{"id":8237,"date":"2025-12-02T17:13:17","date_gmt":"2025-12-02T17:13:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/?p=8237"},"modified":"2025-12-02T18:34:42","modified_gmt":"2025-12-02T18:34:42","slug":"entrevista-mimicat","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/en\/entrevista-mimicat\/","title":{"rendered":"[Entrevista] Mimicat"},"content":{"rendered":"<h5>Mimicat, nascida Marisa Mena, atravessou v\u00e1rios nomes art\u00edsticos e fases at\u00e9 encontrar uma voz que realmente lhe pertence. Hoje, com uma identidade consolidada, assume-se sem pudores: combina alma, teatro, sinceridade e m\u00fasica numa persona que pulsa autenticidade. Na sua hist\u00f3ria cabem sonhos, dores transformadas em can\u00e7\u00f5es, escolhas firmes e a coragem de continuar, mesmo quando o mundo parecia ignor\u00e1-la. Nesta conversa, fala de evolu\u00e7\u00e3o, de vulnerabilidade, de amor-pr\u00f3prio, de luta e de arte como acto de verdade.<\/h5>\n\n\n\n<p><strong>Ecletismo Musical: Mudaste de nome, de estilo e at\u00e9 de persona v\u00e1rias vezes. Achas que a tua evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 a hist\u00f3ria de algu\u00e9m que foi descobrindo quem era ou a de algu\u00e9m que se foi escondendo do que j\u00e1 sabia?<\/strong><br><br><strong>Mimicat:<\/strong> Sinto que, na verdade, como Mimicat nunca mudei de nome. Canto desde muito pequenina e fui usando nomes que derivavam do meu nome real, Marisa Mena: na inf\u00e2ncia fui \u201cIsa\u201d, depois \u201cLu\u00edsa Mena\u201d, mas nunca me identifiquei com esse tipo de nome art\u00edstico. Quando criei a Mimicat e assumi essa <em>persona<\/em>, percebi que quem subia ao palco era sempre a mesma pessoa, o que mudou foi o estilo, visualmente e musicalmente. <br><br>Acho importante diversificar o que se faz. H\u00e1 muitos artistas que mant\u00eam as ra\u00edzes e, ao mesmo tempo, reinventam-se, como a Rosal\u00eda representa hoje em dia. Foi isso que fui fazendo: descobrindo novos caminhos na m\u00fasica, explorando coisas que nem sabia que ia gostar, e que me abriram portas. Essa evolu\u00e7\u00e3o pareceu-me sempre bastante natural.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe width=\"900\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ph_bSL7pomc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p><strong>EM: Disseste que durante anos te sentiste rejeitada e que pensaste em desistir. Quando a m\u00fasica parecia j\u00e1 n\u00e3o te querer, o que ficou a arder em ti: o (\u201cAi\u201d) cora\u00e7\u00e3o, o medo, a promessa ou a raiva de desistir?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mimicat: <\/strong>Senti-me amargurada porque h\u00e1 uma gest\u00e3o de expectativas que ningu\u00e9m te ensina a fazer. E no primeiro disco tive a sorte de ter uma estrutura de sonho para qualquer artista. Tinha uma boa ag\u00eancia, tinha uma \u00f3tima editora tinha, na verdade, tudo o que \u00e9 o teoricamente correto para dar certo.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 que depois as coisas n\u00e3o s\u00e3o bem assim, porque h\u00e1 uma data de fatores externos a isso: a m\u00fasica, as letras, as melodias. Tamb\u00e9m depende da forma como te comunicas e da forma como as pessoas se identificam contigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda por cima numa altura em que o mercado mudou radicalmente e a m\u00fasica que eu fazia em ingl\u00eas deixou de conseguir chegar \u00e0s pessoas. E ao contr\u00e1rio do que acontece hoje, na altura as r\u00e1dios eram o principal ve\u00edculo de divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje em dia, as coisas s\u00e3o um bocadinho diferentes mas quando isso aconteceu, tu tens essa expectativa de: ok, isto vai correr bem, vai acontecer e depois as coisas n\u00e3o acontecem como estavas \u00e0 espera e como