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	<title>a garota não</title>
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		<title>[Concert Review] A Garota Não c/ Coro das Mulheres da Fábrica @Teatro José Lúcio da Silva, Leiria</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 09:18:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Há artistas que mudam com o tempo. E depois há aqueles em que tudo muda à sua volta, menos o essencial. Desde que o Ecletismo Musical viu A Garota Não, em Torres Vedras, ainda em 2022, já havia uma verdade impossível de ignorar: uma urgência que não vinha da música, mas daquilo que precisava de]]></description>
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<p>Há artistas que mudam com o tempo. E depois há aqueles em que tudo muda à sua volta, menos o essencial. Desde que o Ecletismo Musical viu A Garota Não, em Torres Vedras, ainda em 2022, já havia uma verdade impossível de ignorar: uma urgência que não vinha da música, mas daquilo que precisava de ser dito. No sábado, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, essa urgência continua intacta, mesmo que tudo à volta tenha crescido.</p>



<p>O concerto começou no formato habitual, com Cátia Mazari Oliveira acompanhada pela sua banda, Sérgio Miendes, Diogo Arranja e João Mota. “Canção Sem Fim” abre o caminho sem pressa, mas com peso. Seguem-se “Este País Não É Para Mães”, “A Sede do Xega”, “Fronteiras Invisíveis” e “Urgentemente”. Cinco canções onde cada verso assenta sozinho e se sustenta por si.</p>



<p>Há uma linha que atravessa tudo e que, aqui, se sente sem filtro. Nada é dito ao acaso.</p>



<p>“A Sede do Xega” não precisa de explicação. Precisa apenas de ser dita em voz alta, no contexto certo, com o público certo. E esse contexto existe, na forma como a sala escuta, responde e reconhece. Já não é provocação. É afirmação partilhada.</p>



<p>“Fronteiras invisíveis” ecoa não como verso, mas como pergunta aberta. Quantas fronteiras carregamos sem as nomear? Quantas continuam dentro de nós, mesmo quando pensamos que já as ultrapassámos?</p>



<p>“Urgentemente” surge como necessidade. Não como pressa, mas como consciência de que há coisas que já não podem esperar.</p>



<p>E é depois deste primeiro bloco que tudo se expande.</p>



<p>A entrada das cerca de 60 mulheres do <a href="https://www.instagram.com/coro.das.mulheres.da.fabrica/">Coro das Mulheres da Fábrica</a> transforma a sala. O concerto deixa de ser apenas canção e passa a ser corpo coletivo. O que antes era palavra individual ganha dimensão partilhada, memória e intervenção colectiva.</p>



<p>O Coro das Mulheres da Fábrica, que faz um trabalho extraordinário na recolha e reinvenção do cancioneiro tradicional e da oralidade, deixa de ser presença e passa a ser força.</p>



<p>Em “Que Mulher É Essa”, cruzada com versos da tradição oral, “que tristeza é ser mulher, se é bonita tem má fama, se é feia ninguém a quer”, tudo ganha outro peso. Não é apenas canção. É herança viva. E transforma-se num dos momentos mais fortes da noite.</p>



<p>“Dilúvio” não surge como rutura, mas como acumulação, como se tudo o que foi sendo dito ao longo do concerto, encontrasse ali um ponto de descarga emocional, sem nunca perder o controlo.</p>



<p>Depois “Ferry Gold” chega-nos para nos lembrar que nem a natureza permanece pública.</p>



<p>Mas ainda havia espaço para mais, a surpresa da noite: um medley da A Garota Não e do Coro das Mulheres da Fábrica com direito a Cátia a cantar desde System of a Down, “Power to the people”, Rage Against the Machine ou “Vampiros”, “Depois do Adeus”, “Que força é essa” e, para fechar, um Teatro todo de pé a cantar em uníssono a icónica: “Grandola, Vila Morena”.</p>



<p>Desde Torres Vedras até aqui, muita coisa mudou. Os palcos cresceram, o público tornou-se fiel, as salas enchem-se com uma certeza que já não precisa de validação. Mas Cátia continua exatamente onde sempre esteve. A sua verdade não mudou. A sua integridade não foi negociada. E a fama não a transformou, apenas lhe deu mais espaço.</p>



<p>Mais espaço para dizer. Mais espaço para incomodar. Mais espaço para intervir. E talvez seja isso que este concerto revela com mais clareza. Não o crescimento. Mas a amplificação.</p>



