{"id":8370,"date":"2025-12-16T12:44:26","date_gmt":"2025-12-16T12:44:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/?p=8370"},"modified":"2025-12-16T12:55:38","modified_gmt":"2025-12-16T12:55:38","slug":"interview-bia-caboz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/en\/interview-bia-caboz\/","title":{"rendered":"[Interview] Bia Caboz"},"content":{"rendered":"<h5>Entre a Madeira e o mundo, <strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/biacaboz\/\">Bia Caboz<\/a><\/strong> tem vindo a construir um percurso musical que parte da tradi\u00e7\u00e3o do Fado para encontrar novas formas de express\u00e3o e chegar a p\u00fablicos que, muitas vezes, nunca tiveram contacto com o g\u00e9nero. Desde o orgulho em ressignificar o seu apelido familiar e transformar essa hist\u00f3ria em identidade, passando pela necessidade de reinventar o Fado sem perder a sua ess\u00eancia, Bia fala-nos nesta entrevista, com franqueza e autenticidade, sobre a sua intui\u00e7\u00e3o criativa, a rela\u00e7\u00e3o com o sucesso e as expectativas externas, demonstrando sempre, a vontade de fazer a sua m\u00fasica viver em palco e al\u00e9m-fronteiras. Fiquem a conhecer melhor o mundo de Bia Caboz.<\/h5>\n\n\n\n<p><strong>Ecletismo Musical (EM): Cresceste na Madeira, viveste fases em que a m\u00fasica parecia inst\u00e1vel, e depois decidiste abra\u00e7ar esse risco. Em que momento percebeste que essa instabilidade, geogr\u00e1fica, emocional, sonora deixaria de ser um obst\u00e1culo e passaria a ser mat\u00e9ria-prima da tua arte?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bia Caboz: <\/strong>Vim para o continente com apenas cinco anos, mas a Madeira nunca deixou de ser um lugar presente na minha vida. Passei a inf\u00e2ncia e a adolesc\u00eancia a regressar \u00e0 ilha nas f\u00e9rias, e a Madeira foi sempre sin\u00f3nimo de alegria, liberdade e inspira\u00e7\u00e3o.<br><br>Na realidade, s\u00f3 voltei a viver na Madeira aos 18 anos, e foi precisamente esse regresso que acabou por ser determinante no meu percurso art\u00edstico. Foi l\u00e1 que tive a oportunidade de criar o meu primeiro espet\u00e1culo e de o apresentar num grande palco. Isso dificilmente teria acontecido se estivesse a viver em Lisboa nessa altura, porque para subir a um palco dessa dimens\u00e3o seria necess\u00e1ria uma estrutura que eu ainda n\u00e3o tinha.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca senti a m\u00fasica como algo inst\u00e1vel do ponto de vista geogr\u00e1fico. Pelo contr\u00e1rio: foi exatamente por estar numa ilha, por ser uma artista regional, que tive oportunidades que muitas pessoas n\u00e3o t\u00eam em Lisboa. Aquilo que poderia ser visto como uma limita\u00e7\u00e3o acabou por ser essencial para o rigor que tenho hoje quando monto e subo a um palco.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EM: Carregas o apelido \u201cCaboz\u201d para o mundo e assumiste-o como bandeira. Esse apelido carrega mem\u00f3ria, passado, expectativas ou at\u00e9 estigmas. Que partes desse passado quiseste deixar para tr\u00e1s e que partes decidiste levar contigo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bia Caboz: <\/strong>Sempre tive muito orgulho no nome Caboz. O apelido vem do lado da fam\u00edlia da minha m\u00e3e. Quando era mais nova, sempre que algu\u00e9m dizia \u201cela \u00e9 Caboz\u201d, eu ficava vaidosa, sentia um enorme sentido de perten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Os meus av\u00f3s tiveram 13 filhos, 11 mulheres e 2 homens e passaram por muitas dificuldades. Durante muito tempo, o nome Caboz foi usado de forma pejorativa, e por isso algumas das minhas tias decidiram n\u00e3o o passar \u00e0s filhas. Havia o receio de que as novas gera\u00e7\u00f5es pudessem viver o mesmo que elas tinham vivido, embora o contexto j\u00e1 fosse outro.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando decidi usar Caboz como nome art\u00edstico, foi uma escolha consciente. \u00c9 um nome raro, carrega uma hist\u00f3ria familiar muito forte e vem do lado do meu av\u00f4, que tocava m\u00fasica de ouvido, sem forma\u00e7\u00e3o, mas com uma enorme intui\u00e7\u00e3o. Sinto que herdei essa rela\u00e7\u00e3o instintiva com a m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<p>No fundo, usar este nome \u00e9 uma forma de ressignificar essa hist\u00f3ria e de devolver orgulho a algo que durante muito tempo foi visto como um peso. \u00c9 levar comigo aquilo que importa e transformar o passado em identidade.