizer que n\u00e3o somos suficientes, ou que n\u00e3o fazemos algo suficientemente bom. Devemos fazer o que nos \u00e9 fulcral fazer, e deixar que as coisas assumam a sua import\u00e2ncia e o seu lugar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe width=\"900\" height=\"506\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LrNz37uc7kc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p><br><strong>EM: &#8220;Sei l\u00e1 de onde venho&#8221; (Sei L\u00e1, Ana M\u00e1rcia, 2025) \u00e9 uma procura ou uma liberta\u00e7\u00e3o da necessidade de saber?<br><\/strong><br><strong>M\u00e1rcia: <\/strong>Creio que \u00e9 uma procura que come\u00e7a no in\u00edcio da can\u00e7\u00e3o e se satisfaz logo no refr\u00e3o,&nbsp;porque se revela a resposta ali. A magia da m\u00fasica&nbsp;\u00e9 essa; as can\u00e7\u00f5es parecem escrever-se em resultado quase de um di\u00e1logo&nbsp;interno, onde sabemos sempre mais do que aquilo que julgamos saber. Uma especie de dialogo&nbsp;com o Divino. &nbsp;<br>De modo que, para mim, uma can\u00e7\u00e3o \u00e9 uma revela\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EM: Nos primeiros discos descrevias-te atrav\u00e9s de imagens, met\u00e1foras, paisagens interiores. Neste, parece que deixas as imagens e ficas nua nas palavras. O que tornou isso poss\u00edvel agora?<\/strong><br><strong><br>M\u00e1rcia:<\/strong> Em algumas can\u00e7\u00f5es passei a ser mais directa, sinto que esse momento aconteceu nitidamente h\u00e1 10 anos, quando escrevi o meu disco Quarto&nbsp;Crescente (2015). A sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a \u00e9 o que permite falar de coisas inseguras, falar de medo s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel desde um lugar bem protegido, e por a\u00ed fora. Acredito que a idade, ou a experi\u00eancia&nbsp;e as pessoas de quem me rodeio, trazem esse tipo de confian\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe width=\"900\" height=\"506\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3JERP279NXg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p><strong>EM: A tua m\u00fasica tem um tempo pr\u00f3prio, mais lento, mais respirado, num mundo que exige rapidez. A tranquilidade com que cantas \u00e9 algo que nasceste com, ou \u00e9 algo que foste aprendendo como forma de sobreviver?<\/strong><br><strong><br>M\u00e1rcia:<\/strong> A tranquilidade com que canto n\u00e3o \u00e9, maioritariamente, a mesma com que vivo. Infelizmente o ritmo acelerado est\u00e1 a tomar conta das nossas vidas mesmo que n\u00e3o queiramos, por uma quest\u00e3o muito relacionada com o prop\u00f3sito do trabalho. H\u00e1 um excesso de produtividade e n\u00e3o sei se saberemos resistir a isso. Espero que sim.&nbsp;<br>A Arte vive outro&nbsp;tempo e imp\u00f5e esse tempo sadio. Faz-me sentir muito bem. N\u00e3o sou&nbsp;tranquila por dentro, diria at\u00e9 que sou bastante ansiosa, mas sei de muitas situa\u00e7\u00f5es em que cantei para me acalmar a mim pr\u00f3pria. At\u00e9 arrisco dizer que foi por isso que comecei a cantar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EM: Como lidas com a velocidade do mundo e a forma como atualmente se consome m\u00fasica? A falta de &#8220;tempo&#8221; para conhecer a obra na sua integralidade \u00e9 algo que te incomoda, desilude ou motiva?<\/strong><br><strong><br>M\u00e1rcia: <\/strong>A falta de tempo \u00e9 uma ideia a que estamos a aderir. Mas n\u00e3o \u00e9 real.