toda a gente estava \u00e0 espera, h\u00e1 um grande balde de \u00e1gua fria e ningu\u00e9m te prepara para isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando isso acontece, d\u00f3i. Surge revolta. Surge amargura. Continuamos a trabalhar com uma dedica\u00e7\u00e3o brutal, \u00e9 um esfor\u00e7o sobre-humano para fazer as coisas acontecerem e tens muita gente envolvida que empenha tanto esfor\u00e7o quanto tu. <\/p>\n\n\n\n<p>Depois as coisas n\u00e3o acontecem e ficas a questionar se o problema \u00e9s tu, e que, talvez nunca v\u00e1 ter sucesso e queres desistir porque n\u00e3o te apetece estares-te a esfor\u00e7ar tanto para uma coisa que depois n\u00e3o resulta.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso gerou momentos de raiva. Mas a \u201cAi Cora\u00e7\u00e3o\u201d nasceu de um lugar bonito e positivo, n\u00e3o de raiva.  Quando finalmente mudei de perspetiva \u2014 prestes a ser m\u00e3e do meu primeiro filho \u2014 escrevi a can\u00e7\u00e3o \u201cTudo ao Ar\u201d. Conclu\u00ed que esse tipo de sentimentos deixam-nos presos; n\u00e3o nos levam a lado nenhum.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe width=\"900\" height=\"506\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HYfkxX4PFyw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Na verdade, \u00e9 continuares a fazer m\u00fasica pelo motivo certo, que \u00e9: tu gostas de fazer m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 algo que te transcende e n\u00e3o consegues desistir porque a m\u00fasica fala mais alto que tu: essa tua veia art\u00edstica e criativa. E sou acima de tudo uma criativa. Ent\u00e3o n\u00e3o consegues negar essa natureza por mais que fa\u00e7as outras coisas.<\/p>\n\n\n\n<p> Eu aceitei isso e fiquei muito em paz e a &#8220;Ai cora\u00e7\u00e3o&#8221; veio de um lugar muito bonito, muito de paz e muito de alegria, tanto que eu costumo dizer que o momento do festival da can\u00e7\u00e3o e, n\u00e3o estou a falar da vit\u00f3ria, mas sim de fazer os arranjos para a can\u00e7\u00e3o, de fazer os ensaios, de participar com os outros colegas, de ver a alegria que rondava aquele evento, foi um dos momentos mais bonitos da minha vida.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe width=\"900\" height=\"506\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gPBOABHt8nY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p><strong>EM: A tua voz tem uma for\u00e7a teatral, quase de personagem. A teatralidade \u00e9 para ti um disfarce ou uma lente? Sentes que s\u00f3 cantando consegues dizer certas verdades?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mimicat:<\/strong> Recentemente tenho feito teatro, e de facto tenho uma <em>persona <\/em>muito musical, muito teatral. Sendo que acho que \u00e9 uma coisa a meu favor e n\u00e3o contra, porque ajuda-me a contar as hist\u00f3rias de outra forma. <\/p>\n\n\n\n<p>Com a voz tamb\u00e9m se contam hist\u00f3rias. E se a minha tem isso, acaba por me ajudar a contar coisas que eu de facto de outra forma n\u00e3o conseguiria.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia a dia n\u00e3o sou t\u00e3o intensa a falar como sou no palco, onde tamb\u00e9m sou atriz. Diria que n\u00f3s andamos ali taco a taco, nuns momentos sou eu e noutros  \u00e9 &#8220;a outra&#8221; como costumo dizer, mas acho que quem me quiser conhecer \u00e9 ouvir a minha m\u00fasica e ver-me em palco.