<p>No fundo, ver A Garota Não hoje é perceber que há artistas que não mudam para crescer. Crescem para poder ser ainda mais aquilo que sempre foram.</p>



<p>E isso muda tudo.</p>
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		<title>[Album Review] Ricardo Ribeiro &#8211; A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Apr 2026 18:14:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Albums]]></category>
		<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[New Album]]></category>
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					<description><![CDATA[“A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe” é o mais recente álbum de Ricardo Ribeiro, composto por 11 temas incluindo “Má Sorte”, &#8220;Amanhã&#8221;, &#8220;51&#8221; ou “Maré”, este último com participação de Ana Moura (e já destacado no EM). Ricardo Ribeiro sempre foi um intérprete que parece cantar como se estivesse a atravessar alguma coisa.]]></description>
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<p>“A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe” é o mais recente álbum de <a href="https://www.instagram.com/ricardoribeiromusic/">Ricardo Ribeiro,</a> composto por 11 temas incluindo “Má Sorte”, &#8220;Amanhã&#8221;, &#8220;51&#8221; ou “Maré”, este último com participação de Ana Moura (e já destacado no EM).</p>



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<p>Ricardo Ribeiro sempre foi um intérprete que parece cantar como se estivesse a atravessar alguma coisa. Nunca foi apenas técnica, nem apenas tradição. Há nele uma inquietação constante, uma espécie de desassossego que não cabe dentro das formas mais fechadas do Fado. </p>



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<p>“A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe” assume desde o início que a identidade é fragmentada, que aquilo que sentimos raramente encontra forma suficiente para existir dentro de um género, de uma linguagem ou até de um corpo. O próprio disco nasce dessa urgência interior, de algo que precisava de sair sem necessariamente se explicar</p>



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<p>Musicalmente, o Fado continua a ser o ponto de partida, está lá na guitarra portuguesa, na respiração, na forma como a voz ocupa o espaço, mas nunca por aí se esgota. Há momentos onde a música se aproxima de outras geografias, outras tradições, quase como se o Fado fosse apenas uma raiz a partir da qual tudo o resto se expande. Não há aqui uma tentativa de modernizar o Fado de forma óbvia.</p>



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<p>Este disco vive muito da forma como se expande para fora de si. Há temas inteiramente seus: “Amanhã”, “Mantra”, “Morena”, onde a escrita funciona quase como extensão direta da voz. Mas depois há outros pontos de tensão: “51”, que abre o disco com assinatura de <strong>A Garota Não</strong>, introduz logo uma linguagem mais contemporânea; “Golpe a Golpe” cruza letra do próprio Ricardo com música de <strong>Amélia Muge</strong>; “Oração” nasce da escrita de <strong>Teresa Núncio</strong> com composição de <strong>Manuel Oliveira</strong>.</p>



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<p>E é aqui que o disco ganha outra dimensão. Porque não estamos perante um álbum fechado na identidade de um autor, mas sim perante um espaço onde várias escritas coexistem: <strong>Manuel Alegre, Paulo César Pinheiro, Manuel Alcântara</strong>, nomes que trazem consigo outras tradições, outras histórias, outras formas de dizer o mesmo sentimento.</p>



<p>A produção está maioritariamente nas mãos de <strong>Bernardo Saldanha e Manuel Oliveira</strong>, com exceções como “Má Sorte”, “Maré” e “Amanhã”, produzidas por Agir e pelo próprio Ricardo Ribeiro.</p>



<p>Os músicos que acompanham o disco: <strong>Ângelo Freire</strong> na guitarra portuguesa, <strong>Manuel Oliveira</strong> no piano, <strong>Rodrigo Correia</strong> no contrabaixo, <strong>Alexandre Frazão </strong>na bateria não estão ali para ornamentar. Estão para sustentar com a mestria de sempre, permitindo que as interpretações de Ricardo Ribeiro e as palavras percorram compassadamente o seu caminho permitindo-lhes terem o seu próprio tempo.</p>



