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		<title>[New Single]  MXGPU &#8211; the hush</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 09:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
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					<description><![CDATA[Moullinex e GPU Panic já tinham percorrido muito caminho juntos antes de MXGPU passar a ser um nome próprio. Depois de “Sudden Light”, álbum de estreia lançado em 2025, o projeto entrou este ano numa espécie de aceleração. “tree of life”, “feel the flood” e “rio” foram mostrando uma linguagem progressivamente mais física, direta e]]></description>
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<p><a href="https://www.instagram.com/moullinex/">Moullinex</a> e <a href="https://www.instagram.com/gpupanic/">GPU Panic</a> já tinham percorrido muito caminho juntos antes de <a href="https://www.instagram.com/mxgpu/">MXGPU</a> passar a ser um nome próprio. Depois de “Sudden Light”, álbum de estreia lançado em 2025, o projeto entrou este ano numa espécie de aceleração. “tree of life”, “feel the flood” e “rio” foram mostrando uma linguagem progressivamente mais física, direta e próxima da pista, antes da chegada de “the hush”, novo lançamento que parece levar essa transformação um pouco mais longe.</p>



<p>Há uma contradição interessante num tema chamado “the hush” que pouco parece interessado no silêncio. A pulsação é insistente, o movimento quase inevitável e a construção vive dessa repetição que, na música eletrónica, deixa progressivamente de ser repetição para se transformar em estado. </p>



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<p>Os MXGPU sempre tiveram essa capacidade de colocar uma dimensão humana dentro da eletrónica. Por baixo das máquinas, sintetizadores, baixos e sequências existe frequentemente uma procura de ligação, vulnerabilidade e transformação. “the hush” mantém essa ideia, mas parece retirar-lhe algumas palavras. Há menos necessidade de explicar e mais vontade de deixar o corpo compreender primeiro.</p>



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</div>



<p>E talvez seja essa diferença que torne especialmente interessante a presença dos MXGPU amanhã no Festival BONS SONS. O projeto chega ao Palco António Variações poucas semanas depois deste lançamento e num momento em que parece estar a redefinir novamente a própria identidade.</p>



<p>Num festival construído dentro de uma aldeia, onde durante alguns dias ruas, largos e casas passam a pertencer também à música, haverá algo particularmente apropriado em ver MXGPU tentar fazer desaparecer a fronteira entre palco e público.</p>
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		<title>[New Single] DMA&#8217;S &#8211; Windows</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 15:32:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
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					<description><![CDATA[Os DMA’S regressam com “Windows”, o quinto avanço do quinto álbum de estúdio do trio australiano. O novo disco, simplesmente intitulado DMA’S, será editado a 21 de agosto. “Windows” surge já perto do final do alinhamento e traduz bem a procura por uma abordagem mais direta. Depois de quatro discos e de uma evolução que]]></description>
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<p>Os <a href="https://www.instagram.com/dmasmusic/">DMA’S</a> regressam com “Windows”, o quinto avanço do quinto álbum de estúdio do trio australiano. O novo disco, simplesmente intitulado <em>DMA’S</em>, será editado a 21 de agosto.</p>



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</div>



<p>“Windows” surge já perto do final do alinhamento e traduz bem a procura por uma abordagem mais direta. Depois de quatro discos e de uma evolução que levou os DMA’S para territórios mais eletrónicos, o trio parece agora interessado em recuperar alguma espontaneidade. Não se trata de regressar ao início, mas de perceber o que continua essencial na identidade do grupo.</p>



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</div>



<p>A interpretação de O’Dell é particularmente importante. Há nela uma fragilidade que não parece ter sido excessivamente corrigida, o que encaixa na própria filosofia do novo álbum. Os DMA’S assumiram para este disco uma preferência pela autenticidade em relação à perfeição e “Windows” parece beneficiar dessa decisão. A voz soa próxima e humana, como se conservar o primeiro impulso fosse mais importante do que eliminar todas as imperfeições.</p>
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		<title>[Live Version] Marlon Funaki &#8211; When Sunday Comes Around (Live at Howl’Bound)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 10:50:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
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					<description><![CDATA[Marlon Funaki regressa a &#8220;When Sunday Comes Around&#8221; numa interpretação gravada ao vivo no Howl’Bound. O músico californiano tem construído uma identidade entre o rock psicadélico, a soul e o indie. Aprendeu sozinho a tocar vários instrumentos e começou por gravar no estúdio improvisado que montou em casa. Editada originalmente em 2022, &#8220;When Sunday Comes]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="https://www.instagram.com/marlonfunaki/">Marlon Funaki</a> regressa a &#8220;When Sunday Comes Around&#8221; numa interpretação gravada ao vivo no Howl’Bound. O músico californiano tem construído uma identidade entre o rock psicadélico, a soul e o indie. Aprendeu sozinho a tocar vários instrumentos e começou por gravar no estúdio improvisado que montou em casa.</p>