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EM: Tens m\u00fasicas que s\u00e3o quase confessionais, como \u201cPeito\u201d. Achas que a vulnerabilidade, para ti \u00e9 um ponto de partida ou um lugar a que regressas quando o mundo se torna ru\u00eddo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mimicat:<\/strong> A vulnerabilidade para mim \u00e9 uma arma, no contrassenso que isso \u00e9. Acho que qualquer artista que seja honesto e sincero \u00e9 obrigatoriamente vulner\u00e1vel por natureza. <\/p>\n\n\n\n<p>E esse \u00e9 um superpoder porque todas as pessoas sentem essa vulnerabilidade e \u00e9 isso que nos torna humanos. Um artista que n\u00e3o seja vulner\u00e1vel \u00e9 uma m\u00e1quina, n\u00e3o \u00e9 um humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe sempre vulnerabilidade, at\u00e9 quanto est\u00e1s a cantar mensagens de for\u00e7a e quando s\u00e3o m\u00fasicas mais fortes essa vulnerabilidade existe sempre l\u00e1 no fundo. Claro que, depois nas can\u00e7\u00f5es mais intimistas, nota-se mais porque a voz fica mais despida, mais fr\u00e1gil mas, fragilidade para mim n\u00e3o \u00e9 sin\u00f3nimo de vulnerabilidade na m\u00fasica. <\/p>\n\n\n\n<p>A vulnerabilidade para mim \u00e9 mesmo honestidade.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe width=\"900\" height=\"506\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bZMKDCwVoeQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p><strong>EM: Cantas o amor quase como se fosse um espelho partido, mas raramente h\u00e1 vitimiza\u00e7\u00e3o nas tuas letras. Achas que a ironia \u00e9 a tua forma mais \u00edntima de ternura, ou \u00e9 o escudo que se tornou pele?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mimicat:<\/strong> Olha, boa pergunta. Raramente me ponho num lugar de v\u00edtima, porque de facto n\u00e3o me n\u00e3o me revejo no papel de v\u00edtima. Tive o cora\u00e7\u00e3o partido uma vez e nunca mais soube o que o que \u00e9 essa sensa\u00e7\u00e3o de abandono e de cora\u00e7\u00e3o partido, felizmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho uma rela\u00e7\u00e3o muito est\u00e1vel e embora tenha os seus altos e baixos, como qualquer rela\u00e7\u00e3o est\u00e1vel, o sofrimento \u00e9 diferente e a ironia para mim, e esta coisa, de n\u00e3o n\u00e3o me tornar uma v\u00edtima, \u00e9 porque de facto n\u00e3o permito que isso aconte\u00e7a e acho que isso vem de um lugar de amor pr\u00f3prio que estou a tentar passar nas minhas mensagens. <\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, as minhas letras v\u00eam deste lugar de amor pr\u00f3prio e de autovaloriza\u00e7\u00e3o, de no\u00e7\u00e3o de valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Gostava que muitas mulheres, mulheres e homens, mas que muita gente tivesse, porque h\u00e1 pilares na cultura, at\u00e9 mais se calhar na portuguesa e em culturas latinas, de falta de valoriza\u00e7\u00e3o da mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o s\u00f3 a partir de fora. Acho que \u00e0s vezes come\u00e7a ali dentro. Agora n\u00e3o tanto, porque isso est\u00e1 a mudar muito com as gera\u00e7\u00f5es mais recentes, mas ainda na minha gera\u00e7\u00e3o, h\u00e1 muitas mulheres que n\u00e3o sabem o seu valor porque quase n\u00e3o s\u00e3o ensinadas. <\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s quando crescemos n\u00e3o somos muito ensinadas a saber o nosso valor e a dar o valor necess\u00e1rio a n\u00f3s pr\u00f3prias. Felizmente a minha m\u00e3e criou-me de uma forma diferente, embora ela tamb\u00e9m sofresse desse mal. Portanto nunca duvidei do valor que tenho enquanto pessoa e nem deixo que me fa\u00e7am sentir assim.<\/p>\n\n\n\n<p>Se me fazem sentir assim e se percebo que deixei: eu viro a mesa, como costumo dizer. Eu digo, eu falo, o que pode ser problem\u00e1tico. Mas acho que isso vem muito desse lugar de amor pr\u00f3prio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EM: Passaste anos entre trabalhos \u201cnormais\u201d e o palco. H\u00e1 quem diga que em Portugal se paga caro por ser aut\u00eantico. O que \u00e9 que tu pagaste por s\u00ea-lo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mimicat:<\/strong> O trabalho normal foi, maioritariamente, o mesmo durante quase 