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe width=\"900\" height=\"506\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RXI07FfWOKA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p><br><strong>EM: A tua ascens\u00e3o, das casas de fado tradicionais at\u00e9 \u00e0 fus\u00e3o com eletr\u00f3nica, rap e batidas afro-brasileiras\u00a0implicou rupturas de imagem, de estilo e de comunidade. Em que medida consideras que essa reinven\u00e7\u00e3o\u00a0foi um acto de liberdade, de ruptura com algo que amavas ou uma necessidade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bia Caboz:<\/strong> Na realidade, foi sobretudo uma necessidade. Uma necessidade de liberdade. Sempre vi o fado como um g\u00e9nero com um enorme potencial internacional, tal como o tango ou o flamenco, mas tamb\u00e9m como uma linguagem que pode chegar \u00e0s pessoas por diferentes caminhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Se n\u00e3o tens uma grande estrutura financeira para levar a m\u00fasica longe de uma forma, tens de encontrar outra. Eu tenho uma irm\u00e3 dez anos mais nova do que eu e sempre tive a certeza de que, se continuasse a cantar fado exatamente como o cantava nas casas tradicionais, dificilmente algu\u00e9m da idade dela iria escutar. A minha vontade de levar o fado mais longe passou por encontrar uma ponte com a sonoridade do tempo em que vivemos.<\/p>\n\n\n\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o nunca deixou de estar presente, e n\u00e3o excluo, no futuro, fazer um disco de fado tradicional. Mas naquele momento senti estagna\u00e7\u00e3o. Senti que tinha ido at\u00e9 ao limite do que precisava de aprender naquele universo. A partir dali, ficar seria mais repeti\u00e7\u00e3o do que descoberta.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma diferen\u00e7a entre preservar e estagnar. Eu precisava de continuar a crescer. Essa reinven\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi uma rejei\u00e7\u00e3o do que amava, mas uma forma de o manter vivo em mim e de lhe dar continuidade de outra maneira.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe width=\"900\" height=\"506\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QhGJ0EjW46I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p><br><strong>EM: Depois do enorme sucesso de \u201cSentir Saudade\u201d (com DJ Kura), \u201cFala-me a Verdade\u201d (com Piruka) e \u201cLei do Retorno\u201d (a solo), como sentes a press\u00e3o de querer repetir o \u00eaxito? A pr\u00f3xima m\u00fasica precisa corresponder a expectativas ou preferes que a m\u00fasica esteja sempre acima do sucesso, independentemente da recep\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bia Caboz: <\/strong>Nunca senti press\u00e3o para repetir um \u00eaxito, porque a minha rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica \u00e9 muito \u00edntima e muito protegida. Confio profundamente na minha intui\u00e7\u00e3o. Quando sinto que algo \u00e9 verdadeiro para mim, sei que esse \u00e9 o caminho e raramente preciso de valida\u00e7\u00e3o exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Acredito que a obra que deixamos \u00e9 aquilo que nos representa depois do nosso desencarne. Partindo dessa ideia, acho importante questionarmo-nos se aquilo que estamos a criar corresponde realmente a quem somos. De que serve deixar uma obra que n\u00e3o seja verdadeira, que exista apenas para agradar a terceiros ou para corresponder a expectativas externas?<\/p>\n\n\n\n<p>Quando pe\u00e7o opini\u00e3o, fa\u00e7o-o apenas em situa\u00e7\u00f5es muito espec\u00edficas. Neste \u00e1lbum, por exemplo, fiz um rap em que quis confirmar se a melodia e a letra eram cred\u00edveis dentro daquela linguagem. Enviei o tema ao Sam The Kid, que fez alguns apontamentos pontuais. Ajustei os lugares que ele identificou, voltei a enviar e quando ele me disse que n\u00e3o mudaria mais nada, tive a certeza de que aquele era o caminho certo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o crio a partir do sucesso, mas da necessidade de ser verdadeira. Quando uma can\u00e7\u00e3o chega a mais pessoas, muitas vezes \u00e9 porque toca algo universal, mas isso \u00e9 consequ\u00eancia, n\u00e3o ponto de partida.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois deste \u00e1lbum, sinto-me ainda mais livre. O meu maior rigor foi garantir que o \u201cEspiral\u201d representasse a minha verdade mais pura. Por isso, foi um disco produzido e escrito por mim do in\u00edcio ao fim, onde nada est\u00e1 l\u00e1 por acaso.<\/p>\n\n\n\n<p>Saber que essa verdade ficou eternizada d\u00e1-me tranquilidade para, a partir daqui, explorar outros caminhos, sempre sem corresponder a expectativas externas. Quem quiser encontrar a minha ess\u00eancia, ela est\u00e1 neste \u00e1lbum.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe width=\"900\" height=\"506\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9pi_PDoq-nk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p><br><strong>EM: A madrinha de fado que escolheste (a Ana Moura) parece ter-te\u00a0dado mais que conselhos: ofereceu-te um espelho de possibilidades. Que reflexos desse espelho ainda aceitas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bia Caboz: <\/strong>Vejo a Ana como algu\u00e9m que abriu caminhos onde antes s\u00f3 havia mato. Caminhos bel\u00edssimos, feitos com coragem. Mas cada artista precisa de abrir o seu. Eu n\u00e3o quero seguir o caminho que ela abriu, estou a abrir o meu, noutro sentido, noutra dire\u00e7\u00e3o. Como fizeram tamb\u00e9m outras grandes mulheres do fado, cada uma \u00e0 sua maneira.