&nbsp; Creio que se combate com a insist\u00eancia de p\u00f4r as m\u00e3os na terra, nas tintas, na massa, &#8211; no sentido literal. Temos de voltar ao anal\u00f3gico e sentir mais as coisas, em vez de as pensar tanto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe width=\"900\" height=\"506\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HYWe3Hc4btU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p><strong>EM:<\/strong> <strong>A prop\u00f3sito, qual consideras ser o \u00abestado d\u2019arte\u00bb da m\u00fasica feita em Portugal?<\/strong><br><strong><br>M\u00e1rcia: <\/strong>Cada um faz a m\u00fasica&nbsp;que quer, n\u00e3o tenho absolutamente nada a dizer. Se n\u00e3o gosto, n\u00e3o oi\u00e7o. Espero que fa\u00e7am&nbsp;exatamente o mesmo com a minha m\u00fasica. N\u00e3o vou criticar m\u00fasicos&nbsp;de cuja motiva\u00e7\u00e3o para criar eu n\u00e3o sei nada.&nbsp;<br><strong><br>EM: A tua escrita parece querer consolar, mas tamb\u00e9m inquietar. Achas que a arte tem esse dever duplo: cuidar e desassossegar? Como vives a tua Voz p\u00fablica no mundo que vivemos?&nbsp;<\/strong><br><strong><br>M\u00e1rcia: <\/strong>A Arte n\u00e3o tem dever nenhum. A minha voz p\u00fablica&nbsp;h\u00e1-de esfor\u00e7ar-se para dizer isso e para teimar na ideia de que n\u00e3o h\u00e1 necessidade nenhuma de criar Arte se n\u00e3o tivermos nada para dizer. A Arte \u00e9 express\u00e3o humana, \u00e9 quase uma forma de sobreviv\u00eancia emocional. Um di\u00e1logo&nbsp;com Deus s\u00f3 se tem quando precisamos conversar. Se n\u00e3o \u00e9 preciso, n\u00e3o vale a pena fazer. Se o fazemos, n\u00e3o \u00e9 por que nos deve alguma coisa.&nbsp;<br>Devemos ser gratos a esta enorme capacidade humana que \u00e9 a criatividade. Quanto mais a trabalharmos, mais feliz ser\u00e3o as pessoas, as sociedades, e o mundo em geral. O Mal tem menos espa\u00e7o para se instalar em mentes criativas, que pensam e que constroem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EM: Quando a can\u00e7\u00e3o \u00e9 muito \u00edntima, h\u00e1 medo de que seja demasiado tua,ou confias que a intimidade, quando \u00e9 verdadeira, \u00e9 universal?<\/strong><br><strong><br>M\u00e1rcia:<\/strong> Acredito que a intimidade de cada um \u00e9 bastante universal. Logo, se eu for honesta, ela vai encontrar-se com os outros e gerar algum conforto. Gosto de pensar que a minha musica aquieta, que \u00e9 confort\u00e1vel. Gosto de ser um conforto para os outros.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe width=\"900\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WqFR_s3G0R0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p><strong>EM: Que nomes colocarias no teu \u201cFestival Ideal\u201d? (Vivos ou n\u00e3o)<\/strong><br><strong><br>M\u00e1rcia:<\/strong> Lou Reed, Prince, GNR, Sade Adu, Joni Mitchell, Led Zepplin, Cat Power, Rosalia, Stromae, Nick Cave e ainda &#8212;&nbsp; Sting, num palco bem recatado, para que cantasse todos os lados B do Soul Cages, que sei que nunca poderei ouvir ao vivo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EM: Se tivesses de identificar os 5 melhores \u00e1lbuns de sempre (ou os que mais te influenciaram), qual era a tua escolha? E porqu\u00ea?<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00e1rcia:<\/strong><br><strong><br>Tracy Chapman&nbsp;&#8211; Fast Car<\/strong><\/p>\n\n\n\n<img width=\"200\" height=\"200\" src=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/R-1090619-1287159357.jpeg-1916463615-e1762774530516.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8045\" \/>\n\n\n\n<p>Foi o \u00e1lbum com que aprendi a tocar guitarra, ouvi-o muito e comecei a tocar s\u00f3 para poder cantar as m\u00fasicas. Sem Tracy Chapman eu n\u00e3o seria guitarrista.<br><br><strong>Jeff Buckley &#8211; GRACE <\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/71qzCdJUwzL._SL1066_-3072245778-1024x1017.