<p>Um trabalho para ser ouvido com o tempo que merece.</p>
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		<title>[Short Film] A Garota Não &#8211; Quem Nesta Aldeia Morar</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Dec 2025 11:07:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
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					<description><![CDATA[  A Garota Não, Cátia Mazari Oliveira, é uma das vozes mais penetrantes da música portuguesa contemporânea. Destacada ao longo do ano por diversas vezes pelo Ecletismo Musical [Review álbum aqui], mantém, apesar da maior exposição que o seu trabalho e talento tiveram durante 2025, uma coerência, um fulgor e uma militância raros nos dias]]></description>
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<p><a href="https://www.instagram.com/a_garota_nao/">A Garota Não</a>, Cátia Mazari Oliveira, é uma das vozes mais penetrantes da música portuguesa contemporânea. Destacada ao longo do ano por diversas vezes pelo Ecletismo Musical [Review álbum<a href="https://www.ecletismomusical.pt/new-album-a-garota-nao-ferry-gold-2/?swcfpc=1"> aqui</a>], mantém, apesar da maior exposição que o seu trabalho e talento tiveram durante 2025, uma coerência, um fulgor e uma militância raros nos dias que correm. Esta curta-metragem é mais um bom exemplo dessa postura artística consciente e intransigente.</p>
<p>Num mundo dominado pelas views, pela urgência do algoritmo e pelo consumo rápido e descartável de singles, Cátia decidiu que o seu novo álbum Ferry Gold não os iria ter. Não por ausência de canções que pudessem cumprir esse papel, mas porque a autora continua a ser quem decide como quer que a sua obra seja escutada, vista e, sobretudo, vivida. Aqui, a recusa do single enquanto produto isolado é também uma recusa de fragmentar um discurso que só faz pleno sentido como corpo inteiro.</p>
<p>Essa opção teve consequências formais claras: não houve lugar para o formato clássico de videoclip, pensado para circular autonomamente e disputar atenção num feed infinito. Em vez disso, surge esta curta-metragem realizada por Pedro Estêvão Semedo, que não ilustra simplesmente canções, mas prolonga o universo do disco; que não serve a música, antes caminha com ela, no mesmo tempo lento, denso e politicamente carregado. É cinema enquanto extensão ética da obra musical, não enquanto ferramenta promocional.</p>
<p>Há nesta decisão uma afirmação de soberania artística cada vez mais rara: a de quem aceita perder alcance imediato para ganhar espessura, de quem prefere construir memória em vez de estatística. Ferry Gold existe assim como um gesto inteiro, fechado sobre si, resistente à lógica do recorte e da distração. E esta curta-metragem confirma que, para Cátia Mazari Oliveira, criar continua a ser um ato de responsabilidade. Consigo própria, com as palavras que escolhe e com o mundo que insiste em interpelar.</p>
<p>O projecto “Quem nesta aldeia morar” assume, assim, uma dimensão simbólica que ultrapassa a simples promoção de um álbum: é uma celebração da interdependência humana, da pertença a lugares e a pessoas, e da forma como a arte pode surgir do encontro entre vozes distintas. A “aldeia” mencionada no título, tanto literal como metaforicamente, remete para a colectividade que molda vidas e cria memórias, especialmente numa sociedade onde a vida urbana muitas vezes dilui as relações comunitárias mais antigas.</p>
<p> </p>


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		<title>[Concert]A garota não &#8211; Comemorações Bocageanas 2025</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 12:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Concerts]]></category>
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					<description><![CDATA[Sob o inspirador mote &#8220;Aqui cabem todos&#8221;, A Garota Não transformou o que poderia ser &#8220;apenas&#8221; o seu concerto de &#8220;consagração&#8221; num regresso triunfal à sua terra natal, num ano de grande afirmação e com um novo trabalho discográfico, num verdadeiro e inesquecível momento para a cidade de Setúbal. Numa segunda-feira à noite, em meados]]></description>
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<p>Sob o inspirador mote &#8220;Aqui cabem todos&#8221;, A Garota Não transformou o que poderia ser &#8220;apenas&#8221; o seu concerto de &#8220;consagração&#8221; num regresso triunfal à sua terra natal, num ano de grande afirmação e com um novo trabalho discográfico, num verdadeiro e inesquecível momento para a cidade de Setúbal.</p>



<p>Numa segunda-feira à noite, em meados de setembro, e com o vento do Sado a convidar ao agasalho, Cátia demonstrou, uma vez mais, a sua singularidade artística. Não só na sua abordagem criativa, mas, acima de tudo, na sua profunda conexão com as pessoas e com a própria essência da música.</p>