15 anos, como consultora imobili\u00e1ria que foi um trabalho que eu adorei fazer. Era um trabalho que me fazia muito feliz e que felizmente me pagava as contas e que, al\u00e9m disso, me deu a liberdade de poder criar a m\u00fasica que eu quisesse criar sem nenhum tipo de restri\u00e7\u00e3o ou de obriga\u00e7\u00e3o de fazer coisas que n\u00e3o queria fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca quis cantar em bares, nunca quis cantar em casamentos e em eventos, podia t\u00ea-lo feito e fiz durante alguns anos enquanto estava a estudar na faculdade, mas rapidamente percebi que n\u00e3o era aquilo que eu queria fazer e que aquilo n\u00e3o me fazia minimamente feliz, porque precisava de cantar as minhas coisas. <\/p>\n\n\n\n<p>E acabei por escolher ter outro trabalho, para poder criar aquilo que quisesse criar com essa liberdade. Portanto o que me deu foi a liberdade, na verdade, n\u00e3o perdi nada, s\u00f3 ganhei mais liberdade criativa.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe width=\"900\" height=\"506\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0bPVMVgicm8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p><strong>EM: Imagina que um Mecenas te dava capital ilimitado e liberdade total. O que farias na M\u00fasica?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mimicat:<\/strong> Ai, sei l\u00e1, Ia fazer projetos megal\u00f3manos! Gostava muito de fazer de fazer concertos com orquestra. Gostava de ter bailarinos sempre nos concertos, portanto gostava de fazer produ\u00e7\u00f5es musicais para os meus concertos.<\/p>\n\n\n\n<p>E isso claro que envolve muito dinheiro e s\u00e3o custos muito grandes e em Portugal n\u00e3o h\u00e1 grande budget para fazer nada, muito menos produ\u00e7\u00f5es desse g\u00e9nero, mas sim, faria assim coisas megal\u00f3manas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EM: A prop\u00f3sito, qual consideras ser o \u00abestado d\u2019arte\u00bb da m\u00fasica feita em Portugal?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mimicat: <\/strong>Dadas as circunst\u00e2ncias econ\u00f3micas de um pa\u00eds que n\u00e3o apoia minimamente a cultura, Portugal \u00e9 um mar de talento e n\u00f3s temos artistas antigos e jovens a criarem sempre. Portanto n\u00f3s somos um pa\u00eds de criativos, somos mesmo os desenrascados da Europa, fazemos muito com muito pouco, o que \u00e9 triste, por um lado, porque dev\u00edamos ter mais apoio para criar, sendo n\u00f3s um pa\u00eds com tanta gente a criar. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas, por outro lado, s\u00f3 mostra o qu\u00e3o talentosos n\u00f3s somos. Mas gostava que, de facto, a arte fosse mais apoiada e que que houvesse espa\u00e7o para n\u00e3o ter projetos s\u00f3 comerciais, e para que os projetos mais alternativos que n\u00e3o v\u00e3o para uma esfera de p\u00fablico t\u00e3o abrangente, ou projetos que tenham um p\u00fablico mais de nicho ou de palcos mais pequenos pudessem ter os apoios que merecem.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe width=\"900\" height=\"506\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_Z4k_tsHFBs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p><strong>EM: &nbsp;Que nomes colocavas no teu \u201cFestival Ideal\u201d? (Vivos ou n\u00e3o)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mimicat:<\/strong> Acho que fazia uma miscel\u00e2nea. Ray Charles, Ella Fitzgerald, Jamie Cullum, Olivia Dean, Raye, Carlos Pai\u00e3o. E n\u00e3o sei se colocaria os Queen porque ultimamente tenho ouvido mais um bocadinho de Queen. Mas colocaria assim uma miscel\u00e2nea de g\u00eaneros de gente muito teatral e muito musicais, porque acho que \u00e9 muito divertido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EM: Se tivesses de identificar os 5 melhores \u00e1lbuns de sempre (ou os que mais te influenciaram), qual era a tua escolha? E porqu\u00ea?