{"id":9474,"date":"2026-05-17T20:54:19","date_gmt":"2026-05-17T19:54:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/?p=9474"},"modified":"2026-05-17T16:26:00","modified_gmt":"2026-05-17T15:26:00","slug":"worth-listening-to-mariana-dionisio-leida-mythological-portraits","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ecletismomusical.pt\/en\/worth-listening-to-mariana-dionisio-leida-mythological-portraits\/","title":{"rendered":"[Worth Listening to] Mariana Dion\u00edsio, LEIDA &#8211; Mythological Portraits"},"content":{"rendered":"<p><em>Mythological Portraits<\/em>, o novo trabalho de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/mdiioniisiio\/\">Mariana Dion\u00edsio<\/a> e do ensemble vocal <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leidaensemble\/\">LEIDA<\/a> (composto por Leonor Arnaut, Beatriz Nunes, Filipa Franco, Nazar\u00e9 da Silva, Jo\u00e3o Neves, Hugo Henriques, Diogo Ferreira, Henrique Coelho e Beatriz Gomes. Participam ainda Jo\u00e3o Pereira, Bernardo Tinoco e Jo\u00e3o Carreiro), parece nascer de um espa\u00e7o inteiro. <\/p>\n\n\n\n<p>Editado pela Artway Editions, o disco apresenta LEIDA como \u201cum instrumento a 8 vozes\u201d, uma defini\u00e7\u00e3o que ajuda imediatamente a perceber que este projeto est\u00e1 muito longe da ideia tradicional de ensemble vocal. Aqui, a voz deixa de funcionar apenas como ve\u00edculo mel\u00f3dico ou narrativo. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe width=\"900\" height=\"506\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DtVipaqnMf4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p><em>Mythological Portraits<\/em> move-se constantemente entre composi\u00e7\u00e3o e apari\u00e7\u00e3o. Cada pe\u00e7a parece surgir lentamente do sil\u00eancio, como se estivesse a descobrir a pr\u00f3pria forma em tempo real. Mariana Dion\u00edsio constr\u00f3i o disco atrav\u00e9s de sistemas rigorosos de parametriza\u00e7\u00e3o e limita\u00e7\u00e3o, criando \u201csub-instrumentos\u201d internos onde improvisa\u00e7\u00e3o, gesto e estrutura coexistem em equil\u00edbrio delicado.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/0KtwL0bjb8ck9xnkNC2o9c?si=fpsFEu5wQ46qRt0f8uG3rQ&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Gravado entre a Igreja de Santa Clara de Vila do Conde e a Igreja Matriz de Loures, o disco absorve completamente os espa\u00e7os onde foi captado. O eco, a profundidade, a suspens\u00e3o do ar e o tempo natural da reverbera\u00e7\u00e3o tornam-se parte integrante da composi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o estamos apenas a ouvir m\u00fasica dentro de uma igreja; estamos a ouvir m\u00fasica moldada pela pr\u00f3pria arquitetura.<\/p>\n\n\n\n<p>As vozes surgem e desaparecem como figuras difusas dentro de uma n\u00e9voa ac\u00fastica. H\u00e1 momentos em que LEIDA soa como ensemble contempor\u00e2neo, outros em que parece coro ancestral, organismo vivo ou at\u00e9 fen\u00f3meno natural imposs\u00edvel de localizar totalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>No fundo, este \u00e9 um disco que n\u00e3o pede apenas escuta. Pede imers\u00e3o. E talvez a sua maior for\u00e7a esteja precisamente a\u00ed: na capacidade rara de fazer a m\u00fasica soar n\u00e3o como algo que est\u00e1 simplesmente a acontecer\u2026mas como algo que habita verdadeiramente o espa\u00e7o \u00e0 nossa volta, que obriga a entrar para um universo paralelo, entre o belo e a claustrofobia de quem lhe tenta sobreviver, e que, a todo o instante tem vozes na sua cabe\u00e7a com que n\u00e3o sabe lidar.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mythological Portraits, o novo trabalho de Mariana Dion\u00edsio e do ensemble vocal LEIDA (composto por Leonor Arnaut, Beatriz Nunes, Filipa Franco, Nazar\u00e9 da Silva, Jo\u00e3o Neves, Hugo Henriques, Diogo Ferreira, Henrique Coelho e Beatriz Gomes. Participam ainda Jo\u00e3o Pereira, Bernardo Tinoco e Jo\u00e3o Carreiro), parece nascer de um espa\u00e7o inteiro. 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