<img width="1024" height="768" src="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/09/IMG_9280-1-1024x768-1.jpg" alt="" class="wp-image-7647" srcset="https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/09/IMG_9280-1-1024x768-1.jpg 1024w, https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/09/IMG_9280-1-1024x768-1-300x225.jpg 300w, https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/09/IMG_9280-1-1024x768-1-768x576.jpg 768w, https://www.ecletismomusical.pt/wp-content/uploads/2025/09/IMG_9280-1-1024x768-1-16x12.jpg 16w" />



<p>Para surpresa e deleite da multidão que enchia o Largo de Jesus, Cátia não só desfilou magistralmente os seus temas, com um medley de alguns dos mais emblemáticos dos seus dois primeiros álbuns e interpretações marcantes como &#8220;Este País não é para mães&#8221; ou &#8220;Ferry Gold&#8221;, que dá título ao seu mais recente trabalho, mas também, e sobretudo, revelou a sua visão de que, no seu universo artístico, todos os estilos musicais e todas as formas de representação têm não só espaço, mas também merecido protagonismo.</p>



<p>Esta é uma atitude rara entre muitos artistas, e Cátia reafirmou a sua essência: a sua verdadeira sede não é de protagonismo individual, mas sim de partilha. Ela procura valorizar talentos que, por vezes, são esquecidos na &#8220;trituradora dos dias&#8221; e num mercado cultural que nem sempre reconhece o seu valor. ou que tende a se esquecer de quem já o teve.</p>



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<p>Foi assim que Setúbal teve a oportunidade de (re)descobrir alguns dos seus mais notáveis artistas, num desfile de géneros e talentos que sublinhou a riqueza musical da região. No palco, brilharam nomes do Hip Hop/Rap como Prétu Xullaji, Dário Pi e Krazye Loko, com A Garota Não a prestar homenagem também a Slow J. O universo tradicional/pop/rock foi representado por Lara de Assys, Helena Mendes (Disto &amp; Daquilo, Piratas do Silêncio), Teresa Marques (Piratas do Silêncio), Tio Rex e José Nobre. O peso do Metal e Alternativo fez-se sentir com Xande dos More Than a Thousand, Jorge Manuel Abreu (Lucifer Fere), Ivo Conceição (Komme Restus) e João Mota (Flowers on a Minefield). O Fado esteve presente na voz de Inês Pereira, e o público assistiu ainda ao emocionante regresso de Rui David (acompanhado por Sérgio Mendes) dos Hands on Approach.</p>



<p>Um verdadeiro &#8220;cocktail&#8221; de criatividade e paixão pela música que está destinado a ficar gravado na história cultural da cidade.</p>



<p>Um destaque especial merece o ambiente cénico, com projeções deslumbrantes na fachada da Igreja do Convento de Jesus, e a impecável qualidade do som, elementos que contribuíram decisivamente para tornar esta noite verdadeiramente única.</p>



<p>Para reviver ou compreender a dimensão deste momento singular, o vídeo oficial do evento, disponível no YouTube, oferece uma perspectiva privilegiada (com a excelente edição de @pedroesemedo e a colaboração de @berecruz_).</p>
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		<title>[New Album] A garota não &#8211; Ferry Gold</title>
		<link>https://www.ecletismomusical.pt/new-album-a-garota-nao-ferry-gold-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 08:10:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O novo álbum da &#8220;A garota não&#8221; &#8211; Review Ecletismo Musical: AQUI, está agora disponível nas plataformas digitais. Foto: Nuno Batista]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O novo álbum da <strong>&#8220;A garota não&#8221;</strong> &#8211; <strong>Review Ecletismo Musical: <a href="https://www.ecletismomusical.pt/new-album-a-garota-nao-ferry-gold/">AQUI</a></strong>, está agora disponível nas plataformas digitais.</p>



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<p>Foto: Nuno Batista</p>
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		<title>[New Single] GANA  &#8211; Manhãs de Nevoeiro (feat. Maze)</title>
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		<pubDate>Fri, 09 May 2025 08:27:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[“Manhãs de Nevoeiro” é o 2º single de avanço do 1º álbum dos GANA e conta com a participação do rapper Maze, membro do lendário grupo de hip-hop português Dealema,&#160;e de Cátia M. Oliveira (A Garota Não).&#160; Foto: Tiago Cerveira]]></description>
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<p><strong>“Manhãs de Nevoeiro” é o 2º single de avanço do 1º álbum dos GANA e conta com a participação do rapper Maze</strong>, membro do lendário grupo de hip-hop português Dealema,<strong>&nbsp;e de Cátia M. Oliveira (A Garota Não).&nbsp;</strong></p>



