Os Voraz são um coletivo brasileiro ligado ao universo do reggae contemporâneo, onde a música funciona mais como extensão de uma energia do que como produto.
“Viva O Agora” surge precisamente assim. Sem grande aparato, sem manifesto, sem necessidade de justificar o que é. A canção instala-se numa energia leve, próxima de um reggae contemporâneo, onde o ritmo serve mais para sustentar um estado do que para o conduzir.
Há uma insistência no presente, na ideia de estar ali, naquele momento, sem prolongar demasiado o pensamento. Não como filosofia profunda, mas como gesto quase instintivo.
Mas isso não significa que seja vazia. “Viva O Agora” não está a propor uma visão ingénua da vida. Está a recusar o excesso de construção à volta dela, num tempo onde tudo tende a ser pensado, revisto, antecipado, projetado.
Um momento. Uma ligação. Uma sensação que não precisa de durar para ser válida.
Há uma espécie de honestidade nisso. Não a honestidade dramática das grandes canções que procuram significado, mas uma honestidade mais simples a de quem aceita que nem tudo tem de ser mais do que aquilo que é.
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