{"id":8175,"date":"2025-11-21T13:29:33","date_gmt":"2025-11-21T13:29:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/?p=8175"},"modified":"2025-11-21T13:43:04","modified_gmt":"2025-11-21T13:43:04","slug":"worth-listening-to-lachado-barriga-aos-gritos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/en\/worth-listening-to-lachado-barriga-aos-gritos\/","title":{"rendered":"[Worth Listening to] Lachado &#8211; Barriga aos Gritos"},"content":{"rendered":"<p>Foram precisos quatro anos at\u00e9 que <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/lachado_\/\">Lachado<\/a> chegasse a este momento e escrevesse, com um misto de al\u00edvio e tremor, que finalmente lan\u00e7a o seu primeiro \u00e1lbum. Essa confiss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um detalhe de promo\u00e7\u00e3o: \u00e9 a chave de leitura de <em>Barriga aos Gritos<\/em>. Mais do que um alinhamento de can\u00e7\u00f5es, o disco apresenta-se como uma esp\u00e9cie de di\u00e1rio sonoro, treze momentos sobre a vida que foram guardados, reescritos, testados e, muitas vezes, registados \u00e0 primeira intui\u00e7\u00e3o, tal como surgiram: crus, urgentes, honestos, como o pr\u00f3prio fez quest\u00e3o de sublinhar.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/lachado_\/\">Lachado<\/a> surge com \u201cBarriga aos Gritos\u201d, o seu \u00e1lbum de estreia, como voz de quem escuta o corpo que fala quando a cabe\u00e7a j\u00e1 n\u00e3o consegue. O alter ego musical de <strong>David Pinto<\/strong>, natural dos vales do Douro e moldado entre a ruralidade e a urg\u00eancia da cidade, revela-nos um \u00e1lbum carregado de imagens buc\u00f3licas, tradi\u00e7\u00e3o e uma modernidade sempre presente nos detalhes. <\/p>\n\n\n\n<p>Quando escreve <em>\u201cO setlist est\u00e1 finalmente aqui. Hoje partilho convosco o nome das can\u00e7\u00f5es que me acompanharam nos \u00faltimos tempos e que v\u00e3o ser parte do meu \u00e1lbum. Can\u00e7\u00f5es que nasceram de d\u00favidas, de desamores, can\u00e7\u00f5es que s\u00e3o hist\u00f3rias. O \u00e1lbum chega em Novembro\u201d<\/em>, est\u00e1 a dizer, na pr\u00e1tica, que este disco foi vivido antes de ser planeado. \u00c9 o contr\u00e1rio de uma folha em branco: s\u00e3o can\u00e7\u00f5es que foram companhia antes de serem alinhamento.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/2i2QbLLV1O70FpSYHvymdu?si=tfpJy6i0SLO1lJYBkHz7jQ&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s dos singles que foi revelando ao longo de 2025 e j\u00e1 destacados<a href=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/en\/worth-listening-to-lachado\/\"> aqui no Ecletismo Musical<\/a>, j\u00e1 sab\u00edamos que n\u00e3o vinha para encaixar em r\u00f3tulos f\u00e1ceis. \u201cIrrequieto\u201d apresentou-o como contador de hist\u00f3rias inquietas, com raiz buc\u00f3lica e olhar para l\u00e1 das escarpas da terra natal; \u201cBarriga aos Gritos\u201d trouxe a urg\u00eancia de quem sente demais num mundo que anda depressa demais; \u201cTodas as Meninas\u201d mostrou a delicadeza nocturna de quem faz de um quadro no Cercal do Alentejo uma can\u00e7\u00e3o; \u201cAi Ai Ai\u201d acrescentou um lado mais directo, quase refr\u00e3o de desabafo, sem medo da vulnerabilidade. <\/p>\n\n\n\n<p>No fim, o que fica deste \u00e1lbum de estreia \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de que a tal \u201cbarriga aos gritos\u201d n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dele. \u00c9 nossa tamb\u00e9m. \u00c9 o corpo a dizer que j\u00e1 chega de cumprir tudo o que nos pedem, de tentar ser todas as vers\u00f5es poss\u00edveis de n\u00f3s mesmos ao mesmo tempo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foram precisos quatro anos at\u00e9 que Lachado chegasse a este momento e escrevesse, com um misto de al\u00edvio e tremor, que finalmente lan\u00e7a o seu primeiro \u00e1lbum. 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