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Beautiful Human &#8211; Jill Scott<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<img width=\"200\" height=\"200\" src=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Beautifully-human-4042007839-e1764686697571.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8239\" \/>\n\n\n\n<p>Foi um dos \u00e1lbuns que mais me influenciou e quando descobri o Soul RnB na minha vida. Aprendi muito com esse disco e descobri que era um caminho que eu gostava de explorar. Estava habituada a ouvir coisas mais Old School de Soul anos 60\/70 e depois descobri aquele caminho mais moderno que ainda n\u00e3o conhecia da mistura do hip-pop.<\/p>\n\n\n\n<p><strong> Best Of &#8211; Ella Fitzgerald<\/strong><\/p>\n\n\n\n<img width=\"200\" height=\"197\" src=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MS05MDAyLmpwZWc-474074518-e1764686769310.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8240\" \/>\n\n\n\n<p>Tentava ouvir as can\u00e7\u00f5es e imitar as linhas m\u00f3dicas e os improvisos que ela fazia e acho que foi a\u00ed que comecei a perceber a linguagem do Jazz.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Moment &#8211; Jamie Cullum<\/strong><\/p>\n\n\n\n<img width=\"200\" height=\"200\" src=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MC02MzQ5LmpwZWc-2310768543-e1764686853714.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8241\" \/>\n\n\n\n<p>Tinha ali muitas can\u00e7\u00f5es que me agarraram logo, sendo que uma delas ainda ou\u00e7o muito hoje em dia que se chama &#8220;When I Get Famous&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Black to Black &#8211; Amy Winehouse<\/strong><\/p>\n\n\n\n<img width=\"200\" height=\"200\" src=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/R-993128-1504353503-2417-e1764686915120.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8242\" \/>\n\n\n\n<p><strong>21 &#8211; Adele<\/strong><\/p>\n\n\n\n<img width=\"200\" height=\"200\" src=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/NS03Mjk4LnBuZw-2130247800-e1764687000286.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8244\" \/>\n\n\n\n<p>Acho que lhe roubei muita coisa. Portanto entre estas vozes todas que falei, o Back to Black e o 21, acho que compus a minha voz e que percebi que era por ali.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EM: Quais s\u00e3o os teus planos para os pr\u00f3ximos meses? Por onde ir\u00e1s andar? O que ir\u00e1s lan\u00e7ar?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mimicat: <\/strong>Neste momento estou a fazer a pequena sereia no gelo que \u00e9 um espet\u00e1culo musical com uma produ\u00e7\u00e3o gigantesca. \u00c9 vassalador! Um espet\u00e1culo muito detalhado que exigiu muito, mas que \u00e9 altamente enriquecedor, n\u00e3o s\u00f3 pelo ambiente de talento que me envolve, mas tamb\u00e9m por aquilo que exigiu de descoberta. Eu amo fazer Teatro musical! <\/p>\n\n\n\n<p>No final de janeiro, irei lan\u00e7ar uma m\u00fasica com uma artista que admiro muito e de quem gosto muito. Tinha feito esta can\u00e7\u00e3o a pensar nela, portanto ia ter de acontecer s\u00f3 com aquela pessoa!<\/p>\n\n\n\n<p>Depois a partir da\u00ed irei lan\u00e7ar mais can\u00e7\u00f5es minhas e entretanto acontecer\u00e3o os concertos. E \u00e9 isso vamos estar a\u00ed a criar para depois p\u00f4r tudo em palco.&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mimicat, nascida Marisa Mena, atravessou v\u00e1rios nomes art\u00edsticos e fases at\u00e9 encontrar uma voz que realmente lhe pertence. Hoje, com uma identidade consolidada, assume-se sem pudores: combina alma, teatro, sinceridade e m\u00fasica numa persona que pulsa autenticidade. 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