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</div>



<p>Editada originalmente em 2022, &#8220;When Sunday Comes Around&#8221; integra <em>Monterey Village</em>, o primeiro álbum de Marlon Funaki. A versão gravada no Howl’Bound devolve a música ao espaço onde Funaki parece sentir-se mais confortável: a interpretação ao vivo. </p>



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</div>



<p>Esta nova interpretação surge numa fase de crescimento para Marlon Funaki. Depois de construir o seu percurso através de edições independentes e concertos promovidos pelo próprio, o músico assinou com a Warner Records e lançou o EP <em>Half Moon</em> em 2026.</p>
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		<title>[Worth Listening to] bby &#8211; Change</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 08:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
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					<description><![CDATA[Os bby, formados em Londres em 2023, apresentam o single “Change”. A faixa já aparecia nos alinhamentos dos concertos antes da edição oficial, incluindo uma atuação realizada em Southampton em março. A canção foi, portanto, apresentada primeiro como parte da linguagem ao vivo dos bby. O próprio título parece adequado a esse processo. Mudar pode]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os <a href="https://www.instagram.com/bbytheband/">bby</a>, formados em Londres em 2023, apresentam o single “Change”. A faixa já aparecia nos alinhamentos dos concertos antes da edição oficial, incluindo uma atuação realizada em Southampton em março. A canção foi, portanto, apresentada primeiro como parte da linguagem ao vivo dos bby.</p>



<p>O próprio título parece adequado a esse processo. Mudar pode significar abandonar uma versão anterior de nós próprios. A transformação raramente acontece através de um único momento. Normalmente instala-se devagar, enquanto continuamos a repetir os mesmos gestos. Só mais tarde percebemos que aquilo que parecia familiar já se tornou outra coisa.</p>



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</div>



<p>Há uma diferença importante entre querer mudar e conseguir fazê-lo. A primeira decisão pode nascer de uma frase ou de uma promessa. A segunda exige tempo, desconforto e a capacidade de reconhecer aquilo que já não funciona.</p>



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</div>



<p>Depois dos álbuns <em>1</em> e <em>i just want next year to be better</em>, “Change” apresenta um novo momento no percurso dos bby. A discografia já atravessa indie rock, pop alternativa e experiências menos fáceis de classificar.</p>



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		<title>[Worth Listening to] Maglore &#8211; Sonho Real &#038; Raio de Sol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 17:05:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Maglore regressam com “Sonho Real” e “Raio de Sol”, um single duplo que antecipa Fluxo Natural, o sexto álbum de estúdio do grupo brasileiro. Formados em Salvador, os Maglore têm vindo a construir um percurso marcado pelo encontro entre o rock alternativo e a música popular brasileira. Ao longo de mais de quinze anos,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os<a href="https://www.instagram.com/magloreoficial/"> Maglore</a> regressam com “Sonho Real” e “Raio de Sol”, um single duplo que antecipa <em>Fluxo Natural</em>, o sexto álbum de estúdio do grupo brasileiro. Formados em Salvador, os Maglore têm vindo a construir um percurso marcado pelo encontro entre o rock alternativo e a música popular brasileira. Ao longo de mais de quinze anos, o grupo nunca se deixou limitar por uma fórmula única e encontrou precisamente nessa liberdade uma parte essencial da sua identidade.</p>



<p>“Sonho Real” segue uma direção próxima do folk da década de 1990. A composição de Teago Oliveira apresenta o amor como uma passagem para outra realidade, capaz de alterar temporariamente a forma como observamos aquilo que nos rodeia.</p>



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</div>



<p>“Raio de Sol”, composta por Lucas Gonçalves, percorre um território diferente. A canção aproxima-se das grandes baladas brasileiras dos anos 80 e encontra na observação da natureza a imagem que sustenta a sua declaração amorosa.</p>



<div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div>



<p>A escolha de apresentar os dois temas em simultâneo ajuda a compreender aquilo que os Maglore pretendem construir em <em>Fluxo Natural</em>. O novo álbum deverá atravessar diferentes linguagens musicais, mas conservar uma narrativa comum entre as suas onze faixas.</p>



<div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div>



<p>Segundo Teago Oliveira, cada canção representa uma fase distinta da vida. Essa diversidade não impede a existência de uma identidade global, porque todas as faixas parecem nascer da mesma observação sobre a passagem do tempo e a importância dos afetos.</p>



<p>“Sonho Real” e “Raio de Sol” apresentam, assim, duas portas de entrada para o mesmo álbum. Uma conduz-nos até ao amor como lugar de transformação, enquanto a outra observa a possibilidade de esse sentimento permanecer apesar do movimento inevitável do mundo.</p>