<p>Foto: Tiago Cerveira</p>
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		<title>[New Album] A garota não &#8211; Ferry Gold</title>
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		<dc:creator><![CDATA[ecletismomusical]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 May 2025 21:01:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Albums]]></category>
		<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[New Album]]></category>
		<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[a garota não]]></category>
		<category><![CDATA[new album]]></category>
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		<category><![CDATA[Portuguese Albums]]></category>
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					<description><![CDATA[«A garota não» (Cátia Mazari Oliveira), lançou recentemente o seu terceiro álbum de estúdio, intitulado &#8220;Ferry Gold&#8221; que já está disponível no Bandcamp da artista (igualmente para compra digital e em formato físico). Depois de dois extraordinários álbuns &#8220;Rua das Marimbas&#8221; e &#8220;2 de Abril&#8221;, com o qual venceu diversos prémios como o Prémio José]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.agarotanao.pt/"><strong>«A garota não»</strong></a> (Cátia Mazari Oliveira), lançou recentemente o seu terceiro álbum de estúdio, intitulado <strong>&#8220;Ferry Gold&#8221;</strong> que já está disponível no <a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">Bandcamp da artista</a> (igualmente para compra digital e em formato físico).</p>
<p>Depois de dois extraordinários álbuns <strong>&#8220;Rua das Marimbas&#8221; e &#8220;2 de Abril&#8221;,</strong> com o qual venceu diversos prémios como o Prémio José Afonso (2023) ou o prémio José da Ponte (2024) e de diversas participações públicas em protestos/manifestações sobre temas como a Habitação, Cátia confirma-se em <strong>&#8220;Ferry Gold&#8221;</strong> claramente como, a <strong>«Cantora de Intervenção»</strong> dos tempos atuais.</p>
<p><strong>&#8220;Ferry Gold&#8221;</strong>, como que consequência dos sinais dos tempos, apresenta uma Cátia mais combativa do que nunca. Em faixas como &#8220;<strong>A Casa de Bernarda Alba&#8221;, &#8220;Este País Não É Para Mães&#8221;, &#8220;Ferry gold&#8221;, Fronteiras Invisíveis&#8221;, &#8220;Levante-se uma escola&#8221; (pelo fim das touradas), &#8220;Não Inventes&#8221; ou &#8220;Alaska&#8221;</strong>, a escrita/poesia mordaz e a crítica frontal às desigualdades sociais e políticas são erguidas como bandeiras por Cátia, sem deixar de haver espaço para temas mais íntimos — como, por exemplo, a relação com a sua mãe.</p>
<p>Segundo a própria autora <em>«Os temas deste disco nascem de textos terceiros, de beats, pinturas, manias, falas parlamentares e notícias. De lugares onde à vezes só a natureza torna os dias sãos. São ensaios livres, observação; nada têm de académicos. São o passo dos dias, casas desarrumadas, famílias de luto. Dentes estragados e punhos cerrados, ironias coletivas, sonhos levantados do chão.»</em></p>
<p>São 19 temas sobre os quais se deixam aqui pequenas notas:</p>
<p>1 &#8211; <strong>&#8220;A Casa de Bernarda Alba&#8221;</strong> sobre a peça de <strong>Federico García Lorca</strong> (1936) que retrata com intensidade o repressivo universo feminino funcionando como uma crítica simbólica à sociedade patriarcal e autoritária da época (e que se tem vindo a tornar novamente mais presente na sociedade).</p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=1642178656/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>2 &#8211; <strong>&#8220;Este País Não É Para Mães&#8221;</strong>, um verdadeiro manifesto contra a discriminação que as mulheres enfrentam nas suas carreiras, com versos incisivos como &#8220;de bestial a besta, só ficas até sexta&#8221; ou &#8220;promoção congelada, não fosses mestruada&#8221;, que expõem de forma mordaz o sexismo institucionalizado.</p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=656099505/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>3 &#8211; <strong> &#8220;Aurora&#8221;</strong>, sobre o poema &#8220;Mistérios do toucador&#8221; da poetisa de Setúbal (terra natal de Cátia) &#8211; Mariana Angélica de Andrade. <strong>«A garota não»</strong> nesta faixa conta uma história triste entre a constante pressão social exercida sobre as mulheres em terem uma aparência perfeita e o sentimento íntimo (&#8220;limpou a cara e sentiu-se bem&#8221;) e as relações perversas de (abuso) poder e o assédio sexual no trabalho. (&#8220;há que fazer bom uso da dignidade&#8221;).