{"id":8962,"date":"2026-03-15T10:49:00","date_gmt":"2026-03-15T10:49:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/?p=8962"},"modified":"2026-03-16T16:09:38","modified_gmt":"2026-03-16T16:09:38","slug":"new-single-james-blake-trying-times","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/en\/new-single-james-blake-trying-times\/","title":{"rendered":"[Album Review] James Blake &#8211; Trying Times"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/jamesblake\/\">James Blake<\/a> construiu ao longo dos anos um lugar muito particular na m\u00fasica contempor\u00e2nea: um territ\u00f3rio onde a electr\u00f3nica minimalista se encontra com o sil\u00eancio, onde o piano pesa tanto quanto os sintetizadores e onde a voz parece sempre suspensa entre a confiss\u00e3o e o eco. Em <em>Trying Times<\/em>, o seu s\u00e9timo \u00e1lbum de est\u00fadio, essa geografia emocional regressa mais n\u00edtida do que nunca, como se cada can\u00e7\u00e3o fosse uma pequena tentativa de compreender o mundo quando o mundo parece demasiado grande.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe width=\"900\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Jg6ngjH2tCc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Este disco surge tamb\u00e9m num momento simb\u00f3lico da carreira de Blake. \u00c9 o primeiro que publica totalmente de forma independente, atrav\u00e9s da sua pr\u00f3pria editora, depois de se afastar das grandes estruturas da ind\u00fastria musical. <\/p>\n\n\n\n<p>Musicalmente, <em>Trying Times<\/em> volta a ligar diferentes momentos da sua carreira. H\u00e1 ecos da electr\u00f3nica profunda dos primeiros anos, aquela pulsa\u00e7\u00e3o grave que parece nascer debaixo da m\u00fasica, mas tamb\u00e9m o lado mais humano do compositor que se senta ao piano e deixa a melodia respirar. Can\u00e7\u00f5es como \u201cDeath of Love\u201d mergulham numa atmosfera sombria, constru\u00edda sobre camadas de voz e sintetizadores que lembram as ra\u00edzes dubstep de Blake, enquanto outras, como \u201cI Had a Dream She Took My Hand\u201d abrem espa\u00e7o a uma inesperada leveza quase soul, com uma aura retro que parece chegada de outra d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/track\/7xQwfkendSD4V2MISvEhwR?si=72a4dea302b847c7&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Ao longo do disco aparecem pequenas colabora\u00e7\u00f5es que expandem o horizonte sonoro sem quebrar a intimidade do projeto. O rapper brit\u00e2nico Dave surge num dos momentos mais urbanos do \u00e1lbum e a cantora Monica Martin acrescenta uma delicadeza vocal que encaixa naturalmente no universo de Blake.<\/p>\n\n\n\n<p>Num tempo que parece cada vez mais ruidoso, James Blake continua a fazer aquilo que sempre fez melhor: criar espa\u00e7o para ouvir o que sentimos quando finalmente o mundo se cala.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/16tV8wTfqPyA6Cu5dwJJPc?si=Uae2fXqCQAyN2sKldGJ6Gg&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>James Blake construiu ao longo dos anos um lugar muito particular na m\u00fasica contempor\u00e2nea: um territ\u00f3rio onde a electr\u00f3nica minimalista se encontra com o sil\u00eancio, onde o piano pesa tanto quanto os sintetizadores e onde a voz parece sempre suspensa entre a confiss\u00e3o e o eco. 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