<p>Foto: <em>Elisa Imperial (@imperioteca)</em></p>
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		<title>[Worth Listening to] Keo &#8211; Pistol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 10:53:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Keo têm tudo para se tornar, muito em breve, uma das grandes bandas do novo rock britânico. Ainda nem editaram o primeiro álbum, mas já possuem aquilo que não pode ser fabricado por qualquer campanha: canções com identidade, uma presença ao vivo capaz de criar comunidade e uma intensidade que parece demasiado grande para]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os <a href="https://www.instagram.com/keoband_/">Keo</a> têm tudo para se tornar, muito em breve, uma das grandes bandas do novo rock britânico. Ainda nem editaram o primeiro álbum, mas já possuem aquilo que não pode ser fabricado por qualquer campanha: canções com identidade, uma presença ao vivo capaz de criar comunidade e uma intensidade que parece demasiado grande para permanecer confinada a salas pequenas.</p>



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</div>



<p>O quarteto esgotou o Oslo, em Londres, antes de ter música oficialmente editada e encerrou a digressão britânica de 2026 com duas noites no Electric Ballroom. Tudo isto aconteceu antes da chegada de <em>Put A Smile On For Me</em>, o álbum de estreia que será lançado pela Island Records a 25 de setembro.</p>



<p>Não é apenas uma questão de crescimento rápido. Os Keo possuem um potencial enorme porque recuperam a dimensão emocional do rock alternativo dos anos 90 sem parecerem uma cópia desse período. Há grunge, shoegaze e guitarras de grande escala, mas existe também uma vulnerabilidade suficientemente contemporânea para aproximar a banda de uma geração que procura verdade em vez de perfeição.</p>



<div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div>



<p>A ascensão tem sido construída sobretudo através dos concertos e da circulação espontânea entre quem os descobre. O EP de estreia tornou-se um fenómeno alimentado pelo passa-palavra, enquanto a reputação ao vivo começou a crescer sem depender de uma presença constante nas redes sociais.</p>



<p>O grupo londrino é formado pelos irmãos Finn Keogh, na voz e guitarra, e Conor Keogh, no baixo. Jimmy Lanwern assume a segunda guitarra e Oli Spackman ocupa a bateria. A história dos irmãos passou também por Portugal, onde viveram durante parte da adolescência antes de o projeto ganhar forma em Londres.</p>



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</div>



<p>“Pistol”, editada a 15 de julho, é o segundo avanço de <em>Put A Smile On For Me</em>. O disco terá onze faixas e deverá concentrar-se nas consequências do amor, da culpa e da autodestruição. A música parte da imagem de uma estrela já extinta cuja luz continua a viajar. Quando finalmente a vemos, aquilo que a produziu deixou de existir há muito tempo. </p>



<p></p>
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		<title>[Worth Listening to] Protomartyr &#8211; Sounds We Cannot Hear</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 16:14:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[New Album]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Protomartyr regressam com &#8220;Sounds We Cannot Hear&#8221;, primeiro avanço de Hotel Usona, o novo álbum com edição marcada para 25 de setembro. Mais de uma década depois de se afirmarem como uma das vozes mais consistentes do pós-punk norte-americano, a banda de Detroit continua a recusar qualquer forma de conforto. Em vez de suavizar]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os <a href="https://www.instagram.com/protomartyrband/">Protomartyr</a> regressam com &#8220;Sounds We Cannot Hear&#8221;, primeiro avanço de <em>Hotel Usona</em>, o novo álbum com edição marcada para 25 de setembro. Mais de uma década depois de se afirmarem como uma das vozes mais consistentes do pós-punk norte-americano, a banda de Detroit continua a recusar qualquer forma de conforto. Em vez de suavizar a sua linguagem, Joe Casey, Greg Ahee, Scott Davidson e Alex Leonard aprofundam-na, transformando novamente a inquietação contemporânea na matéria-prima das suas canções.</p>



<div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div>



<p>&#8220;Sounds We Cannot Hear&#8221; resume bem essa identidade. A canção abre sobre um cenário de colapso e desgaste, onde Joe Casey volta a utilizar a sua voz sem qualquer dramatização desnecessária. Não canta como quem pretende convencer ou emocionar, limita-se a observar um mundo onde a repetição da tragédia começa lentamente a anestesiar a capacidade de reação. </p>



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</div>



<p>Essa tensão parece anunciar aquilo que <em>Hotel Usona</em> pretende desenvolver. Gravado com Dave Fridmann, produtor conhecido pelo trabalho com The Flaming Lips, MGMT ou Sleater-Kinney, o novo álbum é apresentado pela banda como um retrato da América contemporânea, transformada numa espécie de hotel decadente onde o desconforto deixou de ser uma exceção para se tornar parte da arquitetura.</p>



