Ecletismo Musical

Coh(en)ibo?



Dear Heather – Leonard Cohen

Muito se tem falado deste novo álbum de originais do lendário Leonard Cohen. Desde os mais radicais que utilizam argumentos como «a fonte secou»; «Cohen morreu em 1992» ou «O Vinho azedou», até àqueles que consideram este álbum como um prolongamento do estado de encantamento alcançado com «Ten New Songs» de 2001.

Em primeiro lugar, parece ser de muito mau tom utilizar adjectivos pejorativos contra alguém que se mantêm aos 70 anos de idade a fazer música e que conta com uma longuíssima e aclamada carreira. O Homem é uma instituição e merece respeito pelo seu esforço e dedicação.

Em segundo lugar, este não será naturalmente o melhor álbum da sua carreira, mas está longe de ser um mau álbum. É claro que Cohen já não pode ter aos 70 anos o mesmo poder vocal que tinha em álbuns como «Recent Songs» ou mesmo em «The Future». É claro que Cohen necessita agora de uma bengala vocal, é notório que sem a parceria com a cantora e compositora Sharon Robinson este álbum já não seria possível, mas também é claro e notório que a capacidade e qualidade criativa das letras de Cohen permanece intocável.

Destacam-se neste álbum temas como: «Morning Glory», «Nightingale», «The Faith» para além da versão ao vivo do clássico country – «Tennessee Waltz».

Continua a ser o lendário songwriter Cohen, mesmo que, o singer vá apagando a sua chama lentamente.

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