Os Keo têm tudo para se tornar, muito em breve, uma das grandes bandas do novo rock britânico. Ainda nem editaram o primeiro álbum, mas já possuem aquilo que não pode ser fabricado por qualquer campanha: canções com identidade, uma presença ao vivo capaz de criar comunidade e uma intensidade que parece demasiado grande para permanecer confinada a salas pequenas.
O quarteto esgotou o Oslo, em Londres, antes de ter música oficialmente editada e encerrou a digressão britânica de 2026 com duas noites no Electric Ballroom. Tudo isto aconteceu antes da chegada de Put A Smile On For Me, o álbum de estreia que será lançado pela Island Records a 25 de setembro.
Não é apenas uma questão de crescimento rápido. Os Keo possuem um potencial enorme porque recuperam a dimensão emocional do rock alternativo dos anos 90 sem parecerem uma cópia desse período. Há grunge, shoegaze e guitarras de grande escala, mas existe também uma vulnerabilidade suficientemente contemporânea para aproximar a banda de uma geração que procura verdade em vez de perfeição.
A ascensão tem sido construída sobretudo através dos concertos e da circulação espontânea entre quem os descobre. O EP de estreia tornou-se um fenómeno alimentado pelo passa-palavra, enquanto a reputação ao vivo começou a crescer sem depender de uma presença constante nas redes sociais.
O grupo londrino é formado pelos irmãos Finn Keogh, na voz e guitarra, e Conor Keogh, no baixo. Jimmy Lanwern assume a segunda guitarra e Oli Spackman ocupa a bateria. A história dos irmãos passou também por Portugal, onde viveram durante parte da adolescência antes de o projeto ganhar forma em Londres.
“Pistol”, editada a 15 de julho, é o segundo avanço de Put A Smile On For Me. O disco terá onze faixas e deverá concentrar-se nas consequências do amor, da culpa e da autodestruição. A música parte da imagem de uma estrela já extinta cuja luz continua a viajar. Quando finalmente a vemos, aquilo que a produziu deixou de existir há muito tempo.
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