<p></p>
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		<title>[Worth Listening to] Mau Uivo &#8211; Casa Branca</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 08:46:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[New EP]]></category>
		<category><![CDATA[New Single]]></category>
		<category><![CDATA[Worth Listening to]]></category>
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					<description><![CDATA[Miguel Menezes construiu o seu percurso musical sobretudo como contrabaixista clássico e de jazz, colaborando em diferentes projetos. Agora, sob o nome de Mau Uivo, decide aproximar-se da canção de uma forma muito mais pessoal. &#8220;Casa Branca&#8221;, o primeiro tema deste novo projeto, não representa apenas uma estreia discográfica: é também o início de uma]]></description>
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<p>Miguel Menezes construiu o seu percurso musical sobretudo como contrabaixista clássico e de jazz, colaborando em diferentes projetos. Agora, sob o nome de <strong><a href="https://www.instagram.com/mau___uivo/">Mau Uivo</a></strong>, decide aproximar-se da canção de uma forma muito mais pessoal. &#8220;Casa Branca&#8221;, o primeiro tema deste novo projeto, não representa apenas uma estreia discográfica: é também o início de uma linguagem onde a experimentação sonora e a intimidade parecem caminhar lado a lado.</p>



<p>À primeira escuta, &#8220;Casa Branca&#8221; revela-se desarmantemente simples. Voz, guitarra e pequenos gestos sonoros parecem suficientes para sustentar a composição. Mas a canção vai revelando lentamente uma arquitetura muito mais complexa. Camadas de vozes, harmonias sobrepostas, <em>samples</em> e diferentes ambientes surgem sem nunca desviarem a atenção daquilo que permanece essencial: a sensação de proximidade. </p>



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<p>O videoclipe realizado por Filipe C. Monteiro prolonga visualmente essa identidade. Em vez de procurar ilustrar literalmente a narrativa, acompanha a dimensão introspetiva da música, reforçando a sensação de que Mau Uivo pretende construir um universo artístico coerente.</p>



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<p>&#8220;Casa Branca&#8221; funciona como porta de entrada para o EP de estreia de Mau Uivo, com edição prevista para 13 de novembro. Se este primeiro avanço serve de indicador, Miguel Menezes parece menos interessado em encontrar um lugar confortável entre géneros do que em criar um espaço onde a canção possa respirar livremente.</p>



<p>Foto: João Lobo</p>
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		<title>[Festival] Sziget 2026: Where to Begin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 15:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Festivals]]></category>
		<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[Press]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre 11 e 15 de agosto, a ilha de Óbuda volta a transformar-se numa cidade temporária onde a música é apenas uma das formas possíveis de perder a noção do tempo. O Sziget 2026 reúne centenas de concertos, espetáculos de circo, dança, teatro, conversas, instalações e experiências espalhadas por dezenas de espaços, prometendo mais de]]></description>
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<p>Entre 11 e 15 de agosto, a ilha de Óbuda volta a transformar-se numa cidade temporária onde a música é apenas uma das formas possíveis de perder a noção do tempo. O <a href="https://www.instagram.com/szigetofficial/">Sziget</a> 2026 reúne centenas de concertos, espetáculos de circo, dança, teatro, conversas, instalações e experiências espalhadas por dezenas de espaços, prometendo mais de 600 momentos ao longo de cinco dias. Perante tamanha abundância, o maior desafio não será encontrar alguma coisa para ver, mas aceitar tudo aquilo que inevitavelmente ficará por descobrir.</p>



<p>Pelo segundo ano consecutivo, o <strong>Ecletismo Musical</strong> regressa ao <strong>Sziget Festival</strong> como <strong>International Press</strong>, depois da cobertura realizada em 2025, que incluiu acompanhamento ao minuto nas redes sociais, artigos e destaques no site e uma reflexão sobre aquilo que torna a &#8220;Island of Freedom&#8221; muito mais do que um simples festival. Vale a pena começar por entrar no espírito e reler a <a target="_blank" href="https://www.ecletismomusical.pt/en/review-sziget-2025/?utm_source=chatgpt.com">review do Sziget 2025</a>, onde é possível ficar com uma visão das razões pelas quais o Sziget tem de ser considerada como uma das experiências culturais mais marcantes da Europa.</p>



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<p>Este regresso tem também um significado especial. Num tempo em que o valor dos projetos é frequentemente medido apenas por números visíveis, seguidores, visualizações ou alcance imediato, esta nova acreditação demonstra que continuam a existir organizações que olham primeiro para a qualidade do trabalho, para a consistência da cobertura e para aquilo que efetivamente se transmite. Mais do que a dimensão de uma audiência, contam a credibilidade construída, a forma como se conta uma história e a capacidade de acrescentar valor à experiência de quem está desse lado.</p>



<p>Os grandes nomes são o ponto de partida mais evidente. <strong>Florence + The Machine</strong> continua a oferecer uma das experiências mais próximas de uma cerimónia coletiva que podemos encontrar num palco principal. <strong>Wolf Alice</strong> transportam uma energia diferente, alternando a delicadeza com um rock cru e imprevisível. <strong>Twenty One Pilots, Bring Me The Horizon, Zara Larsson, Lewis Capaldi, SOMBR, Jorja Smith e Skepta</strong> completam um Main Stage pensado para grandes multidões e emoções imediatamente reconhecíveis.</p>