</p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=2185885930/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>4 &#8211; &#8220;<strong>No Train a Curtir Coltrane&#8221;</strong> conta na Letra com excertos de <strong>Chackras, Prétu Xullaji</strong> e explora conceitos como o peso das redes sociais, marcas, identidade e resistência.</p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=3340549963/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>5 &#8211; &#8220;<strong>No Love&#8221;</strong> conta na letra com excertos de <strong>&#8220;No Love&#8221; de Allen Halloween e do poema &#8220;Os Lugares&#8221; de Maria Teresa Horta</strong>. A perecidade dos sentimentos as memórias, a solidão e a desilusão. (&#8220;A minha vida é uma roleta com 5 balas no tambor&#8221;).</p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=2253198441/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>6 &#8211; &#8220;<strong>Ferry Gold&#8221;</strong>, faixa que dá nome ao álbum, ergue-se como um manifesto contra a &#8220;privatização&#8221; de Tróia — e de tantas outras &#8220;Tróias&#8221; — transformadas em resorts de luxo para uma elite. Com versos como &#8220;os rios juntam, não partem metade&#8221;, a canção denuncia a apropriação dos espaços comuns e a exclusão social mascarada de progresso.</p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=1586421355/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>7 &#8211;<strong> &#8220;Os Sapatos da Minha Mãe&#8221;</strong>, Cátia retrata a impossibilidade da sua mãe em usar os sapatos de salto alto para os &#8220;dias de sair&#8221;, mas que, por causa do seu cansaço (da vida dura) nunca chegaram a ser estreados.  Mais uma metáfora sobre a <span style="font-size: inherit">dureza silenciosa vivida por tantas mulheres , cujos sonhos ficam, muitas vezes, por estrear.</span></p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=2112844755/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>8 -&#8220;<strong>Não te dês à Tristeza&#8221;</strong> conta com excertos de <strong>&#8220;as estradas são para ir&#8221; da Márcia</strong>. Continuando o registo pessoal, depois da referência aos sapatos, Cátia apresenta como que uma prece/lamento sobre as saudades que tem da mãe e que ficou por dizer. É ao mesmo tempo, um canto de dor e de resiliência — um apelo a seguir em frente, reconstruindo-se a partir da memória e da ausência.</p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=488270903/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>9 &#8211; &#8220;<strong>Levante-se uma Escola&#8221;</strong>, sobre o poema &#8220;as touradas&#8221; de <strong>Mariana Angélica Andrade</strong>, Cátia propõe que se acabe com as Touradas e se levante uma escola nessa praça. (&#8220;que se mate a tradição, se a tradição maltrata sem razão&#8221;).</p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=163870609/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>10 &#8211; &#8220;<strong>Fronteiras Invisíveis&#8221;</strong> com excerto do <strong>&#8220;Poema a Jorge Amado&#8221; de Noémia de Sousa, </strong>lança uma crítica incisiva às fronteiras — sejam elas físicas, políticas ou ideológicas. Com versos como &#8220;quantas mortes ainda cabem na fronteira&#8221; e &#8220;há sempre quem atire quem não queira&#8221;, a canção denuncia as violências silenciosas e explícitas que resultam das decisões de quem desenha os mapas e controla a vida e a morte de quem procura uma vida melhor.</p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=1304627788/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>11 &#8211; &#8220;<strong>Limpa Palato&#8221;</strong> música de <strong>Sérgio Miendes</strong> (sempre presente nas criações de <strong>«A garota não»</strong>) e voz de <strong>João Mota </strong>e surge como uma espécie de respiro. Uma criação que nos permite navegar num mar de emoções e reflexão, suavizando o peso emocional deixado pelas faixas anteriores.</p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=2090977091/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>12 &#8211; &#8220;<strong>Topiária&#8221;</strong> uma letra poderosa de Cátia com beat <strong>&#8220;Auto de Fé&#8221; de Sam the Kid</strong> sobre a dor da perda e a gestão do tempo e a importância/definição das prioridades na vida e da proximidade com os que são mais importantes (família). É possível (&#8220;quero um tempo que aconteça lento de forma bondosa&#8221;) sentir o peso da dor da ausência e a reflexão sobre todos os momentos que não se esteve presente. (&#8220;ser presente é o oposto de estar em todo o lado&#8221;)</p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=2949662763/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>13 &#8211; &#8220;<strong>Impossível&#8221;</strong> Cátia interpreta o poema <strong>&#8220;Impossível&#8221; de Florbela Espanca</strong> de forma magistral, dando uma roupagem que amplifica a dor e a incompreensão perante o sofrimento íntimo ser invisível aos olhos dos outros.