Marisa Liz apresenta “Gente Aberta”, terceiro avanço de Relatos de um Coração Confuso, com edição marcada para 22 de maio, numa canção que ganha outra densidade ao tornar-se dueto com Camané, não como simples colaboração, mas como escolha consciente de revisitar um clássico de Erasmo Carlos, afastando-o da homenagem estática e conduzindo-o para um território mais íntimo, onde a fragilidade se sobrepõe à nostalgia.
Há algo de particularmente especial na forma como “Gente Aberta” se desenvolve, como se cada palavra fosse colocada com o cuidado de não quebrar aquilo que está implícito, e é nesse equilíbrio que a canção encontra a sua força, não na intensidade evidente, mas na forma como recusa exagero, deixando que a emoção exista sem necessidade de afirmação.
“Gente Aberta” não é sobre abrir é sobre permitir e perceber que, por vezes, a maior exposição não está no que se mostra mas no que se deixa ficar em silêncio.
Ao longo dos últimos anos, Marisa Liz foi-se afirmando não apenas pela consistência, mas pela capacidade de atravessar diferentes linguagens sem perder identidade, acumulando momentos que consolidam esse lugar dentro da música portuguesa contemporânea.
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