<h5><strong>Alguns pontos de partida para viver o Festival</strong></h5>



<p>Mas a verdadeira dimensão do Sziget começa a revelar-se quando deixamos de olhar apenas para os nomes maiores e aceitamos atravessar a ilha sem esperar que todos os concertos confirmem aquilo que já conhecemos. Há punk, soul, música eletrónica, pop experimental, hip-hop, circo contemporâneo e artistas ainda a construir o caminho que os poderá trazer de volta, dentro de alguns anos, num lugar muito mais destacado do cartaz.</p>



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<h5><strong>Dia 1 (11 Agosto)</strong></h5>



<p>A primeira tarde oferece desde logo escolhas difíceis. Os <strong>Bad Nerves</strong> abrem o Main Stage às 16h00 com um power pop acelerado e pouco interessado em permitir uma entrada tranquila no festival. Quase em simultâneo, os franceses <strong>Pales</strong> ocupam o Light Stage com uma linguagem onde o rock alternativo, a tensão pós-punk e a intensidade emocional parecem destinados a conquistar quem prefere iniciar o Sziget longe do palco principal.</p>



<p>Às 16h30, <strong>Brooke Combe</strong> leva ao Revolut Stage uma das vozes mais promissoras da nova soul britânica. A artista escocesa recupera o calor e a expressividade da música negra das décadas de 1960 e 1970 sem transformar o passado num figurino, aproximando-o de uma escrita jovem, afirmativa e profundamente consciente da tradição em que escolheu entrar.</p>



<p><strong>Wolf Alice</strong>, às 17h30, será a primeira grande afirmação do Main Stage, embora uma parte do concerto coincida com <strong>Ana Frango Elétrico</strong>, que começa meia hora depois no Revolut Stage. A artista brasileira merece ser tratada como muito mais do que uma alternativa ao palco principal. Movimenta-se livremente entre MPB, indie, jazz, funk, rock e uma pop oblíqua que recusa fronteiras definitivas, transformando cada atuação num lugar onde a sofisticação musical nunca elimina a espontaneidade.</p>



<p>Entre ambos acontece ainda a tradicional <strong>Sziget Flag Party</strong>, momento breve em que as bandeiras de diferentes países recordam a ideia fundadora da ilha: uma comunidade temporária construída por pessoas que, durante alguns dias, suspendem fronteiras e partilham o mesmo espaço. Pode parecer apenas uma celebração visual, mas pertence à identidade de um festival que sempre quis ser mais do que a sucessão dos seus concertos.</p>



<p>Ao início da noite, as <strong>Lambrini Girls</strong> prometem transformar o Revolut Stage num espaço de confronto. O duo britânico cruza punk, ruído, humor corrosivo e intervenção política em atuações fisicamente intensas, onde questões relacionadas com misoginia, direitos LGBTQ+, desigualdade e estruturas de poder deixam de ser conceitos abstratos e ganham o corpo de uma experiência coletiva.</p>



<p>O dinamarquês <strong>Oskar Med K</strong>, às 20h00 no Yettel Colosseum, oferece uma passagem gradual para o universo eletrónico, antes de <strong>SOMBR</strong> ocupar o Main Stage com a pop melancólica e emocional que o transformou num dos nomes de crescimento mais rápido da sua geração. Mais tarde, <strong>Jazzy</strong> levará ao Colosseum a fluidez entre house, dance-pop e cultura de clube, preparando uma madrugada em que as escolhas se tornam especialmente exigentes.</p>



<p>Às 23h30, <strong>BIIA</strong> assume o BOLT Night Stage. A DJ e produtora portuguesa Beatriz Soares tem construído uma ascensão internacional sustentada por um techno físico, atravessado por batidas inspiradas nos anos 90, elementos experimentais e intervenções vocais provocadoras. A presença no Sziget, depois de passagens por Tomorrowland, Awakenings, EXIT e Neopop, confirma uma artista portuguesa plenamente integrada no grande circuito eletrónico internacional.</p>



<p>Quando terminar, <strong>Indira Paganotto</strong> prolongará no BOLT a ligação entre techno e psicadelismo, enquanto <strong>Underworld</strong> ocuparão o Revolut Stage à 01h30. Décadas depois de terem redefinido a relação entre música eletrónica, espetáculo ao vivo e cultura de clube, continuam a construir concertos capazes de deslocar uma multidão para dentro da própria pulsação. À mesma hora, o Yettel Colosseum encaminha-se de <strong>Jazzy</strong> para <strong>Mëstiza</strong>, duo que cruza eletrónica e imaginário flamenco numa produção visual e sonora de grande impacto.</p>



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<h5><strong>Dia 2 (12 de Agosto)</strong></h5>



<p>Os alemães <strong>Giant Rooks</strong> abrem o Main Stage às 16h00 com um indie rock melódico e já preparado para espaços de grande dimensão. A sua presença contrasta com aquilo que acontecerá pouco depois no VISA Live x dropYard, onde <strong>LIBRA</strong> atua às 18h20, naquele que será um dos momentos mais importantes da representação portuguesa nesta edição.</p>