</p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=847236987/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>14 &#8211; &#8220;<strong>Falemos das Cartas&#8221;</strong> nesta faixa Cátia pega na correspondência entre <strong>Irene Lisboa e Luísa Dacosta, Afonso Duarte ou José Régio</strong> para construir uma justa homenagem a uma das mais importantes autoras do movimento literário modernista, com uma obra marcada pela crítica às condições de vida das mulheres e das classes trabalhadoras.</p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=2495157068/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>15 &#8211; &#8220;<strong>Não Inventes&#8221;</strong> faixa composta pelos Poemas <strong>&#8220;Não Inventes&#8221; de José Carlos Barros e &#8220;A Cura&#8221; de Luís Filipe Parrado</strong> excelente para dedicar a contrapartes em desgostos amorosos. (&#8220;Não deixes endereços. Por favor:<br />
eu quero é que te fodas, meu amor.&#8221;)</p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=3168844563/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>16 &#8211; &#8220;<strong>Alaska&#8221;</strong>, uma criação de <strong>João Quadros</strong> que começa com &#8220;uma estrada que termina no Alaska&#8221; como o destino final, onde existe um sinal com a inscrição &#8220;deixe aqui os seus sonhos&#8221;. A canção transforma a vida numa jornada, onde tudo o que ocorre antes de alcançar o Alaska se torna uma metáfora para a busca incessante por novos começos, a transformação interior e a necessidade de focar na concretização dos sonhos.</p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=3795771258/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>17 &#8211; &#8220;<strong>Irmãos de Sangue&#8221;</strong>, depois das diversas participações de <strong>«A garota não»</strong> em espectáculos de <strong>Sérgio Godinho</strong>, nesta faixa Cátia tem oportunidade de interpretar um poema do próprio Sérgio sobre a irmandade na criação e nos ideais.</p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=692678428/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>18 -&#8220;<strong>O Homem que Viu a Abelha Morrer&#8221;, </strong>Cátia descreve a vida e a história triste da Abelha que morre no Jardim depois de cumprir a sua missão. A canção parece funcionar como uma metáfora profunda sobre a efemeridade da vida, com versos como &#8220;é aqui que fico / findemos as rixas&#8221;, sugerindo que, muitas vezes, é a natureza que traz sanidade aos dias. A reflexão sobre o tempo e a mortalidade surge em &#8220;o tempo que o Homem usa a morrer&#8221;, destacando a inevitabilidade e a fragilidade da existência.</p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=3865602105/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>19 -&#8220;<strong>Vagamente Vaga II&#8221;,</strong>transporta-nos de volta ao mar, onde o navegar se torna uma travessia sofrida entre as vagas. Um queixume constante e penetrante, como um choro da alma, ecoa na canção, revelando a luta interior e a dor que permeiam essa jornada.</p>
<p><iframe style="border: 0;width: 100%;height: 120px" src="https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1788249732/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/track=1510013166/transparent=true/"><a href="https://agarotanao.bandcamp.com/album/ferry-gold">FERRY GOLD by A GAROTA NÃO</a></iframe></p>
<p>Foto: <a href="https://www.instagram.com/alexandra.fernandes.ph/">https://www.instagram.com/alexandra.fernandes.ph/</a></p>
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		<title>[25 de Abril Sempre!]</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2025 08:09:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecletismo Musical]]></category>
		<category><![CDATA[25 de Abril]]></category>
		<category><![CDATA[25 de abril sempre]]></category>
		<category><![CDATA[a garota não]]></category>
		<category><![CDATA[zeca afonso]]></category>
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					<description><![CDATA[A Garota Não &#8211; “Medley Zeca Afonso” (Grândola &#8211; 09-06-2023)]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/7jdce9G0r3Q?si=F6uUchFvHShqa_75" frameborder="0" allowfullscreen=""></iframe></p>
<p><a href="https://www.agarotanao.pt/" target="_blank">A Garota Não</a> &#8211; “Medley Zeca Afonso” (Grândola &#8211; 09-06-2023)</p>
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