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7937\" width=\"192\" height=\"191\" \/><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se consegue medir o lugar da m\u00fasica&nbsp;que nos entra em determinada idade, com determinadas dores. Foi o caso do Jeff Buckley. Sinto que aprendi muito sobre m\u00fasica, composi\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o, voz e coros com este disco. E aprende-se sobre dor e d\u00favida, tamb\u00e9m. Entrou, entranhou-se. Nunca mais saiu.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Joni Mitchell &#8211; Travelogue<\/strong><\/p>\n\n\n\n<img width=\"200\" height=\"200\" src=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/51YIdxnw6yL._SY355_-717416807-e1762774769645.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8046\" \/>\n\n\n\n<p>Um disco que sempre me trouxe muita paz.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Martin Luke Brown &#8211; To be a Man<\/strong><\/p>\n\n\n\n<img width=\"200\" height=\"199\" src=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/martin-e1762774948476.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8047\" \/>\n\n\n\n<p>Um rapaz novo que adoro. Ele \u00e9 maravilhoso e To be a Man \u00e9 das can\u00e7\u00f5es mais&nbsp;lindas que j\u00e1 ouvi.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bonnie Prince Billy &#8211; The letting go<\/strong><\/p>\n\n\n\n<img width=\"200\" height=\"200\" src=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/LmpwZWc-1967002413-e1762785578805.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8058\" \/>\n\n\n\n<p>Um \u00e1lbum que me acompanhou em 2007, quando vivi meio ano em Fran\u00e7a. \u00c9 um disco muito m\u00e1gico, e tem uns arranjos muito&nbsp;&nbsp;&nbsp;em conformidade com a voz e a composi\u00e7\u00e3o das can\u00e7\u00f5es. \u00c9 um disco&nbsp;lind\u00edssimo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EM:<\/strong> <strong>O dia 19 no CCB aproxima-se. Como imaginas esse concerto? E depois dele, onde te v\u00eas a caminhar nos pr\u00f3ximos meses?<\/strong><br><br><strong>M\u00e1rcia:<\/strong> Imagino que seja muito especial, imagino-me feliz e espero&nbsp;estar relaxada ao fim da primeira&nbsp;can\u00e7\u00e3o, para poder desfrutar bem dessa noite \u00fanica e da presen\u00e7a dos meus convidados&nbsp;magn\u00edficos. &#8211; Catarina Salinas, Jorge Palma e S\u00e9rgio Godinho.&nbsp;<br>A seguir&nbsp;tenho planos muito espec\u00edficos, uma vez que vou lan\u00e7ar um vinho, e inaugurar a minha primeira exposi\u00e7\u00e3o de Pintura e Artes Pl\u00e1sticas, a 29 de Novembro, em Bai\u00e3o. S\u00e3o planos muito animadores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<img width=\"700\" height=\"907\" src=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MARCIA_CCB_12052025_3-740x960-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8049\" srcset=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MARCIA_CCB_12052025_3-740x960-1.jpg 700w, https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MARCIA_CCB_12052025_3-740x960-1-232x300.jpg 232w, https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MARCIA_CCB_12052025_3-740x960-1-9x12.jpg 9w\" \/>\n\n\n\n<p>Foto Capa: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/estellevalentephotography\/\">@estellevalentephotography<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e1rcia sempre escreveu a partir de dentro: primeiro em imagens, depois em palavra nua, sempre com uma delicadeza firme que n\u00e3o evita a inquieta\u00e7\u00e3o. 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