<p>Natural de Sintra, LIBRA apresentou-se em 2025 com <em>Everyone’s First Breath</em>, um álbum onde hip-hop consciente, R&amp;B alternativo e soul experimental se colocam ao serviço de uma escrita sobre identidade, vulnerabilidade, condição feminina e crescimento. É a oportunidade de uma artista ainda em afirmação mostrar uma linguagem que já possui demasiada personalidade para ser confundida com qualquer tentativa de reprodução das tendências dominantes.</p>



<p>Praticamente em simultâneo, os <strong>Golden Hours</strong> ocupam o The Buzz delivered by DHL. O projeto, formado por músicos com percursos ligados a diferentes geografias e universos independentes europeus, cria um rock psicadélico.</p>



<p><strong>Biffy Clyro</strong> chegam às 19h15 ao Main Stage com a experiência de quem sabe transformar complexidade rítmica, refrões monumentais num espetáculo destinado a grandes multidões. Às 20h00, os <strong>HEALTH</strong> oferecem uma alternativa muito mais abrasiva no The Buzz.</p>



<p>O principal conflito da noite surgirá entre <strong>Twenty One Pilots</strong>, no Main Stage, e <strong>Chet Faker</strong>, no Revolut Stage. Os primeiros apresentam um espetáculo de grande dimensão, assente na relação física com o público. Nick Murphy segue o caminho inverso: trabalha o espaço, a repetição, o soul e a eletrónica através de uma atmosfera mais noturna, onde a contenção permite que cada groove se instale lentamente.</p>



<p>Às 23h30, os dinamarqueses <strong>Tripolism</strong> inauguram uma sequência eletrónica que poderá atravessar toda a madrugada. O seu house melódico e emocional prepara a passagem para <strong>Tiga</strong>, no Yettel Colosseum, figura fundamental da eletrónica canadiana.</p>



<p>À 01h30 chega uma das maiores curiosidades do festival: <strong>TOMORA</strong>, encontro entre AURORA e Tom Rowlands, dos The Chemical Brothers. Mais do que uma simples colaboração, o projeto sugere a colisão entre a sensibilidade orgânica e quase mística de uma compositora e a arquitetura rítmica de um dos grandes criadores da música eletrónica britânica. Depois, <strong>Argy</strong> assume o BOLT Night Stage às 02h30 e <strong>HAAi</strong> encerra esta parte do percurso no Colosseum com um set onde psicadelismo, house, techno e experimentação convivem sem mapas demasiado rígidos.</p>



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<h5><strong>Dia 3 (13 de Agosto)</strong></h5>



<p><strong>Paris Paloma</strong> abre o Main Stage às 16h00. Meia hora depois, os <strong>Black Country, New Road</strong> ocupam o Revolut Stage e permanecem uma das bandas que mais justificam entrar num concerto sem saber exatamente aquilo que irá acontecer. A atual formação explora folk de câmara, rock progressivo, pop barroca e longas narrativas coletivas com uma liberdade pouco comum.</p>



<p><strong>Loyle Carner</strong>, às 17h30, deverá oferecer um dos momentos mais humanos do festival. Em vez de procurar impacto através do excesso, aproxima-se do público através da palavra e de uma honestidade que transformou o hip-hop britânico num espaço de cuidado e reflexão.</p>



<p>O The Buzz apresenta depois duas formas diferentes de urgência. Os <strong>Teen Mortgage</strong> levam à ilha um rock pesado, direto e contaminado por punk, grunge e stoner, enquanto os <strong>LEAP</strong> surgem mais tarde com uma energia expansiva, refrões construídos para o palco e uma relação imediata com o público. Entre ambos, os <strong>Fcukers</strong> ocupam o Revolut Stage.</p>



<p>Às 21h15, <strong>Florence + The Machine</strong> transformará o Main Stage num ritual de movimento, voz e comunhão. Florence Welch continua a subir ao palco como quem atravessa uma cerimónia, criando uma relação com o público que ultrapassa a execução das canções e se aproxima de uma experiência coletiva sobre libertação.</p>



<p>Depois da intensidade emocional de Florence, os <strong>Parcels</strong> oferecem às 23h45 uma forma diferente de êxtase. A precisão rítmica e a elegância instrumental transformam cada atuação numa pista de dança interpretada por uma verdadeira banda, fazendo do Revolut Stage um dos lugares naturais para terminar a noite ou começar a madrugada e depois avançar com <strong>Dom Dolla e Boys Noize.</strong></p>



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<h5><strong>Dia 4 (14 de Agosto)</strong></h5>



<p>Os <strong>Nation of Language</strong> abrem o Revolut Stage às 16h30 recuperando a melancolia eletrónica e a elegância de bandas como New Order, OMD ou Kraftwerk, sem se transformarem numa reconstrução nostálgica. Ian Richard Devaney utiliza essa herança para escrever sobre distância, relações, ansiedade e aquilo que permanece por dizer entre duas pessoas.</p>