<\/p>\n\n\n\n<p>Os reflexos desse espelho que ainda aceito s\u00e3o a coragem, a integridade e a liberdade. O resto pertence ao meu pr\u00f3prio percurso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EM: Sucesso, streams, visibilidade, marketing, tudo isso pode ser uma prova de aceita\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m uma armadilha. Como rejeitas o risco de que a sinceridade se perca em nome do sucesso?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bia Caboz:<\/strong> Para mim, a sinceridade n\u00e3o \u00e9 algo que se negocie com o sucesso. \u00c9 o ponto de partida. N\u00e3o crio para corresponder a uma l\u00f3gica exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Os streams, a visibilidade e o marketing fazem parte do ecossistema atual da m\u00fasica e eu n\u00e3o os rejeito. Vejo-os como ferramentas que ajudam a obra a chegar \u00e0s pessoas e a levar o p\u00fablico at\u00e9 ao palco, que \u00e9 onde tudo se torna real. Mas nunca podem definir o conte\u00fado nem a dire\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O marketing, quando \u00e9 pensado a partir da pr\u00f3pria obra, pode ser uma extens\u00e3o criativa. O problema surge quando come\u00e7a a anteceder a m\u00fasica. No meu caso, a m\u00fasica vem sempre primeiro. Tudo o resto existe para a servir, n\u00e3o para a moldar.<\/p>\n\n\n\n<p>A forma como evito que a sinceridade se perca \u00e9 mantendo-me em movimento e n\u00e3o me fixando nos resultados. Celebro quando algo corre bem, mas n\u00e3o construo identidade a partir disso. Sei que o sucesso \u00e9 passageiro e que a \u00fanica coisa que permanece \u00e9 a verdade com que foi feito. \u00c9 esse crit\u00e9rio que guia as minhas decis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe width=\"900\" height=\"506\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Yxg08Cmp-9A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p><br><strong>EM: Imagina que um mecenas te concedesse capital ilimitado. O que farias na m\u00fasica?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bia Caboz: <\/strong>Se tivesse capital ilimitado, aceitava todos os convites l\u00e1 fora. Pegava num avi\u00e3o, ia produzir com DJs e produtores internacionais e usava essas colabora\u00e7\u00f5es como porta de entrada para festivais onde o fado raramente chega.<\/p>\n\n\n\n<p>Levaria uma melodia \u00fanica no mundo para palcos que n\u00e3o est\u00e3o \u00e0 espera dela. Misturava o fado com linguagens globais e deixava o choque acontecer. Acredito que basta algu\u00e9m ouvir essa melodia pela primeira vez para n\u00e3o a esquecer.<\/p>\n\n\n\n<p>E, a partir da\u00ed, criaria a minha pr\u00f3pria label. Um espa\u00e7o independente, pensado para dar estrutura, liberdade e justi\u00e7a \u00e0 cria\u00e7\u00e3o, sem f\u00f3rmulas nem concess\u00f5es. Um lugar onde a arte vem sempre antes do resto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EM: A prop\u00f3sito: qual consideras ser hoje o \u201cestado d&#8217;arte\u201d da m\u00fasica feita em Portugal?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bia Caboz: <\/strong>H\u00e1 cada vez mais artistas independentes a surgir e isso muda completamente o panorama da m\u00fasica em Portugal. \u00c9 um momento mais livre, mais diverso e em constante transforma\u00e7\u00e3o. Mesmo com alguma confus\u00e3o natural de um cen\u00e1rio em crescimento, sinto que a m\u00fasica portuguesa est\u00e1 viva e a evoluir.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe width=\"900\" height=\"506\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5NM4IBhWHz8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p><br><strong>EM: Que nomes incluir\u00edas no teu \u201cFestival Ideal\u201d? (vivos ou n\u00e3o)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bia Caboz: <\/strong>Provavelmente n\u00e3o seria um festival muito f\u00e1cil de vender. Mistura universos que n\u00e3o costumam estar no mesmo cartaz e isso podia confundir muita gente. Mas eu iria adorar estar l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palco Portugu\u00eas<\/strong><br>\u2022 Am\u00e1lia Rodrigues<br>\u2022 Ana Moura<br>\u2022 Luc\u00edlia do Carmo<br>\u2022 Herm\u00ednia Silva<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palco Internacional<\/strong><br>\u2022 Beyonc\u00e9<br>\u2022 Amy Winehouse<br>\u2022 RAYE<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palco Brasil<\/strong><br>\u2022 Alcione<br>\u2022 Zeca Pagodinho<br>\u2022 Mariana de Castro<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palco Eletr\u00f3nico<\/strong><br>\u2022 R\u00fcf\u00fcs Du Sol<br>\u2022 Bia Caboz<br>\u2022 Keinemusik<br>\u2022 Rivo<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EM: Se tivesses de escolher os cinco melhores \u00e1lbuns de sempre ou os que mais te influenciaram, quais seriam? E porqu\u00ea?