<p>No Main Stage, <strong>Sigrid</strong> representa uma pop que continua a confiar na energia da interpretação e numa aparente ausência de artifício. Pouco depois, <strong>Rose Gray</strong> transportará para o Revolut Stage a cultura de clube britânica, a euforia da pista e uma pop eletrónica consciente da história noturna que a antecede.</p>



<p><strong>Bring Me The Horizon</strong> serão o grande acontecimento do Main Stage. A banda britânica percorreu metalcore, eletrónica e pop, sem perder a capacidade de comunicar com diferentes gerações, construindo espetáculos onde a agressividade musical convive com uma produção visual de enorme escala.</p>



<p>A partir das 23h00, o <strong>Magic Mirror</strong> recebe <strong>Anybody Walking: Ballroom Magic</strong>, celebração da cultura ballroom, da dança, da identidade queer e das comunidades que transformaram a competição performativa num lugar de criação, resistência e pertença. Não deverá ser encarada apenas como alternativa aos concertos, mas como uma das experiências capazes de explicar por que razão o Sziget continua a distinguir-se de um festival musical convencional.</p>



<p>Às 23h45, <strong>Nia Archives</strong> levará ao Revolut Stage a revitalização contemporânea do jungle, unindo breakbeats acelerados. No The Buzz, os polacos <strong>Bratri</strong> cruzam instrumentação orgânica e eletrónica numa atuação mais difícil de antecipar, precisamente o tipo de descoberta que justifica abandonar temporariamente os percursos mais evidentes.</p>



<p>À 01h30, <strong>BUNT.</strong> deverá proporcionar um dos grandes momentos de libertação da semana. A sua eletrónica vive da subida, da antecipação e daquele instante em que uma multidão deixa de ser formada por milhares de indivíduos e passa a respirar como um único corpo. Não se trata apenas de dançar, mas de suspender durante algum tempo todas as responsabilidades que atravessaram connosco a ponte até à ilha. O Sziget sempre foi também essa possibilidade temporária de abandonar o peso sem fingir que ele deixou de existir.</p>



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<h5><strong>Dia 5 (15 de Agosto)</strong></h5>



<p>O último dia começa com nomes que ainda poderão surpreender grande parte do público. Os <strong>FAEDA</strong> chegam ao Light Stage às 16h05 com uma presença visual marcada e uma sonoridade emergente que merece ser descoberta sem demasiadas informações prévias. Às 18h00, os alemães <strong>Zimmer90</strong> ocupam o Revolut Stage com uma pop leve, elegante e dançável, feita de sintetizadores, melodias solares e uma cumplicidade que cresceu muito para além dos primeiros vídeos partilhados nas redes sociais.</p>



<p>Os <strong>Dressed Like Boys</strong>, no The Buzz, trazem uma escrita delicada sobre identidade, dentro de uma pop de câmara. À mesma hora, o Cirque du Sziget começará a preparar um dos seus momentos mais acessíveis e eficazes com <strong>Tridiculous: The Show</strong>, espetáculo onde acrobacia, dança, música e humor se unem através de um ritmo quase impossível de interromper.</p>



<p>No Main Stage, <strong>Jorja Smith</strong> apresenta um <em>party set</em>, formato que deverá privilegiar o movimento, o groove e o lado mais celebratório do seu universo, sem apagar a elegância vocal que sempre a distinguiu. Depois, <strong>Charlotte Cardin</strong> ocupa o Revolut Stage com uma pop sofisticada.</p>



<p>O Sziget continua muito para além dos grandes palcos. <strong>Don’t Stop The Queen</strong> ocupará o Bacardí Stage com uma abordagem destinada à celebração imediata, enquanto <strong>Recirquel: Liberty Love Rave</strong> levará ao Le Grand Theatre uma criação onde circo contemporâneo, dança, liberdade e cultura rave se encontram. Pouco depois, a companhia <strong>Aserdus FireDance</strong> apresentará <em>Sparklingers</em>, um momento breve de manipulação de fogo que poderá funcionar como transição visual para a última grande madrugada da ilha.</p>



<p>À meia-noite, os <strong>Soulwax</strong> assumem o Revolut Stage. Poucas bandas conseguem tratar a música eletrónica com semelhante fisicalidade instrumental. </p>



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<h5 class="wp-block-heading">Muito mais do que concertos</h5>



<p>Compreender o Sziget apenas através dos concertos seria reduzir a ilha a algo muito mais convencional do que ela realmente é. O <strong>Cirque du Sziget</strong> reúne companhias internacionais de circo contemporâneo; o <strong>Le Grand Theatre</strong> cruza dança, teatro físico e acrobacia; o <strong>Magic Mirror</strong> permanece como espaço de expressão, debate e celebração da comunidade LGBTQ+; os <em>walkabouts</em> fazem surgir criaturas, músicos e performers nos caminhos; e o <strong>Yettel Colosseum</strong> continua a ser uma das estruturas mais singulares de qualquer festival europeu, com a sua pista circular construída em madeira.</p>



<p>O <strong>The Buzz delivered by DHL</strong> será um dos espaços essenciais para encontrar bandas antes de chegarem aos grandes palcos, enquanto o <strong>VISA Live x dropYard</strong> reforça a presença do hip-hop emergente. Há também workshops, jogos, conversas, instalações, espetáculos de fogo e pequenos espaços onde podemos entrar apenas por curiosidade e sair com uma das memórias mais fortes da semana.</p>



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<p>Um programa desta dimensão nunca poderá ser cumprido como uma lista de tarefas. Haverá sobreposições, mudanças de planos, concertos abandonados a meio e atuações encontradas por acaso. A melhor preparação não consiste em eliminar essa imprevisibilidade, mas em reservar espaço suficiente para ela.</p>



<p>No Sziget, aquilo que escolhemos ver é importante. Aquilo que encontramos quando deixamos de procurar poderá ser ainda mais.</p>
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		<title>[Live Concert] Annahstasia @Primavera Sound Porto 2026</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2026 08:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Concerts]]></category>
		<category><![CDATA[Live]]></category>
		<category><![CDATA[Live Session]]></category>
		<category><![CDATA[Worth Listening to]]></category>
		<category><![CDATA[Annahstasia]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ecletismo Musical tem vindo a destacar Annahstasia há algum tempo. Quando a destacámos como um dos nomes destinados a crescer, na sessão com o coletivo The Crescent, escrevemos que chegaria o momento em que aquele talento ocuparia palcos muito maiores. Meses depois, na review do concerto no Hoxton Hall, em Londres (AQUI), ficou a]]></description>
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<p>O Ecletismo Musical tem vindo a destacar <a href="https://www.instagram.com/annahstasia/">Annahstasia</a> há algum tempo. Quando a destacámos como um dos nomes destinados a crescer, na sessão com o coletivo The Crescent, escrevemos que chegaria o momento em que aquele talento ocuparia palcos muito maiores. Meses depois, na review do concerto no Hoxton Hall, em Londres (<a href="https://www.ecletismomusical.pt/concert-review-annahstasia-hoxton-hall-london-versao-pt/?swcfpc=1">AQUI</a>), ficou a certeza de que a sua força tranquila sobreviveria à passagem de uma sala intimista para a escala de um festival. No <a href="https://www.instagram.com/primaverasound_porto/">Primavera Sound Porto</a>, essa previsão confirmou-se.</p>



<p>Annahstasia subiu ao Palco ZYN ao final da tarde de 12 de junho, durante o segundo dia do festival, acompanhada por três instrumentistas no contrabaixo, violoncelo e guitarra. Ainda o Parque da Cidade começava a receber uma parte significativa do público e já uma assistência numerosa se concentrava diante do palco, surpreendendo a própria artista, que agradeceu a presença de tanta gente àquela hora.</p>



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<p>O contexto era bastante diferente do Hoxton Hall. Em Londres, as madeiras de um antigo teatro, a proximidade e o silêncio quase religioso da sala protegiam cada detalhe das canções. No Porto, havia luz, circulação entre palcos e o ruído inevitável de um grande festival ao ar livre. Annahstasia não tentou combater essas condições através do volume, de uma produção mais pesada ou de gestos concebidos para conquistar rapidamente quem passava. Confiou na mesma linguagem que o EM já encontrara nas suas sessões e concertos anteriores: presença, clareza e uma interpretação que transforma contenção em intensidade.</p>



<p>O repertório centrou-se naturalmente em <em>Tether</em>, passando por temas como “Garden”, “Be Kind”, “Take Care of Me”, “Fight”, “Overflow”, “Villain”, “Sunday” e “Believer”. O contrabaixo sustentava as canções sem as tornar pesadas, o violoncelo ampliava a tensão emocional e a segunda guitarra criava pequenos movimentos em redor da voz, deixando sempre espaço suficiente para que cada frase respirasse.</p>



<p>É essa utilização do tempo que continua a distinguir Annahstasia. A profundidade do seu timbre causa um impacto imediato, mas a verdadeira força está na forma como atrasa uma palavra, interrompe uma frase ou deixa uma nota transformar-se antes de avançar. </p>



<p>Quando o Ecletismo Musical escreveu sobre a sua sessão com The Crescent, antecipou que aquelas imagens seriam revisitadas no futuro como testemunho de uma artista ainda a caminho de palcos maiores. O Primavera Sound Porto foi um desses passos. Annahstasia já não é apenas uma promessa descoberta em sessões intimistas ou pequenas salas londrinas. É uma artista capaz de manter intacta a sua identidade perante um público de festival e de confirmar que a intensidade não depende da quantidade de ruído que conseguimos produzir.</p>



<p></p>
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