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bia Caboz: <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Back to Black &#8211; Amy Winehouse<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/amy-1024x937.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8373\" width=\"222\" height=\"202\" \/><\/div>\n\n\n\n<p> <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Frank &#8211; Amy Winehouse<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/17869683095741018-3510558614-e1765887907852.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8374\" width=\"221\" height=\"197\" \/><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Foram fundamentais para mim. Foi com eles que descobri a minha voz, principalmente com um dvd que tinha dela live in London.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Divino Fado &#8211; Maria da F\u00e9<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/01677503381-2841733480-e1765888025137.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8375\" width=\"219\" height=\"219\" \/><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Quando comecei a cantar nas casas de fado, a Maria da F\u00e9 ofereceu-me o disco Divino Fado. Eu ouvia-o sempre no carro, a caminho do Sr.vinho quando ia trabalhar, e foi um \u00e1lbum muito importante nesse per\u00edodo de forma\u00e7\u00e3o e de liga\u00e7\u00e3o \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desfado &#8211; Ana Moura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/a603219a3ac81638d4b2db1c81b0d2b2.1000x1000x1-57286733-e1765888127757.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8377\" width=\"219\" height=\"219\" \/><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Da Ana Moura, tanto Desfado como Moura s\u00e3o discos lind\u00edssimos, pela coragem, pela eleg\u00e2ncia e pela forma como abrem novos caminhos dentro do fado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4 &#8211; Beyonc\u00e9<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/886979335820-58010037-e1765888192608.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8378\" width=\"217\" height=\"217\" \/><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Da Beyonc\u00e9, 4 e I Am\u2026 Sasha Fierce foram muito marcantes para mim, pela for\u00e7a, pela vis\u00e3o e pela presen\u00e7a art\u00edstica tamb\u00e9m tinha dvd e ficava realmente influenciada com a forma como ela monta um espet\u00e1culo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quintal do Zeca &#8211; Zeca Pagodinho <\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/853-2791555438-e1765888461298.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8380\" width=\"216\" height=\"216\" \/><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um disco cheio de parcerias com outros cantores sambistas e n\u00e3o s\u00f3 que est\u00e1 repleto que riqueza \u00e9 cultura brasileira, foi a\u00ed que descobri a Mariene de Castro!<\/p>\n\n\n\n<p>No fundo, s\u00e3o discos muito diferentes entre si, mas todos me influenciaram pela verdade, pela emo\u00e7\u00e3o e pela personalidade art\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>EM: Quais s\u00e3o os teus planos para os pr\u00f3ximos meses? Para onde vais, o que vais lan\u00e7ar?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bia Caboz: <\/strong>&#8220;Espiral&#8221; sai no in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano e abre um novo cap\u00edtulo no meu percurso. \u00c9 um disco pensado para ser vivido, sobretudo em palco, onde tudo ganha outra dimens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O que vem a\u00ed pede presen\u00e7a. Concertos intensos, momentos que n\u00e3o se explicam totalmente em grava\u00e7\u00e3o e uma energia que s\u00f3 faz sentido ao vivo. \u00c9 nesse lugar que este trabalho se revela por completo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sinto que o pr\u00f3ximo tempo \u00e9 de encontro. Quem quiser acompanhar, vai perceber rapidamente que isto n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sobre ouvir m\u00fasica \u00e9 sobre estar l\u00e1.<br><br>Foto: Ruben Branches<br>Agradecimentos: Bia Caboz, Amandha Monteiro<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre a Madeira e o mundo, Bia Caboz tem vindo a construir um percurso musical que parte da tradi\u00e7\u00e3o do Fado para encontrar novas formas de express\u00e3o e chegar a p\u00fablicos que, muitas vezes, nunca tiveram contacto com o g\u00e9nero. 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